sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Após a morte do filho, Santa Brígida foi transportada para um palácio amplo e magnífico. Ela viu Jesus Cristo em seu tribunal, envolto por considerável corte de Anjos e Santos. Junto a Ele, se encontrava Sua Mãe Santíssima, que ouvia o julgamento com atenção. Aos pés do Juiz, Santa Brígida pôde perceber, sob a forma de criança recém-nascida, a alma trêmula de um defunto que não conseguia nem ver nem entender o que se passava, usufruindo, porém, de clara percepção interior. À direita d´Ele, e próximo à alma, encontrava-se um Anjo; o Demônio postava-se à sua esquerda; nenhum dos dois, porém, tocava a alma. O Demônio pôs-se a gritar: "Ouvi, Juiz Todo-poderoso. Eu tenho que me queixar de uma Mulher que é, ao mesmo tempo, minha Soberana e vossa Mãe, à qual Vosso amor entregou todo o poder sobre o Céu e sobre a Terra, e sobre todos nós, demônios do Inferno. Ela, de forma injusta, arrebatou-me esta alma que comparece, agora, diante de vós. Pois, em boa justiça, eu tinha o direito de me amparar desta alma quando deixou o corpo, e de conduzi-la ao vosso Tribunal, juntamente com os meus companheiros. Ora, ó justo Juiz, a alma nem tinha deixado o corpo e esta Mulher, vossa Mãe, se apossou dela cobrindo-a com a sua poderosa proteção e a trouxe à vossa presença."
Santa Brígida, tomo II, capítulo XXXI

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