quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Naquele momento, senti a emoção mais doce da minha vida. Tão doce que eu jamais conseguiria exprimi-la. A Santíssima Virgem me explicou de que forma eu deveria me comportar diante do sofrimento e, com a mão esquerda apontando para a base do altar, disse-me para ir até lá, prostrando-me, abrindo e derramando o meu coração, acrescentando que lá eu receberia todas as consolações de que necessitava. Depois, continuou: minha criança, desejo encarregá-la de especial missão; aqui, vocês sofrerão muitas amarguras, mas vocês irão superá-las, sabendo que é para a glória do Bom Deus. Muitos irão contestá-los, mas vocês receberão a graça. Não temam, pois; digam tudo o que se passa em seus corações, com simplicidade e confiança. Vocês verão algumas coisas e serão inspirados em suas orações. Contem tudo àquele que está encarregado de suas almas, o seu confessor. Pedi, então, à Santíssima Virgem, que me explicasse alguns fatos que me foram mostrados anteriormente. Ela me respondeu: Minha menina, os tempos são muito ruins; muitas desgraças abalarão a França; o trono será derrubado, o mundo inteiro sofrerá transtornos de toda a espécie. (A Santíssima Virgem dizia isto com uma expressão muito triste.) Acheguem-se aos pés deste altar: aqui, as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as solicitarem, grandes e pequenos. Chegará o momento em que o perigo será muito grande; tudo parecerá perdido. Mas eu estarei com vocês, tenham confiança. Vocês reconhecerão a minha presença e terão a proteção de Deus e a de São Vicente sobre as duas comunidades. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha os olhos cheios de lágrimas.) Haverá vítimas no clero de Paris; Monsenhor Arcebispo irá morrer (ao pronunciar estas palavras, suas lágrimas tornaram a correr). Minha criança, a Cruz será desprezada, ela será lançada por terra e a Chaga do lado de Nosso Senhor novamente se abrirá; as ruas serão inundadas de sangue; o mundo inteiro cairá em tristeza e aflição. (...) Eu não saberia dizer quanto tempo estive junto à Santíssima Virgem; tudo o que sei é que, após ter-me falado por muito tempo, ela partiu, desaparecendo como uma sombra que se dissipa.

Relato de Santa Catarina Labouré sobre as aparições da Virgem Maria em Paris, no ano de 1830

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