sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estávamos no dia 27 de novembro de 1830, sábado, véspera do primeiro domingo do Advento. Às onze e meia da noite, enquanto eu meditava em profundo silêncio, tive a impressão de ouvir, à direita do santuário, algo como o farfalhar de um vestido de seda. Vislumbrei, então, a Virgem Santa perto do quadro de São José; ela tinha estatura média e o rosto era tão belo que eu não conseguiria jamais descrevê-lo. Estava de pé, trajava um vestido branco como a aurora, cuja forma é a que chamamos 'ao jeito da Virgem', e as mangas eram lisas. A cabeça coberta por um véu branco, que descia, de cada lado, até os pés. Os cabelos, partidos ao meio, em bandós, emolduravam-lhe o rosto e, sobre eles, uma espécie de delicada fita rendada. O rosto estava bem descoberto e os pés pousavam sobre um globo, ou melhor, sobre a metade de um globo; pelo menos, eu só vi a metade. Suas mãos, pousadas na altura do peito, portavam um outro globo, com bastante naturalidade. Ela mantinha os olhos erguidos para o céu e seu rosto se iluminou ao oferecer o globo a Nosso Senhor. De repente, seus dedos se encheram de anéis e de pedras preciosas belíssimas... Os raios que deles jorravam se refletiam, espalhando-se em todas as direções, envolvendo-a de uma tal claridade, que não dava para ver os seus pés, muito menos o vestido. As pedrarias possuíam diversos tamanhos e os raios que delas emanavam, lhes eram proporcionais. Eu não saberia como expressar o que sentia, nem tudo o que aprendi em tão pouco tempo. Como eu estava ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima abaixou os olhos, fitando-me e ouvi uma voz, que saía do fundo do coração: 'Este globo que estás vendo, representa o mundo inteiro e, particularmente, a França e cada pessoa em especial.

Relato de Santa Catarina Labouré

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