quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O primeiro privilégio, do qual decorrem muitos outros, é a Imaculada Conceição, mediante a qual Nossa Senhora foi preservada do pecado original. Convinha que a Mãe de Deus fosse isenta de qualquer mancha de pecado. Deus não habita no pecado!Desse privilégio decorre a ausência da inclinação para praticar o mal. A Mãe de Deus não experimentava nenhuma das más inclinações que podem levar ao pecado, e, graças à sua fidelidade, não cometeu jamais a mínima imperfeição.Igualmente o terceiro privilégio, Nossa Senhora teve um parto miraculoso e sem dor. Quando Adão e Eva pecaram, Deus disse a Eva: “Darás à luz com dor os filhos” (Gen 3,16). Sendo Nossa Senhora isenta do pecado original, compreende-se que o parto d´Ela não pagasse tributo à dor. O que é explicável, pois não convinha que a vinda do Salvador, "alegria do Universo", ocorresse em meio à dor, mas sim numa atmosfera de júbilo.Um quarto privilégio foi sua santa morte. A morte é fruto do pecado original. Disse Deus a Adão: “Tu és pó e em pó te hás de tornar” (Gen 3,19). Como a Virgem Santíssima foi concebida sem pecado original, não havia razão para Ela morrer. Poderia ir diretamente para o Céu, sem passar pela morte. Entretanto, Nossa Senhora desejou não ficar isenta dessa provação, pela qual até seu Divino Filho tinha passado. Por isso faleceu, mas de morte tão suave que, na linguagem católica, fala-se em Dormição da Beatíssima Virgem Maria. Sua morte não foi causada por doença ou velhice. Dominava-a tal amor de Deus, que Ela morreu mais propriamente devido a esse amor.Um quinto privilégio: Seu corpo não se corrompeu no túmulo. A perda da vida acarreta a destruição da matéria, mas no caso d´Ela a morte não teve poder sobre a matéria. Nada se alterou, nada se perdeu. Por isso sua morte é comparada ao sono, à Dormição.

Obra-prima da criaçãoUm sexto privilégio é a plenitude das graças recebidas. Deus é grandioso, generoso, porquanto cria sem nenhuma necessidade de criar, fazendo-o porque assim o quer. E, ao criar, Deus decidiu que ao menos uma mera criatura recebesse tudo o que é possível a um ente criado receber. Assim, recebeu Ela já no primeiro instante de seu ser todas as graças possíveis.Então manifesta-se um sétimo privilégio. Em tese, seria possível Ela a receber e rejeitar. Mas Nossa Senhora foi inteiramente fiel à graça, que A preservou de toda imperfeição.Um oitavo privilégio foi a maternidade divina. Deus é a Sabedoria, e tudo o que faz decorre de uma razão altíssima. Qual seria o sentido de existir uma criatura a mais perfeita possível, isenta do pecado original e cheia de graça, e não lhe tocar uma vocação superior? Seria como uma obra de arte que não fosse exposta ao público e permanecesse fechada num cofre. Nossa Senhora é a obra-prima da criação, sendo lógico, portanto, que recebesse uma vocação proporcional à sua especialíssima situação. E que vocação pode haver mais alta do que a de ser Mãe de Deus?Maternidade e virgindadeTratemos de um nono privilégio. Deus quis que sua Mãe fosse Virgem. Por quê? Não é regra comum da vida que maternidade e virgindade sejam incompatíveis? A virgindade não é apenas algo físico, mas corresponde também a um estado de alma. Quis Deus que as mães votem um amor especial, do ponto de vista natural, pelos seres que geraram. Mas para Nossa Senhora Ele almejava mais. Ela devia ser dotada de todo o amor possível de Mãe, mas concomitantemente, de todo desapego das coisas do mundo que a virgindade produz nas almas. E Nossa Senhora, a mais perfeita das mães, devia ter alma de Virgem, a fim de fazer o mais perfeito sacrifício possível e praticar o supremo desapego: entregar seu próprio Filho para ser imolado, com vistas a redimir nossos pecados.
Em fimUm décimo privilégio de Nossa Senhora: sua Assunção aos céus, em corpo e alma. Compreende-se igualmente que, segundo o plano divino, um ser tão perfeito deveria receber um prêmio perfeito. Em contraste com os outros seres mortais, Ela está no Céu em corpo e alma.Conclusão:Como Abraão, nosso pai na fé, está presente no começo do Antigo Testamento, Maria, a grande mulher da fé, está presente no começo do Novo Testamento. Porque Maria é a mulher da fé, a História da Salvação pode avançar. O momento eucarístico na vida de Maria acontece na anunciação quando Maria diz sim a Deus e o plano de Deus avança.
Dispensadora das graçasTendo-a chamado a Si, de forma tão privilegiada, compreende-se que Deus A tenha coroado como Rainha do Céu e da Terra. Este é o décimo-primeiro privilégio.Finalmente, o décimo-segundo: a onipotência que Jesus Cristo lhe concedeu, estabelecendo-a como dispensadora de todas as graças. Tal privilégio, altíssimo sem dúvida alguma, é também um extraordinário prêmio para todos nós. Afinal, quem se beneficia dele? Nossa Senhora recebe todas as graças para as distribuir aos outros. Ela é a dispensadora, Aquela que entrega.Na anunciação, o consentimento de Maria foi um dos momentos mais importantes na história da salvação e particularmente no descobrimento do mistério da eucaristia. Nós chamamos aquele momento seu fiat "Faça-se em mim segundo tua palavra".Esta é em si mesma a verdadeira atitude eucarística. Ao mesmo tempo, Maria rememora em sua oração, o Magnificat, as maravilhas feitas por Deus na história da salvação em cumprimento da promessa feita uma vez a Abraão e a nossos antepassados espirituais. Ela proclama que supera a todas, a encarnação redentora.Finalmente, o Magnificat reflete a tensão escatológica da Eucaristia. Cada vez que o Filho de Deus vem outra vez a nós na pobreza dos sinais sacramentais do pão e do vinho, as sementes daquela nova história, pela qual «os poderosos são tirados de seus tronos e os humildes são exaltados, deixam raízes no mundo.

tabernáculo vivoEm particular hoje, com a liturgia, detemo-nos para meditar sobre o mistério da Visitação da Virgem a Santa Isabel. Maria, trazendo no seio Jesus recém-concebido, vai visitar a prima Isabel, que todos consideravam estéril e que, contudo, tinha chegado ao sexto mês de uma gravidez concedida por Deus (cf. Lc 1, 36). É uma jovem, mas não tem medo, porque Deus está com Ela, dentro dela. De certo modo, podemos dizer que a sua viagem foi apraz-nos sublinhá-lo neste Ano da Eucaristia a primeira "procissão eucarística" da história. Maria, tabernáculo vivo de Deus que se fez carne, é a arca da Aliança, em que o Senhor visitou e redimiu o seu povo. A presença de Jesus enche-a de Espírito Santo. Quando entra na casa de Isabel, a sua saudação é transbordante de graça: João estremece no seio da mãe, como se tivesse sentido a vinda daquele que no futuro ele deverá anunciar a Israel. Os filhos exultam, as mães regozijam-se. Este encontro, impregnado da alegria do Espírito, encontra a sua expressão no cântico do Magnificat.Maria, tabernáculo vivo de Deus que se fez carne para nossa SALVAÇÃO

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