terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Como se comportou a Virgem Maria ao ser saudada pelo anjo?

R= Com humildade.

“Falando o Senhor, no Cântico dos Cânticos, precisamente da HUMILDADE desta HUMILÍSSIMA Virgem, disse: Enquanto o rei está no seu repouso, exalou o meu nardo a sua fragrância (1, 12). Comenta Santo Antonino as citadas palavras deste modo: O nardo, planta pequena e baixa, é figura da HUMILDADE de Maria, cujo odor subiu ao céu e atraiu o Verbo do seio do Eterno Pai ao seu seio virginal. De modo que o Senhor, atraído pela fragrância desta HUMILDE virgenzinha, a escolheu para sua Mãe, querendo fazer-se homem, para remir o mundo… Eis que enquanto a HUMILDE virgem suspirava em sua cela, com mais fervor que nunca, pela vinda do Redentor – conforme uma revelação a Santa Isabel de Turíngia – vem o arcanjo Gabriel com a grande embaixada. Entra e saúda-a dizendo: Ave, Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco… (Lc 1,28). Deus vos saúda, ó Virgem cheia de graça, pois fostes sempre rica da graça, acima de todos os santos. O Senhor é convosco, porque sois tão HUMILDE. Bendita sois entre as mulheres, porquanto as outras incorrem na maldição da culpa; mas vós, porque havíeis de ser Mãe do Bendito, sois e sereis sempre bendita e isenta de toda a mácula” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).

O que respondeu Nossa Senhora a esta saudação toda cheia de louvores?

R= Nada: “Ela ficou intrigada com esta palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação” (Lc 1,29).

“… não respondeu, mas pensando na saudação perturbou-se… E por que se assustou? Acaso por temor de ilusão, ou por modéstia, vendo um homem, como quer alguém, pensando que o anjo lhe apareceu em forma humana? Não; o texto é claro: turbou-se com o seu dizer, mas não com a sua aparição, observa São Bruno de Segni. Essa perturbação foi causada unicamente por sua HUMILDADE, que absolutamente não podia compreender semelhantes louvores” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).

O que fez o arcanjo Gabriel diante do silêncio da Virgem Santíssima?

R= Ele disse-lhe: “Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30).

“À semelhança do Salvador que foi confortado por um anjo, se tornou preciso que São Gabriel, vendo Maria tão assustada com aquela saudação, a animasse, dizendo: não temais, ó Maria, porque achastes graça diante de Deus! Aos vossos olhos, é verdade, sois tão pequena e insignificante; mas Deus, que exalta os humildes, vos fez digna de achar a graça perdida pelos homens. Por isso vos preservou da mácula, comum a todos os filhos de Adão; por isso, desde a vossa Conceição vos ornou de uma graça maior que a de todos os santos. Por isso, finalmente, agora vos exalta a ser sua Mãe: Eis, concebereis em vosso seio e dareis à luz um filho, e pôr-lhe-eis o nome de Jesus”(Lc 1,31) (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).

O que Nossa Senhora disse ao arcanjo Gabriel?

R= “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

“Eis a resposta mais bela, mais humilde e mais prudente, que nem toda a sabedoria dos homens e dos anjos juntamente teria podido inventar, se nela pensassem por um milhão de anos! Ó resposta poderosa que alegraste o céu e trouxeste à terra um mar imenso de graças e de bens! Resposta que, apenas saída do humilde coração de Maria, atraíste do seio do Eterno Pai o Unigênito Filho, para fazê-lo homem no seio puríssimo da Virgem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, 2).

Quem foi o jovem escolhido por Deus para ser esposo de Nossa Senhora?
R= São José.

“O Evangelho no-lo descreve dizendo simplesmente que era um “varão justo”. O vocábulo “justo” significa, em sua conotação hebraica, um homem cheio de todas as virtudes. É o equivalente à nossa palavra atual “santo”.

Não nos surpreende, pois, que José, a pedido dos pais de Maria, aceitasse gozosamente ser o esposo legal e verdadeiro de Maria, ainda que conhecesse a sua promessa de virgindade e soubesse que o matrimônio nunca seria consumado. Maria permaneceu virgem não só ao dar à luz Jesus, mas durante toda a sua vida. Quando o Evangelho menciona “os irmãos e irmãs” de Jesus, devemos recordar que é uma tradução grega do original hebraico, e que neste caso essas palavras significam simplesmente “parentes consangüíneos”, mais ou menos o mesmo que a nossa palavra “primo” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).

Quem recebeu a visita de Nossa Senhora?

R= Santa Isabel “El é plenitude”.

“Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1,39-40).
“Do arcanjo São Gabriel ouviu a Santíssima Virgem que Isabel, sua prima, estava grávida de seis meses. Iluminada interiormente pelo Espírito Santo, conheceu que o Verbo humanado, e já feito seu Filho, queria começar a manifestação ao mundo as riquezas de sua misericórdia… Levantando-se da tranqüilidade de sua contemplação, a que estava sempre aplicada, e deixando a sua cara solidão, com grande pressa partiu para a casa de Isabel… pôs-se a tenra e delicada donzela a caminho, sem se atemorizar com as fadigas da viagem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Ponto Primeiro, 1).

Foi uma simples visita?

R= Não.

“Como reflete Santo Ambrósio, foi Maria a primeira a saudar Isabel. Mas não foi a visita de Nossa Senhora como são as visitas dos mundanos, que pela maior parte se reduzem a cerimônias e falsas exibições. Sua visita trouxe àquela casa um cúmulo de graças. Com efeito, mal entrara e saudara seus habitantes, ficou Isabel cheia do Espírito Santo, e João livre da culpa e santificado. Por isso deu aquele sinal de júbilo, exultando no ventre de sua mãe. Queria com isso manifestar as graças recebidas por meio de Maria, como declarou a mesma Isabel: Porque assim que chegou a voz da tua saudação aos meus ouvidos, logo o menino exultou de prazer em minhas entranhas (Lc 1,44). Em virtude desta saudação, observa Bernardino de Busti, recebeu João a graça do Divino Espírito Santo, que o santificou” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Primeiro Ponto, 1).

Onde morava Santa Isabel?

R= Em Ain Karin, 6 Km a oeste de Jerusalém. Trata-se de um pequeno vale, ao pé de verdes colinas. Deve o seu nome à sua fonte (Ain) e aos vinhedos que a circundam (Keren em hebraico, Karm em árabe, significa vinha). Nossa Senhora percorreu uma distância de quase 150 Km.

Qual foi o cântico cantado por Nossa Senhora na casa de Isabel?

R= O Magnificat (Lc 1, 46-55).

“Diante destes prodígios, Maria sente-se arrastada a descobrir os pensamentos que lhe serviram de alimento desde o instante da Anunciação. Não eram raros os improvisos poéticos entre os hebreus. O Magnificat é o espelho da sua alma, reflete o que há nela. Neste belíssimo cântico evoca algumas passagens do Antigo Testamento que Ela conhecia bem. Tinham sido — tantas vezes! — matéria da sua oração. A maior parte dos conceitos são tomados dos profetas e dos salmos, mas adquirem um sentido completamente novo nos seus lábios. Duas ou três expressões recordam especialmente o canto de gratidão de Ana (1 Sm 2, 1-10), mãe de Samuel, e o grito de gozo de Lia (Gn 30, 12), mãe adotiva de Aser” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, III).

Quantos dias Maria Santíssima permaneceu na casa de Isabel?

R= Noventa dias: “Maria permaneceu com ela mais ou menos três meses e voltou para sua casa” (Lc 1,56). Ela voltou para Nazaré

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