terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A viagem que Nossa Senhora fez de volta para a terra de Israel foi tranqüila?

R= Não.

“Depois da morte de Herodes e depois de um exílio de sete anos, que na opinião de Santa Madalena de Pazzi Jesus passou no Egito, aparece novamente o Anjo a São José e manda-lhe que tome o santo Menino e a Mãe, e volte para a Palestina. Com grande satisfação pela notícia recebida, São José vai comunicá-la a Maria. Antes de partirem os santos Esposos, vão levar as despedidas aos amigos que tinham granjeado naquela terra. Depois José ajunta de novo a pouca ferramenta do seu ofício, Maria fez uma trouxa da roupa que possui, e tomando o divino Menino pela mão, empreendem, com Jesus no meio, a viagem de volta.

Reflete São Boaventura que esta viagem foi mais penosa para Jesus do que a fuga; porquanto já estava mais crescido, pelo que Maria e José não podiam carregá-lo longo tempo nos braços; por outro lado o santo Menino pela sua idade não podia ainda fazer tão grande viagem a pé; de sorte que Jesus se via obrigado muitas vezes a parar e a descansar por falta de forças” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).


Em que cidade Nossa Senhora foi morar assim que chegou do Egito?

R= Em Nazaré: “Tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galiléia e foi morar numa cidade chamada Nazaré…” (Mt 2, 22-23).

“Herodes morreu no seu palácio de inverno de Jericó, na Primavera do ano 750 da fundação de Roma. Segundo conta Flávio Josefo, que escreve em fins do século I, uma cláusula do testamento real dispunha que à sua morte se convocasse no estádio de Jerusalém os principais do país para lhes comunicar oficialmente o acontecimento. Mas nesse momento deviam irromper os soldados e matar os convidados; assim, a morte do tirano não seria objeto de alegria, mas dia obrigatório de luto para todo o país. A cláusula não foi respeitada. O corpo do rei foi levado para Belém e sepultado solenemente próximo da fortaleza-palácio chamada Horodium (Flávio Josefo, Antiguidades Judias, XVIII, VI, 5). Muitos autores pensam que a morte de Herodes deve ter acontecido não muito depois da vinda dos Magos.

O reino ficava entre três dos seus filhos: Arquelau, que levou a melhor parte com a Judéia e Samaria; Herodes Antipas, a quem tocaram a Galiléia e a Peréia; e Filipe, que ficou com outras regiões de menor importância. Salomé, irmã de Herodes, recebeu em posse os enclaves de Yamnia e Azoto na costa mediterrânea, assim como Fasael no vale do Jordão.

Também sabemos por Flávio Josefo que Arquelau, depois da morte de seu pai e de ter sufocado em sangue uma sedição de judeus, partiu para Roma pouco depois da Páscoa para que o imperador confirmasse o testamento de Herodes. Voltou pelo Outono do ano 750 com o título de enarca, “chefe do povo”, da Judéia, Samaria e Uduméia.

Então, reinando já Arquelau, José recebeu um novo aviso do anjo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel; pois já morreram os que atentavam contra a vida do menino (Mt 2, 20).

José levantou uma vez mais o seu lar e teve a intenção de se dirigir à Judéia, a Belém, donde partiram para o Egito. Mas pelo caminho deve ter tido conhecimento do caráter do novo governante da Judéia. De fato, Arquelau era um homem despótico como seu pai, e foi mal recebido pelo povo. A situação chegou a ser tão conflitiva que se tornou precisa a intervenção das tropas romanas, para o qual o governador da Síria, Quintílio Varo, se pôs à frente de três legiões e penetrou na Judéia, conseguindo por fim, depois de não poucos esforços, devolver a paz ao país. Por sua vez, uma legação de notáveis judeus enviada a Roma conseguiu que o imperador depusesse o novo monarca. Este dirigia-se então à capital do Império para receber oficialmente a confirmação do seu título real. É possível que uma das parábolas evangélicas esteja precisamente inspirada nesse fato (Lc 19, 12-14).

Ali, na Galiléia, governava Herodes Antipas, com muitos erros, mas era menos sanguinário que seu pai. É de notar que Nazaré distava somente cinco quilômetros de Séforis, onde tinha a sua corte o rei Antipas, até que se transferiu para Tiberíades no ano 18. Foram, pois, vizinhos durante um bom número de anos.

E para Nazaré se dirigiu José, com um ânimo que rondava entre a inquietação pela segurança de Jesus e a alegria de se achar de novo em terra conhecida. Ali encontrou antigos amigos e parentes. Sem dúvida lhe faziam perguntas de não fácil resposta: donde vinha, que tinha acontecido em todo esse tempo… Reatou amizades e depressa se adaptou a uma nova terra, a sua, e viveu com Jesus e Maria uns anos de felicidade e de paz até à morte” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, V).

Como foi a vida da Santíssima Virgem em Nazaré?

R=“José começaria por acondicionar de novo a casa que… estaria em más condições. Mas esse era o seu trabalho. Ajudá-lo-iam os vizinhos e parentes, que se alegrava, com seu regresso à povoação. Instalaria a sua pequena oficina e chegar-lhe-iam depressa os primeiros encargos…

Na casa, limpa e alegre, refletir-se-ia a alma de Maria; os modestos adornos, a ordem, a limpeza, faziam com que Jesus e José, depois de uma jornada de trabalho, encontrassem o descanso junto de Nossa Senhora. Ali preparou Ela a comida muitas vezes, remendou a roupa e procurou que aquele lar estivesse sempre acolhedor. E estaria pendente desses momentos do meio dia, quando se costuma fazer uma paragem no trabalho, ou ao entardecer, ao dar por concluída a tarefa. Naquela casa foi crescendo o Filho de Deus… A Virgem deixou uma profunda marca no seu Filho: na sua forma de ser humana, em ditos e maneiras de dizer, nas próprias orações que os judeus ensinavam aos seus filhos. Jesus aprendeu dela a sua língua materna, o aramaico, e recebeu a educação mais santa que podia receber um menino israelita… De sua Mãe lhe veio o encanto, a graça, a doçura esmagadora e compassiva. Também aprenderia Jesus dos vizinhos, daquelas conversas que José mantinha com os clientes que iam encarregar-lhe alguma coisa, e que logo derivava para a boa ou a má colheita daquele ano, para as chuvas, para a próxima peregrinação a Jerusalém…” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, VI).


Nossa Senhora sofreu quando o Menino Jesus ficara entre os doutores no Templo?

R= Sim: “… e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos” (Lc 2, 48).


“Estava acostumada à contínua alegria da dulcíssima presença de seu Jesus, e eis que agora o perde em Jerusalém e dele se vê longe, durante três dias. Conforme São Lucas, costumava a bem-aventurada Virgem ir com José, seu esposo, e com Jesus visitar todos os anos o templo, por ocasião da festa da Páscoa. Foi então que Jesus, já na idade de doze anos, ficou-se em Jerusalém sem que Maria o percebesse. Julgava-o na companhia de outras pessoas, mas, não o encontrando à tarde do primeiro dia de jornada, depois de haver perguntado por ele, voltou imediatamente à cidade para procurá-lo. Finalmente, depois de três dias de ansiedade, o encontrou no templo. Meditemos qual deve ter sido a aflição dessa atribulada Mãe durante esses três dias. Em toda parte perguntava por ele, com as palavras dos Cânticos: Vós porventura não vistes aquele a quem ama a minha alma? (3, 3). Mas perguntava em vão. Rubem lastimava-se por causa de seu irmão José: O menino não está mais aqui e para onde irei agora? (Gn 37, 30). Exausta de fadiga, sem encontrar seu amado Filho, com quanto maior ternura Maria tinha de se lastimar: Meu Jesus não aparece, e eu não sei mais o que fazer para o encontrar; aonde irei sem o meu tesouro?

Das lágrimas que derramou durante esses três dias, podia então dizer o mesmo que Davi dizia das suas: Minhas lágrimas foram para mim o pão, dia e noite; enquanto se me diz todos os dias: Onde está o teu Deus? (Sl 41, 4).

Mui judiciosamente Pelbarto faz observar que a aflita Mãe não dormiu naquelas noites, passando-as em pranto e rogos para que Deus a fizesse achar o Filho. Freqüentemente dirigia-se ao Filho, diz Vulgato Bernardo, e gemia com as palavras dos Cânticos: Dize-me onde descansas pelo meio-dia, para que eu não ande como uma desnorteada (1, 6). Meu Filho, dize-me onde estás, a fim de que eu cesse de errar à tua procura, em vão” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).

Como se deu o encontro de Nossa Senhora com Jesus Cristo no caminho do Calvário?

“Partiu Maria com São João. Da passagem do Filho lhe faltavam os rastos de sangue pelo caminho, conforme ela mesma o disse a Santa Brígida. Boaventura Baduário fala de um atalho que a Mãe aflita tomou para ficar depois esperando numa esquina pelo Filho atribulado. Aí estava à espera dele, quando foi reconhecida pelos judeus e deles teve de ouvir injúrias contra seu amantíssimo Jesus. Talvez tivesse de escutar até motejos contra si mesma. E ai! Que martírio lhe não causou a vista dos cravos, dos martelos, das cordas, funestos instrumentos da morte do Filho! Em lúgubre desfile, passavam eles diante da Mãe de Jesus. De repente, fere seus ouvidos um estridente som de trombeta; vão ler a sentença de morte lavrada contra Jesus. Meu Deus! Que espada de dor transpassou então a alma dessa Mãe dolorosa! Mas já desfilaram o arauto, e os instrumentos do martírio, os oficiais da justiça. Maria ergue os olhos e vê… ó Deus, um homem, na flor dos anos, todo coberto de sangue e de chagas, da cabeça aos pés, coroado de espinhos, carregando às costas um pesado madeiro… Fitaram-se finalmente. Como se lê em Santa Brígida, o filho afastou dos olhos o sangue coalhado que lhe impedia a vista, então Mãe e Filho fitaram-se! Ó céus, que olhares cheios de dor! Transpassaram, como setas, esses dois corações que tanto se amavam e queriam… Queria a Mãe abraçar o Filho, mas os algozes injuriosamente a repeliam, e empurraram para diante o acabrunhado Salvador” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).

A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo até ao Calvário?
R= Sim.

“Ah! Virgem Santíssima, aonde ides? Ao Calvário? Tereis ânimo de ver pregado à cruz Aquele que é a vossa vida? Moisés falou como um profeta: E a tua vida estará como suspensa diante de ti (Dt 28, 66).

Faz São Lourenço Justiniano dizer a Jesus: Ó minha Mãe, não venhas comigo; aonde vais? Aonde pretendes ir? Se me acompanhares, serás atormentada pelo meu, e eu pelo teu suplício! Entretanto, a amorosa Mãe não quer abandonar a seu Jesus, embora vê-lo morrer lhe deve causar acerbíssima dor. Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele, diz Guilherme, abade.

Escreve São João Crisóstomo: Até das feras nós nos compadecemos. Víssemos uma leoa acompanhando seus leõezinhos à morte, e mesmo dessa fera teríamos compaixão. E não nos apiedaremos de Maria, que vai seguindo o Cordeiro Imaculado, levado ao suplício? Participemos, pois, de sua dor; com ela acompanharemos seu Divino Filho, levando pacientemente as cruzes que nos manda o Senhor” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).


Nossa Senhora assistiu a morte de Jesus Cristo no Calvário?

R= Sim: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19, 25).

“Aqui temos a contemplar uma nova espécie de martírio. Trata-se de uma mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meios de bárbaros tormentos, um Filho inocente e diletíssimo. É desnecessário dizer outra coisa do martírio de Maria, quer com isso declarar São João; contemplai-a junto da cruz, ao lado de seu Filho moribundo e vede se há dor semelhante à sua dor.

Quando nosso extenuado Redentor chegou ao alto do Calvário, despojaram-no os algozes de suas vestes, transpassaram-lhes as mãos e os pés com cravos, não agudos, mas obtusos (segundo a observação de um autor), para maior aumento de suas dores, e pregaram-no à cruz. Tendo-o crucificado, elevaram e fixaram a cruz e o abandonaram à morte. Abandonaram-no os algozes, mas não o abandonou Maria. Antes ficou mais perto da cruz para lhe assistir à morte, como ela mesma revelou a Santa Brígida. Mas de que servia, ó Senhora minha, irdes presenciar no Calvário a morte de vosso Filho? Pergunta São Boaventura. Não vos deveria reter o vexame, já que o opróbrio dele era também o vosso, que lhe éreis a Mãe? Pelo menos não deveria reter-vos então o horror ao delito de criaturas que crucificavam o seu próprio Deus? Mas, ah! O vosso coração não cuidava então da própria, e sim da dor e da morte do Filho querido. Por isso quisestes assisti-lo e acompanhá-lo com vossa compaixão. Ó Mãe verdadeira, diz o Vulgato Boaventura, Ó mãe amante, que nem o horror da morte pode separar do Filho amado!

Mas, ó meu Deus, que doloroso espetáculo! Na cruz, agonizando, está o Filho e junto à cruz a Mãe agoniza também, toda compadecida das penas desse Filho. O lastimoso estado em que viu seu Jesus moribundo na cruz, revelou-o Maria a Santa Brígida, dizendo: “Estava meu Jesus pregado ao madeiro, saturado de tormentos e agonizante. Seus olhos encovados estavam quase cerrados e extintos, afilado o nariz, triste o semblante. Pendia-lhe a cabeça sobre o peito; seus cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins, os braços e as pernas inteiriçados, e todo o resto do corpo coalhado de chagas e sangue” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).

A Virgem Maria recebeu Jesus Cristo morto em seus braços?
R= Sim.

“A atribulada Senhora receava, entretanto, que fizessem outras injúrias a seu amado Filho. Pediu a José de Arimatéia lhe obtivesse, por isso, de Pilatos o corpo de Jesus, para que ao menos depois de morto o pudesse preservar dos ultrajes dos judeus. Foi José ter com Pilatos, expôs-lhe a dor e o desejo da aflita Mãe. Segundo o Pseudo-Anselmo, Pilatos, compadecendo-se da Mãe, lhe concedeu o corpo do Redentor. Eis que descem o Salvador da cruz em que morrera!

Conforme as revelações de Santa Brígida, encostaram três escadas para descerem o corpo de Jesus. Primeiro desprenderam os santos discípulos as mãos, depois os pés e entregaram os cravos a Maria, como refere Metafrastres. Segurando o corpo de Jesus, um por cima e outro por baixo, o desceram da cruz.

Ergue-se a Mãe, relata Bernardino de Busti, estende os braços para o Filho, abraça-o e senta-se aos pés da cruz. Comtempla-lhe a boca aberta e os olhos obscurecidos; examina seu corpo rasgado pelas chagas e os ossos descobertos. Tira-lhe a coroa, e vê que horríveis chagas os espinhos fizeram naquela sagrada cabeça. Olha finalmente as mãos e os pés transpassados pelos cravos” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).


A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo à sepultura?
R= Sim.


“Deste modo expandia a Mãe a sua dor, abraçada ao Filho sem vida. Mas os santos discípulos receavam que expirasse de dor a pobre Mãe, e por isso se apressam em tirar-lhe do regaço o Filho sem vida. Fazendo-lhe, pois, respeitosa violência, tiram-lhe dos braços, o embalsamam com aromas, envolvem-no numa mortalha, preparada de propósito para ele. Nela quis o Senhor deixar impressa sua imagem…

Levam o Sagrado Corpo à sepultura. Forma-se o cortejo fúnebre e os discípulos acompanham-no, juntamente com as santas mulheres. Entre as últimas, caminha a Mãe dolorosa, levando também ela o Filho à sepultura. Ter-se-ia a Senhora de boa mente sepultado viva com o Filho, como reza uma sua revelação a Santa Brígida. Mas, esta não sendo a divina vontade, acompanhou resignada o sacrossanto corpo de Jesus ao sepulcro, no qual, como refere Barônio, depositaram também os cravos e a coroa de espinhos…

Tais foram as despedidas de Maria junto ao sepulcro do Filho, de onde depois voltou a casa. Triste e aflita ia a pobre Mãe, diz Pseudo-Bernardo, despertando lágrimas em quantos a viam passar. Acrescenta também que os santos discípulos e as santas mulheres choravam mais por causa de Maria do que sobre a perda do Mestre” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).


No Calvário, a qual apóstolo Jesus Cristo confiou Nossa Senhora?

R= A São João Evangelista: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19, 26- 27).

“Ora, se Maria tivesse filhos, ou se seu esposo ainda estivesse vivo, por que o Senhor a confiaria a João, ou João a ela? Mas, e também por que não a confiou a Pedro, a André, a Mateus, a Bartolomeu? Fê-lo a João, por causa de sua virgindade. A ele foi que disse: “Eis aí tua mãe”… Ora, se ela tivesse esposo, casa e filhos, iria para o que era seu, não para o alheio” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).

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