quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Visita a cidade reconstruída das cinzas pelo beato Bartolo Longo
POMPÉIA, domingo, 19 de outubro de 2008 (ZENIT.org).-

Bento XVI pôs neste domingo o mundo nas mãos de Maria, ao visitar o Santuário de Pompéia, no sul da Itália.
Um dos momentos culminantes da décima segunda viagem pastoral à Itália foi vivido quando, após ter celebrado a eucaristia na praça do Santuário, dirigiu a Súplica a Nossa Senhora do Rosário, escrita pelo beato Bartolo Longo, em 1883.
«Piedade hoje imploramos pelas nações desencaminhadas, por toda Europa, por todo o mundo, para que, arrependido, volte a teu Coração. Misericórdia para todos, Mãe de Misericórdia», diz a oração.
Com palavras do beato, o Papa se dirigiu a Maria, dizendo: «Se tu não quisesses nos ajudar, porque somos filhos ingratos e não merecemos teu amparo, não saberíamos a quem nos dirigir».
Na continuação, como gesto de amor filial, ofereceu a Nossa Senhora uma Rosa de Ouro.
O Papa, que chegou de helicóptero desde o Vaticano, foi acolhido às dez horas da manhã no Santuário por cerca de 50 mil fiéis em festa pela terceira visita de um sucessor de Pedro.
Pompéia foi destruída pela lava e a chuva de cinzas em 24 de agosto do ano 79 d.c., durante a erupção do Vesúvio.
A nova Pompéia se erigiu 1796 anos depois, respondendo à promessa efetuada em 1872 pelo advogado leigo Bartolo Longo, de construir uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
O Santuário alberga uma imagem da Virgem à qual se atribuem centenas de milagres e curas.
Na homilia da celebração eucarística, o Papa evocou a figura do beato Longo, que, como São Paulo, havia perseguido a Igreja, quando era «um militante anti-clerical, que praticava inclusive o espiritismo e a superstição».
Um homem que mudou radicalmente porque encontrou o «verdadeiro rosto de Deus», transformando o deserto no qual vivia.
«Onde chega Deus, o deserto floresce! Também o beato Bartolo Longo, com sua conversão pessoal, deu testemunho desta força espiritual que transforma o homem interiormente e o faz capaz de fazer grandes coisas segundo o desígnio de Deus».
«Esta cidade por ele fundada é, portanto, uma demonstração histórica sobre como Deus transforma o mundo: enchendo de caridade o coração do homem», explicou.
«Aqui, em Pompéia, se compreende que o amor por Deus e o amor pelo próximo são inseparáveis», sublinhou.

«Aqui, aos pés de Maria, as famílias voltam a encontrar ou reforçam a alegria do amor que as mantém unidas».
O segredo de Pompéia, segundo o Papa, é o Rosário: «Esta oração nos leva, através de Maria, a Jesus».
«O Rosário é oração contemplativa, acessível a todos: grandes e pequenos, leigos e clérigos, cultos ou pouco instruídos».
«O Rosário é “arma” espiritual na luta contra o mal, contra a violência, pela paz nos corações, nas famílias, na sociedade e no mundo»,
assegurou.

Após a missa e o Ângelus, o Papa almoçou com os bispos de Campânia (região italiana de Nápoles).
Depois visitou os restos de Bartolo Longo, e dirigiu, em torno às cinco da tarde, a oração do Rosário no Santuário, oferecendo uma meditação na qual propôs aos presentes, entre quem havia numerosos religiosos e religiosas, ser apóstolos do Rosário.

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