domingo, 16 de novembro de 2008

Que ninguém mais releve a tua misericórdia, Virgem bem-aventurada, se uma única pessoa se lembrar de que te invocou em momentos de dificuldade sem que lhe tenhas trazido o teu socorro. Nós, teus pequenos servidores, te felicitamos por todas as tuas outras virtudes, mas, quanto à tua misericórdia, devemos nos felicitar a nós mesmos. A virgindade, nós a louvamos, a humildade, nós a admiramos, mas a misericórdia tem um sabor mais doce para as criaturas infelizes. A misericórdia, nós a estreitamos com ternura maior, lembrando-nos dela com mais constância, invocando-a com mais freqüência. Ela conseguiu, de fato, que o mundo inteiro fosse restaurado; foi ela quem obteve, com as próprias lágrimas, a salvação dos homens. Está bem claro que Maria se preocupava com todo o gênero humano. Foi ela, justamente, a ouvir estas palavras: Não temas, Maria, tu encontraste a graça, exatamente aquela que buscavas.

Sua misericórdia preenche a Terra inteira (II)

Quem, pois, ó bendita, poderá medir o comprimento e a largura, a grandeza e a profundidade da tua misericórdia?
O comprimento desta misericórdia alcança os confins do mundo e presta socorro a todos os que te invocam; sua largura envolve o globo terrestre chegando a um ponto tal que tu e a tua misericórdia preenchem a Terra inteira. Assim, esta sublimidade provocou o renascimento da cidade celeste e a sua profundidade obteve o resgate daqueles que se encontram nas trevas e nas sombras da morte.
É por meio de ti que o céu se enche de almas, que o inferno se esvazia, que a Jerusalém Celeste se ergue de suas ruínas, que a vida perdida é devolvida às criaturas infelizes que estão à espera. Dessa forma, a Caridade Onipotente e, absolutamente Terna, transborda, tanto em compaixão afetiva como em assistência efetiva, concreta, e mostra-se rica sob todos os prismas.

Saint Bernard de Clairvaux Para a Assunção, Sermão 4, Panegírico da Virgem

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