Archive for Novembro 2008

As aparições da Rue du Bac, em Paris (III)

A Santa Virgem acrescentou: 'Eis o símbolo das graças que eu derramo sobre as pessoas que as solicitam a mim', fazendo-me, então, compreender o quanto Maria é generosa para com as pessoas que rezam, confiando nela. Naquele momento eu estava ou eu não estava... não sei... eu estava feliz demais! Formou-se, então, em torno da Virgem Santíssima, um quadro oval, sobre o qual podiam-se ler, em letras de ouro, as seguintes palavras: 'Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.' A seguir, ouvi uma voz a me dizer: 'Fazei com que seja cunhada uma medalha segundo este modelo. Todos os que a usarem receberão grandes graças. As graças serão abundantes para aqueles que a portarem com confiança.' Imediatamente, pareceu-me que o quadro se movimentou e pude ver o reverso da medalha; eu estava inquieta, pois não atinava com o que deveria colocar ali. Após muitas orações, um dia, enquanto meditava, tive a impressão de ouvir uma voz que dizia: A letra M (monograma de Maria) e os dois corações dirão o necessário. O coração da esquerda estava cercado de espinhos; o da direita, transpassado por uma espada. Eram os Sagrados Corações de Jesus e Maria.

Relato de Santa Catarina Labouré sobre as aparições da Virgem Maria em Paris, no ano de 1830

As aparições da Rue du Bac, em Paris (II)

Estávamos no dia 27 de novembro de 1830, sábado, véspera do primeiro domingo do Advento. Às onze e meia da noite, enquanto eu meditava em profundo silêncio, tive a impressão de ouvir, à direita do santuário, algo como o farfalhar de um vestido de seda. Vislumbrei, então, a Virgem Santa perto do quadro de São José; ela tinha estatura média e o rosto era tão belo que eu não conseguiria jamais descrevê-lo. Estava de pé, trajava um vestido branco como a aurora, cuja forma é a que chamamos 'ao jeito da Virgem', e as mangas eram lisas. A cabeça coberta por um véu branco, que descia, de cada lado, até os pés. Os cabelos, partidos ao meio, em bandós, emolduravam-lhe o rosto e, sobre eles, uma espécie de delicada fita rendada. O rosto estava bem descoberto e os pés pousavam sobre um globo, ou melhor, sobre a metade de um globo; pelo menos, eu só vi a metade. Suas mãos, pousadas na altura do peito, portavam um outro globo, com bastante naturalidade. Ela mantinha os olhos erguidos para o céu e seu rosto se iluminou ao oferecer o globo a Nosso Senhor. De repente, seus dedos se encheram de anéis e de pedras preciosas belíssimas... Os raios que deles jorravam se refletiam, espalhando-se em todas as direções, envolvendo-a de uma tal claridade, que não dava para ver os seus pés, muito menos o vestido. As pedrarias possuíam diversos tamanhos e os raios que delas emanavam, lhes eram proporcionais. Eu não saberia como expressar o que sentia, nem tudo o que aprendi em tão pouco tempo. Como eu estava ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima abaixou os olhos, fitando-me e ouvi uma voz, que saía do fundo do coração: 'Este globo que estás vendo, representa o mundo inteiro e, particularmente, a França e cada pessoa em especial.

Relato de Santa Catarina Labouré

As aparições da Rue du Bac em Paris (I) Santa Catarina Labouré

Naquele momento, senti a emoção mais doce da minha vida. Tão doce que eu jamais conseguiria exprimi-la. A Santíssima Virgem me explicou de que forma eu deveria me comportar diante do sofrimento e, com a mão esquerda apontando para a base do altar, disse-me para ir até lá, prostrando-me, abrindo e derramando o meu coração, acrescentando que lá eu receberia todas as consolações de que necessitava. Depois, continuou: minha criança, desejo encarregá-la de especial missão; aqui, vocês sofrerão muitas amarguras, mas vocês irão superá-las, sabendo que é para a glória do Bom Deus. Muitos irão contestá-los, mas vocês receberão a graça. Não temam, pois; digam tudo o que se passa em seus corações, com simplicidade e confiança. Vocês verão algumas coisas e serão inspirados em suas orações. Contem tudo àquele que está encarregado de suas almas, o seu confessor. Pedi, então, à Santíssima Virgem, que me explicasse alguns fatos que me foram mostrados anteriormente. Ela me respondeu: Minha menina, os tempos são muito ruins; muitas desgraças abalarão a França; o trono será derrubado, o mundo inteiro sofrerá transtornos de toda a espécie. (A Santíssima Virgem dizia isto com uma expressão muito triste.) Acheguem-se aos pés deste altar: aqui, as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as solicitarem, grandes e pequenos. Chegará o momento em que o perigo será muito grande; tudo parecerá perdido. Mas eu estarei com vocês, tenham confiança. Vocês reconhecerão a minha presença e terão a proteção de Deus e a de São Vicente sobre as duas comunidades. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha os olhos cheios de lágrimas.) Haverá vítimas no clero de Paris; Monsenhor Arcebispo irá morrer (ao pronunciar estas palavras, suas lágrimas tornaram a correr). Minha criança, a Cruz será desprezada, ela será lançada por terra e a Chaga do lado de Nosso Senhor novamente se abrirá; as ruas serão inundadas de sangue; o mundo inteiro cairá em tristeza e aflição. (...) Eu não saberia dizer quanto tempo estive junto à Santíssima Virgem; tudo o que sei é que, após ter-me falado por muito tempo, ela partiu, desaparecendo como uma sombra que se dissipa.

Relato de Santa Catarina Labouré sobre as aparições da Virgem Maria em Paris, no ano de 1830

Papa convida a preparar-se para Natal com oração e apostolado

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).-

Bento XVI propõe viver o Advento, tempo litúrgico de preparação para o Natal que começa no próximo domingo, com oração e apostolado.
É a proposta que ele fez no final da audiência geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI no Vaticano, ao saudar os jovens, doentes e recém-casados.
«Exorto-vos, queridos jovens, a viver este ‘intenso período’ com oração vigilante e ardente ação apostólica», disse-lhes.
A ação apostólica, como Bento XVI declarou em várias ocasiões, consiste em anunciar aos demais o amor de Deus.
Depois alentou aos «queridos doentes», alguns presentes em cadeira de rodas, «a apoiar, com o oferecimento de vossos sofrimentos, o caminho de preparação para o Natal de toda a Igreja».

Bento XVI põe o mundo nas mãos de Maria em Pompéia

Visita a cidade reconstruída das cinzas pelo beato Bartolo Longo
POMPÉIA, domingo, 19 de outubro de 2008 (ZENIT.org).-

Bento XVI pôs neste domingo o mundo nas mãos de Maria, ao visitar o Santuário de Pompéia, no sul da Itália.
Um dos momentos culminantes da décima segunda viagem pastoral à Itália foi vivido quando, após ter celebrado a eucaristia na praça do Santuário, dirigiu a Súplica a Nossa Senhora do Rosário, escrita pelo beato Bartolo Longo, em 1883.
«Piedade hoje imploramos pelas nações desencaminhadas, por toda Europa, por todo o mundo, para que, arrependido, volte a teu Coração. Misericórdia para todos, Mãe de Misericórdia», diz a oração.
Com palavras do beato, o Papa se dirigiu a Maria, dizendo: «Se tu não quisesses nos ajudar, porque somos filhos ingratos e não merecemos teu amparo, não saberíamos a quem nos dirigir».
Na continuação, como gesto de amor filial, ofereceu a Nossa Senhora uma Rosa de Ouro.
O Papa, que chegou de helicóptero desde o Vaticano, foi acolhido às dez horas da manhã no Santuário por cerca de 50 mil fiéis em festa pela terceira visita de um sucessor de Pedro.
Pompéia foi destruída pela lava e a chuva de cinzas em 24 de agosto do ano 79 d.c., durante a erupção do Vesúvio.
A nova Pompéia se erigiu 1796 anos depois, respondendo à promessa efetuada em 1872 pelo advogado leigo Bartolo Longo, de construir uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
O Santuário alberga uma imagem da Virgem à qual se atribuem centenas de milagres e curas.
Na homilia da celebração eucarística, o Papa evocou a figura do beato Longo, que, como São Paulo, havia perseguido a Igreja, quando era «um militante anti-clerical, que praticava inclusive o espiritismo e a superstição».
Um homem que mudou radicalmente porque encontrou o «verdadeiro rosto de Deus», transformando o deserto no qual vivia.
«Onde chega Deus, o deserto floresce! Também o beato Bartolo Longo, com sua conversão pessoal, deu testemunho desta força espiritual que transforma o homem interiormente e o faz capaz de fazer grandes coisas segundo o desígnio de Deus».
«Esta cidade por ele fundada é, portanto, uma demonstração histórica sobre como Deus transforma o mundo: enchendo de caridade o coração do homem», explicou.
«Aqui, em Pompéia, se compreende que o amor por Deus e o amor pelo próximo são inseparáveis», sublinhou.

«Aqui, aos pés de Maria, as famílias voltam a encontrar ou reforçam a alegria do amor que as mantém unidas».
O segredo de Pompéia, segundo o Papa, é o Rosário: «Esta oração nos leva, através de Maria, a Jesus».
«O Rosário é oração contemplativa, acessível a todos: grandes e pequenos, leigos e clérigos, cultos ou pouco instruídos».
«O Rosário é “arma” espiritual na luta contra o mal, contra a violência, pela paz nos corações, nas famílias, na sociedade e no mundo»,
assegurou.

Após a missa e o Ângelus, o Papa almoçou com os bispos de Campânia (região italiana de Nápoles).
Depois visitou os restos de Bartolo Longo, e dirigiu, em torno às cinco da tarde, a oração do Rosário no Santuário, oferecendo uma meditação na qual propôs aos presentes, entre quem havia numerosos religiosos e religiosas, ser apóstolos do Rosário.

Nossa Senhora de Salette

Nossa Senhora apareceu em 19 de setembro de 1846 nos Alpes Franceses apareceu a dois pastorzinhos, a que eles chamaram de Bela Senhora. Apareceu chorando com as mãos cobrindo o rosto, sentada numa pedra e quando aproximam-se levanta e diz para as crianças não terem medo e lhes diz de sua tristeza por ser obrigada a pedir pelos homens a seu filho Jesus para que não os abandone, e estes nem ligam. Fala que o que torna isto mais difícil são os carroceiros juram usando nome de seu Filho, as pessoas que trabalham todos os dias da semana e lembra que somente algumas pessoas idosas vão à missa e ainda que as pessoas não faziam o jejum da quaresma e que reclamavam da colheita blasfemando.

Particularmente às crianças disse que deveriam rezar ao menos um pai-nosso e uma ave-maria ao levantar e deitar e quando fosse possível que fizessem mais. Ela disse que se não se convertessem não haveria trigo e nem batatas naquele ano, mas que se se convertessem haveriam colheitas excepcionais e muita abundância. Ela desapareceu dizendo aos pastores que levassem esta mensagem a todo o seu povo.
Logo após a aparição muitas pessoas foram curadas de suas enfermidades, muitas delas as tinham durante cerca de 20 anos, foram curadas ao fazerem a novena da Salette ou tomando água da fonte que nasceu no local onde Nossa Senhora apareceu aos pastorzinhos.
Hoje a devoção da Salette permanece, as pessoas fazem a novena, vem às Igrejas de N.Sa.Salette e são agraciadas com a saúde, com o emprego, tornando sua mensagem sempre atual.

(Texto retirado do site do Santuário Nossa Senhora Salette – São Paulo/SP)

Nossa Senhora de Lourdes

Jovem de 14 anos, Bernadette Soubirous sai à procura de gravetos para a estufa de sua casa, onde há falta de tudo. Com Bernadette vão sua irmã e uma colega.E chegaram a Massabielle, lugarejo vizinho a Lourdes. Atrasando no caminho, Bernadette vai tentar a travessia do pequeno braço do córrego do Gave, quando uma repentina e forte rajada de vento a detém assustada. Para e olha a gruta de onde lhe aparece a imagem de uma Senhora toda de branco dentro de uma nuvem dourada. Repete-se a 14 de fevereiro a aparição, dessa vez na presença de algumas pessoas.O mesmo se dá no dia 18 quando Bernadette, respondendo sim ao convite da Senhora de voltar 15 vezes à gruta, ouve as palavras: "Eu lhe prometo a felicidade, não neste mundo mas no outro." Bernadette cumpre a promessa e a Senhora lhe fala com suma bondade, mas não lhe revela quem é. A 25 de fevereiro, pela 9º aparição, a Senhora convida Bernadette a cavar a terra. Bernadette e os numerosos presentes vêem jorrar o primeiro fio d'água da fonte milagrosa. Em 26 de fevereiro a Senhora de branco pede a Bernadette que beije o chão.Ela compreende que deve fazê-lo por penitência e seu gesto é logo imitado pela já numerosa multidão. Ainda hoje continua essa devoção no lugar sagrado das aparições.Em 12 de março a Senhora pede: "Vá dizer aos sacerdotes que levantem aqui uma capela. Desejo que venha o povo em procissão a esta."Bernadette se prontifica a realizar a difícil incumbência. Não crendo nas afirmações da menina o pároco a repreende e exige que ela pergunte o nome à Senhora. Em 25 de março a visitante do céu satisfaz as insistências da jovem. E lhe revela: "EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO." Na 17° aparição Bernadette permanece em êxtase diante da visão por uns 15 minutos. Como de costume, segura na mão direita uma vela acesa e dessa vez coloca a mão esquerda bem junto da chama por um quarto de hora. Passando o êxtase o médico ali presente não encontra na mão da jovem nem o mais leve sinal de queimadura. A 18° e última aparição dá-se a 16 de julho.Oito anos depois, em maio de 1866, Bernadette vê, com alegria, realizado o desejo de Nossa Senhora: Levanta-se junto da gruta de Massabielle magnífica Basílica. A 7 de julho de 1866 Bernadette ingressa no Convento das irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, em Nevers, onde vem a falecer em 16 de abril de 1879.Em 8 de dezembro de 1933 é solenemente canonizada por Sua Santidade o Papa PIO XI.

(Texto retirado do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Rio de Janeiro/RJ)

Nossa Senhora de Guadalupe

Em 1531, a Santíssima Virgem, apareceu na Colina Tepejac, México, ao neófito Juan Diego, piedoso e inculto indígena, e comunicou-lhe seu desejo de ele se dirigir ao bispo com o pedido de, naquele local, construir uma igreja. O Bispo, Dom João de Zumárraga prometeu sujeitar o ocorrido a um meticuloso exame, e retardou bastante a resposta definitiva. Pela segunda vez, a Santíssima Virgem apareceu a Juan Diego, renovando, e desta vez com insistência, o seu pedido anteriormente feito. Aflito e entre lágrimas o pobre homem novamente se apresentou ao prelado e suplicou, fosse atendida a insinuação da Mãe de Deus. Exigiu então o bispo que, como prova da veracidade do seu acerto, trouxesse um sinal convincente. Pela terceira vez a Santíssima Virgem se comunicou a Juan Diego, não mais na colina de Tepejac, mas no meio do caminho à Capital, aonde este se dirigia à procura de um sacerdote para ir junto à cabeceira de seu tio, prestes a morrer. Isto foi num inverno e num lugar inóspito e árido. Maria Santíssima assegurou-o do restabelecimento do enfermo. Juan Diego, em atitude de profunda devoção, estendeu aos pés da Santíssima Virgem seu manto, e este, imediatamente se encheu de belíssimas rosas. “É este o sinal - disse-lhe Maria Santíssima - que darei a quem tal pediu. Leva estas rosas ao Sr. Bispo”. A ordem foi cumprida e, no momento em que o piedoso índio espalhou as flores diante do prelado, apareceu sobre o tecido do manto, uma linda pintura de Nossa Senhora, reprodução fiel da primeira aparição na colina de Tepejac. O fato causou grande estupefação, e às centenas acorreram os fiéis ao palácio episcopal, e mais tarde em triunfo levada à grandiosa igreja que se construiu na colina indicada pela Santíssima Virgem.
Desde então, Guadalupe é o grande santuário nacional do México, visitado continuamente pelas multidões de fiéis, que a Maria Santíssima recorrem em todas as suas necessidades. A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu sobre toda a América Latina, e numerosas são as igrejas que trazem o seu nome.
A partir daí, a evangelização do México tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.
O manto de Juan Diego é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Em 1979 o Papa João Paulo II consagrou solenemente a Nossa Senhora de Guadalupe para toda a América Latina. A santa é muito invocada entre aqueles que sofrem doenças nos olhos.

PESQUISAS CIENTÍFICAS
Os olhos da Virgem de Guadalupe - 12/10/2001
A tecnologia vem sendo usada para desvendar um intrigante fenômeno: os misteriosos olhos da imagem da Virgem de Guadalupe. Em janeiro de 2001, o engenheiro peruano Jos Aste Tonsmann, do Centro Mexicano de Estudos Guadalupenhos, revelou o resultado de sua pesquisa de 20 anos sobre a imagem gravada na tilma de Juan Diego. Os olhos da imagem, ampliados 2 500 vezes, "mostram o reflexo de umas 13 pessoas", precisamente como aconteceria com olhos verdadeiros que estivessem refletindo uma cena. Tonsmann acredita que a pequena área da pupila retrata a cena de 9 de dezembro de 1531, quando Juan Diego mostrou sua tilma ao bispo Juan de Zumrraga. O próprio Diego estaria entre o grupo.
A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se acostumava no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem.


O engenheiro está convicto de que "a imagem não foi pintada por mãos humanas". Em 1979, Philip Callahan e Jody B. Smith, dos EUA, estudaram a gravação com raios infravermelhos e não encontraram nenhum vestígio de tinta ou de tratamentos químicos no tecido. Richard Kuhn, ganhador do Prêmio Nobel de Química, descobriu que a imagem não tem corantes vegetais, animais ou minerais. Como não existiam corantes sintéticos na época, a imagem se tornou um grande mistério científico. O mais curioso é que as cores conservam seu brilho, a despeito da passagem dos séculos. As cores mudam ligeiramente de tonalidade conforme o ângulo de visão do observador. Tonsmann diz que as fibras de ayate, usadas pelos índios, se deterioram após duas décadas. A tilma e sua imagem permanecem intactos por quase 470 anos. Ele acredita que se trata de um milagre que contém uma mensagem para o mundo moderno. Sobre a família reunida no centro das pupilas o engenheiro sugere que pode ser uma sutil recomendação para que o valor da família, tão ignorado, seja resgatado em nossos dias.
Já em 1666 o manto foi submetido ao estudo uma comissão de sete pintores famosos da época, chegava a conclusão de que a imagem da Jovem Rainha asteca não podia ser uma pintura feita pelo homem. As cores e luminosidade do rosto, das mãos, da túnica e do manto modificam-se e provocam efeitos de refração da luz, como acontece nas penas de certos pássaros e nas asas de algumas borboletas. Coisa impossível de se reproduzir, humanamente falando, e com as técnicas e produtos existentes.
Além destes, em 1751 e em anos posteriores, vários pintores a pesquisaram e concluíram: Não é pintura; o tecido (fibra vegetal de cacto) não suportaria pintura; não existe esboço; não existe marca alguma de pincel ou outro instrumento usado para pintura.
Em 1929, um pesquisador fotografou os olhos da imagem Tequatlaxopeuh e notou uma imagem, do que parecia um homem de barba, refletida. Uma comissão foi nomeada para pesquisar o fato. Com uma ampliação de 10 vezes era apenas perceptível, mas com 25 vezes ou mais, era muito clara. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe iria espantar o mundo, e causar muitas controvérsias entre os mais famosos oftalmologistas do mundo.
Para constar, descobriu-se o efeito chamado de Purkinje-Sanson (nome dos cientistas que, no final do século XIX, descobriram esta característica do olho humano), que é a formação da tripla imagem, no olho da imagem de Guadalupe. Diversas outras pesquisas foram, e ainda estão sendo realizadas pela ciência com auxílio dos mais modernos equipamentos.
CONCLUSÃO
O culto a Nossa Senhora de Guadalupe deu-se rapidamente, muito contribuindo para a difusão da fé, primeiramente entre os indígenas e posteriormente sendo difundida entre o mundo inteiro, em especial na América Latina, onde foi proclamada padroeira. Após a construção sucessiva de três templos ao pé do cerro de Tepejac, edificou-se o atual, concluído em 1709 e elevado à categoria de Basílica por São Pio X, em 1904.
Em 1704 o Papa Bento XIV confirmou o patrocínio da Virgem de Guadalupe sobre toda a Nova Espanha (do Arizona à costa Rica) e concedeu a primeira Missa e Ofício próprios. Porto rico proclamou-a Padroeira em 1758. Em 12 de outubro de 1892 houve coração pontifícia da imagem, concedida por Leão XIII, que no ano interior aprovara um novo Ofício próprio.
Em 1910 São Pio X proclamou-a Padroeira da América Latina; em 1935 Pio XI designou-a Padroeia das Ilhas Filipinas e, em 1945, Pio XII deu-lhe o título de "Imperatriz da América".
O Papa João Paulo 2º, em 30/07/2002 canonizou, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, Juan Diego, primeiro índio da América a se converter em santo, em uma cerimônia presenciada por milhares de indígenas. Uma música interpretada por indígenas usando trajes pré-hispânicos inaugurou as palavras do Papa. "Declaramos e definimos como santo o beato Juan Diego", disse o papa, ao som de 10 mil maracas pré-hispânicas agitadas pelos que acompanhavam a missa.
A veneração da Virgem de Guadalupe, solícita a prestar auxílio e proteção em todas as tribulações, desperta no povo grande confiança filial; constitui, além disso, um estímulo à prática da caridade cristã, ao demonstrar a predileção de Maria pelos humildes e necessitados, bem como sua disposição em assití-los.

Nossa Senhora do Carmo

A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.
Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vêmo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. Suposto isto,causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.
De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria.
Santa Teresa, a grande Santa da Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.
Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.
MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK
Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.
Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.
A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.
Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.
No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.
A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.
Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".
Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.
Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.
É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.
Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão.

PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO
Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.
O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3, III 1322)
Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII.
“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.
Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições:
1. Inscrição no registro da Irmandade.
2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.
3. Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.
4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes.
5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).
A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte.

OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA

INTRODUÇÃO
Em Maria está toda a plenitude de graças. Nela o Verbo de Deus, Jesus Cristo, se fez homem. Com a encarnação, Maria se fez co-redentora. Com sua vida de união com Jesus, ela se torna mestra, rainha e modelo; na morte de seu Filho Jesus, este no-la entrega como nossa mãe.
Por isso, louvemos a toda cheia de graça, Maria, a Mãe, mestra e rainha da humanidade.
(Aprofunde seu louvor, lendo: Lc 1,26-56)

Deus vos salve, filha de Deus Pai !
Deus vos salve, Mãe de Deus Filho !
Deus vos salve, Esposa do Espírito santo !
Deus vos salve, Sacrário da Santíssima Trindade !

MATINAS (Primeira parte do Ofício canônico - a ser rezada de madrugada)
Agora, lábios meus
dizei e anunciai
os grandes louvores
da Virgem, Mãe de Deus

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.
Hino
Deus vos salve,
Virgem Senhora do mundo
rainha dos céus,
e das virgens, Virgem.

Estrela da manhã
Deus vos Salve,
cheia de graça divina,
formosa e louçã.

Dai pressa, Senhora,
em favor do mundo,
pois vos reconhece
como defensora.

Deus vos nomeou
desde a eternidade
para a mãe do Verbo
com o qual criou

Terra, mar e céus,
e vos escolheu,
quando Adão pecou,
por esposa de Deus.

Deus a escolheu
e, já muito antes,
em seu tabernáculo
morada lhe deu.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.
Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
PRIMA (Corresponde às primeiras horas canônicas - ou às seis da manhã)

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, mesa
para Deus ornada,
coluna sagrada,
de grande firmeza.

Casa dedicada
a Deus sempiterno.
Sempre preservada,
Virgem, do pecado.

Antes que nascida
fostes, Virgem santa,
no ventre ditoso
de Ana concebida.

Sois mãe criadora
dos mortais viventes.
Sois dos santos porta,
dos anjos, Senhora.

Sois forte esquadrão
contra o inimigo.
Estrela de Jacó,
refúgio do cristão.

A Virgem criou
Deus, no Espírito Santo,
e todas as sua obras,
com ela as ornou.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.

Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.

TERÇA (Hora canônica correspondente às nove da manhã)

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, trono
do grão Salomão,
arca do concerto
velo de Gedeão !

Íris do céu clara,
sarça da visão,
favo de Sansão,
florescente vara,

A qual escolheu
para ser mãe sua,
e de vós nasceu
o Filho de Deus.

Assim vos livrou
da culpa original
De nenhum pecado
há em vós sinal.

Vós que habitais
lá nas alturas,
e tendes vosso trono
entre as nuvens puras.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.
Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.

SEXTA (Hora canônica correspondente ao meio-dia)

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, Virgem,
da Trindade templo,
alegria dos anjos,
da pureza exemplo.

Que alegrais os tristes
com vossa clemência,
horto de deleites,
palma de paciência.

Sois terra bendita
e sacerdotal.
Sois da castidade,
símbolo real.

Cidade do Altíssimo,
porta oriental,
sois a mesma graça,
Virgem singular.

Qual lírio cheiroso
entre espinhas duras
tal sois vós, Senhora,
entre as criaturas.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.

Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.

NOA (Hora canônica correspondente às três da tarde)

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, cidade
de torres guarnecida,
de Davi com armas
bem fortalecida.

De suma caridade
sempre abrasada.
Do dragão a força
foi por vós prostrada.

Ó mulher tão forte !
Ó invicta Judite !
Que vós alentastes
o sumo Davi !

Do Egito o curador
de Raquel nasceu,
do mundo o Salvador,
Maria no-lo deu.

Toda é formosa
minha companheira;
nela não há mácula
da culpa primeira.


Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.
Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
Nota: Até aqui é uma prece de louvor exalando Maria pela sua dignidade de Mãe de Deus.
Muitos versos mostram a escolha de Deus, feita a Maria, dignificando-a como bem-aventurada criatura.

VÉSPERAS (Hora canônica correspondente ao cair da tarde)

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre
e sem fim. Amém.

Hino

Deus vos salve, relógio
que atrasado
serviu de sinal
ao Verbo encarnado.

Para que o homem suba
às sumas alturas,
desce Deus do céu
para as criaturas.

Com raios claros
do Sol de Justiça
resplandece a Virgem
dando ao sol cobiça

Sois lírio formoso
que cheiro respira
entre os espinhos
da serpente a ira.

Vós a quebrantais
com vosso poder.
Os cegos errados
vós alumiais.

Fizestes nascer
Sol tão fecundo,
e, com as nuvens
cobristes o mundo.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.
Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.

COMPLETAS (Hora canônica correspondente ao anoitecer)

Rogai a Deus, vós,
Virgem, nos converta.
Que a sua ira,
aparte de nós.

Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
que é um só Deus
em pessoas três,
agora e sempre

Hino

Deus vos salve, Virgem,
Mãe imaculada,
rainha de clemência
de estrela coroada.

Vós sobre os anjos
sois purificada;
de Deus à mão direita
estais de ouro ornada.

Por vós, Mãe da graça,
mereçamos ver
a Deus nas alturas
com todo prazer.

Pois sois esperança
dos pobres errantes,
e seguro porto
dos navegantes.

Estrela do mar
e saúde certa,
e porta que estais
para o céu aberta.

É óleo derramado,
Virgem, vosso nome,
e os servos vossos
vos hão sempre amado.

Ouvi, Mãe de Deus,
minha oração.
Toquem em vosso peito
os clamores meus.
Oração: Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
Oferecimento
Humildes oferecemos
a vós, Virgem pia,
estas orações,
porque, em nossa guia,
vades vós adiante
e, na agonia,
vós nos animeis,
ó doce Maria ! Amém.

Nossa Senhora da Guia


O título de Nossa Senhora da Guia é litúrgico e se origina do fato de ter a Santíssima Virgem “guiado” Jesus durante a sua infância e juventude. Foi Ela quem o nutriu, guiou-lhe os primeiros passos e ensinou-lhe as mais lindas palavras, Jesus não precisava disso mas quis tornar-se homem e ser criado como todos o fomos. Na igreja ortodoxa Ela é venerada sob o nome “Odigitria” que significa condutora, guia.
Se Nossa Senhora serviu de Guia a Seu Filho, que era Deus, quanto mais nós, pobres mortais precisamos dessa direção.

A Virgem Maria se apresenta geralmente sentada, segurando com as mãos o Menino Jesus, como se quisesse ampara-Lo. No entanto, na fachada da igreja de Cabedelo, Ela está com a mão direita estendida aos devotos, como para guia-los.
As representações modernas da Senhora da Guia são pinturas ou gravuras e mostram Maria a meio corpo, vestida de uma túnica branca franzida no decote e um manto azul. Tem a cabeça semi coberta por um véu braço curto e as mãos unidas em oração. Não tem o Menino Jesus e nem coroa, e de cada lado vêem-se dois anjos, um em cima e outro embaixo.
Ela aparece também algumas vezes com uma estrela na mão direita, lembrando o simbolismo da Estrela de Belém, que guiou os Três Reis Magos até a manjedoura, onde se encontrava o Deus Menino.

A primeira festa em honra de N. Sra. da Guia foi realizada em 6 de Outubro do ano de 1884, e desde então passou a ser realizadas todos os anos, no 1º Domingo de Agosto.

NOSSA SENHORA DO ROSARIO DE POMPEIA

A palavra rosário deriva do latim rosarium, que significa "buquê, série de rosas, grinalda". Na Igreja Católica, o Rosário são os 15 ministérios que nos falam da encarnação, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Pentecostes, Assunção e coroação de Maria Santísima. Cada Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória rezados são como rosas espirituais colocadas aos pés do Senhor e de sua Mãe.
O que dá embasamento a esta prática é que o Pai-Nosso foi a oração ensinada pelo próprio Cristo aos seus discípulos. A Ave-Maria repete as palavras pronunciadas pelo anjo Gabriel e a verdade de que ela é a Mãe de Deus (Theotókos), reconhecida no Concílio de Nicéia, no ano 431 D.C.
Historicamente, o Rosário teve origem nos monges irlandeses, nos séculos VIII e IX, que recitavam os 150 salmos. Os leigos das redondezas apreciavam o costume, mas não podiam acompanhá-los porque não sabiam ler. Então sugeriu-se que eles rezassem 150 Pai-Nossos em vez dos salmos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave-Marias. Eram orações espontâneas, visto que ainda não havia regulamentação da Igreja, e a piedade começou a espalhar-se.
A história do Rosário é um longo seguimento de maravilhas, graças e bênçãos, concedidas a todos os que o recitem.
Começou assim: Surgiu, no sul da França, certa seita de hereges, propagadora de doutrinas perniciosíssimas e extremamente cruéis para a Igreja e para a própria sociedade civil.
Infelizmente, depressa aumentou o número dos seus adeptos, cuja violência se manifestava pelo incêndio das igrejas, pelo saque das cidades e pelo assassínio de gente pacífica, só porque recusava aceitar os seus vis ensinamentos.
Pouco a pouco atraíram a si homens de grande influência.
O Papa mandou vários santos missionários para tentar convertê-los, mas em vão.
Os reis enviaram contra eles os seus exércitos, mas sem resultado. Eram tais os excessos por eles praticados que mais pareciam demônios saídos do inferno do que homens.
Foi então que surgiu São Domingos; por muito santo que fosse, nem mesmo ele conseguiu demovê-los. Estavam bastante endurecidos, e não se convertiam.
Nas suas dificuldades, este grande servo de Deus costumava pedir auxílio a Nossa Senhora. Dizem as maiores autoridades, entre elas Santo Antonino, que São Domingos teve em vida muitíssimas visões de Nossa Senhora.
Ele mesmo confessou que a Virgem Santíssima não recusara escutá-lo.
Maria declarou solenemente, por três vezes, que a ordem de São Domingos era a Ordem dela e deu aos frades dominicanos o escapulário branco, que forma a parte distintiva do seu hábito.
São Domingos recorreu a Maria, com confiança ilimitada e, em resposta à sua oração, ela inspirou-lhe o Rosário como arma, pela qual ele haveria de conseguir as mais extraordinárias vitórias sobre o mal. Mas o Rosário de Domingos não era tal qual o temos hoje. Consistiria na pregação dos Mistérios principais da nossa salvação, o mais popular possível, sem deixar de ser bíblica, levando os ouvintes depois à recitação do PAI Nosso (Oração dominical) da Ave Maria (Saudação Angélica) sem a "Santa Maria" que foi introduzida posteriormente.
O Papa S. Pio V (1565-1572) foi o primeiro a instituir a devoção, em comemoração à grande vitória contra os muçulmanos, na Batalha de Lepanto, pois havia pedido, na batalha anterior, que toda a Cristandade rezasse o Rosário. Também por este motivo, ele criou a invocação "Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos". Em 1716, o Papa Clemente XI instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no primeiro domingo de outubro, que coincide proximamente com esta grande vitória. A devoção expandiu-se em todos ostempos, sendo rezada inteira ou em três terços.
Com esta maneira de pregar e orar, Domingos converte, num espaço de tempo incrivelmente breve, milhares de hereges, e tão eficientemente que, muitos dos convertidos, se tornaram eminentes na santidade.
Foi esta, digamos assim, a primeira grande vitória do Rosário.
Desde então, milhares de Santos, Bem-aventurados, apóstolos e missionários da Ordem Dominicana, tem espalhado esta devoção por toda a Cristandade.
Sobressaíram no século XV o Bem-aventurado Alano de La-Roche, na Bretanha (França), Félix Fábri e Tiago Sprenger, em Colônia (Alemanha). Foi Tiago Sprenger quem, em Colônia, fundou a primeira Confraria do Rosário divulgada, depois por toda a Igreja.
A Batalha de Lepanto
No ano de 1571 tinham os turcos atingido o apogeu do seu poder. Pareciam ter a Cristandade nas mãos.Os seus exércitos inebriavam-se com a vitória. Sentiam-se poderosos, estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos. A sua armada era superior em tudo à armada que os cristãos tinham para se defender.
Estavam já em seu poder províncias das mais belas e tinham agora por objetivo dominar a França e a Itália, apoderar-se de Roma e transformar a Basílica de São Pedro em mesquita turca. São Pio V governava a Igreja; e este santo e grande Pontífice estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã.
Além de fracos, os governos cristãos estavam, infelizmente, muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais, ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum.
São Pio V pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as, aliás fracas, forças cristãs.
Por fim, deu ordem para que a armada dos cristãos se fizesse ao largo; e, embora eles fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a que se batessem sem receio em nome de DEUS e de Nossa Senhora.
As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de Outubro.
Como para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento era lhes contrário, circunstâncias que, nesses tempos de navegação à vela, podia tornar-se desvantagem fatal.
Mas, obedecendo às ordens do Sumo Pontífice e colocando-os debaixo da proteção de Maria, a armada cristã investiu contra o inimigo com animo admirável.
E de súbito, o vento, que se mostrava tão adverso, mudou soprou com violência contra os infiéis.
A batalha durou umas poucas horas, com fúria encarniçada acabando pela total derrota da armadura turca.
Tão completa e esmagadora foi a vitória que o poder do Islã ficou esmagado e salva a Cristandade.
Durante esses terríveis dias, e especialmente no dia da batalha São Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário co fervor intenso, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor JESUS CRISTO.
No momento da vitória entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido.
Voltando-se para os que o rodeavam, São Pio V deu-lhes a boa notícia e todos ajoelharam para dar graças a DEUS e à Nossa Senhora.
Para recordar e agradecer a DEUS pela vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs nesse 7 de Outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas Igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716.
Recomendações da Igreja
O Rosário foi aprovado solenemente pela Santa Igreja, e tem sido louvado e recomendado pelos papas e por eles enriquecido no correr dos tempos, com muitíssimas e notabilíssimas indulgências. Ainda mais, os Soberanos Pontífices, quiseram que esta devoção tivesse no círculo litúrgico festa especial e se celebra com grande solenidade todos os anos, é o dia 7 de outubro; e comprazeram-se em derramar sobre a mesma devoção com liberalidade, sem limite o tesouro das Indulgências.
Passados séculos, agora em nossa época, à festa do Rosário veio juntar-se outra grande graça pontifícia, o Mês do Rosário, que é obrigatório para toda a Igreja Católica.

Maria nas catacumbas

Ao lado da Patrística, as descobertas nas catacumbas demonstraram a antigüidade da veneração à Mãe do Salvador. 0 depoimento da arqueologia cristã é um capítulo bem interessante da história do culto a Nossa Senhora. No estudo sobre "LA VIERGE - histoire de la Mèr de Dieu et son culte", Ursini relata o seguinte: "Quanto ao culto de hiperdulia que, sem ser de adoração, é superior aos dos santos, começou, segundo toda a aparência, no seu túmulo mesmo. Os doutores judeus nos conservaram, no Talmud, um fato histórico, por muito tempo desconhecido, que constata a alta antigüidade deste culto piedoso. Uma tradição do templo, consignado nos Toldos (livro em que a Virgem é tão insolenimente tratada , e que eles espalharam na Pérsia, na Grécia e em todos os lugares onde ele podia ser nocivo ao Cristianismo nascente), refere que os Nazarenos que vinham rezar no túmulo da Mãe de Jesus, sofreram uma perseguição violenta da parte dos príncipes da Sinagoga, e que custou a vida a cem cristãos o terem levantado um oratório sobre sua sepultura." (2° volume, pág. 14-15). Arqueólogos célebres, após anos de escavações e pesquisas, encontraram nos monumentos da arte cristã primitiva, elementos que indicam a veneração dos cristãos dos primeiros séculos à Virgem Maria. Marohi descreve uma cripta do Menino Jesus e de Maria, encontrada na catacumba de Santa Inês e, segundo o arqueólogo, do começo do 3° século. "Em cima do pequeno altar desta cripta, diz ela, vê-se uma figura da Virgem, a meio corpo. Ela está assentada, tendo sobre os seus joelhos o Divino Infante. Para evitar todo equívoco, o pintor gravou, à direita e à esquerda, o duplo monograma de Cristo. A divina Mãe estende os braços para rezar. 0 Menino não faz este gesto, para marcar a distância infinitiva que separa o Filho da Mãe. A Mãe é uma criatura, a mais poderosa das criaturas, pelo seu poder de intercessão e de oração, enquanto que o Filho é todo poderoso por si mesmo" (Monumenti delle arti christiane primitive nella Metropoli del Christianesimo, pág. 152 e ss.).Depois de percorrer as catacumbas do cemitério Domitila, um companheiro de De Rossi, e arqueólogo também, Carlos Lenormant, escreveu: "Antes da minha última viagem a Roma, e unicamente sobre o exame dos desenhos de Saviniem Petit, estava convencido de que a pintura cristã remota às épocas florescentes da arte romana. Mas, nesse momento, era ousadia falar de produção do 3° século. Hoje, reforçado pela convicção perfeitamente raciocinada de De Rossi e, ousarei dizer, de nossas comuns observações, não temo afirmar que se possa refazer toda uma história de pintura do começo do 2° até ao 4° século... Depois de me fazer ver figuras de Cristo e dos Apóstolos, ele (De Rossi) me leva a um quarto onde a Virgem, tendo seu divino Filho sobre seus joelhos, se mostra recebendo os presentes dos Reis Magos... A fé do católico se exalta em reconhecer o culto da Mãe de Deus estabelecido até nas mais altas épocas da primitiva Igreja." (Apud. A. Nicolas - LA VIERGE MARIE E'P LE PLAN DMN, t. 4°, pág. 61). Outro arqueólogo, Wìlpert, resume o resultado final de seus trabalhos sobre as figuras de Maria, nas catacumbas romanas, com estas palavras: "Nós examinamos uma grande quantidade de pintura representando a Santa Virgem com seu divino Filho, e aí descobrimos que a figura principal é sempre Cristo... De outra parte, não se pode negar que Maria ocupa um lugar importante. Isto seja dito em relação às duas pinturas examinadas em primeiro lugar e às duas últimas. De um lado, é citada como a Virgem Mãe de Deus, e de outro, como tipo das virgens consagradas a Deus, e intercedendo pelos vivos. Em conseqüência, estas quatro figuras reúnem os grandes privilégios com que a Providência quis distinguir a Mãe de Deus. Melhor ainda nos monumentos do tempo das perseguições, as figuras mostram claramente, em poucos traços, mas bem nítidos, a situação de Maria, na Igreja dos primeiros séculos, e fazem ver que, desde esta época, ela era realmente o que foi depois." (Sixte Scaglia - MANUEL DE ARCHEOLOGIE CHRÉTIÉNNE, pág, 210). Os depoimentos sobre a presença de Maria nas artes plásticas são bem numerosos. As pinturas marianas são freqüentes, nas catacumbas e cemitérios antigos. Do século 4° em diante, a partir de Constantino, muitas Igrejas foram não só dedicadas à Mãe de Deus, como tiveram passagens de sua vida, de modo especial a Anunciação e a Visitação, apresentadas nas suas paredes. Com liberdade para professar a sua fé em Cristo Jesus e venerar a sua Mãe, os cristãos multiplicaram os modos de proclamar Bem- Aventurada a Mãe do Senhor.

D. Epaminondas

As festas mais antigas em honra de Maria

As festas mais antigas em honra de Maria são: a Anunciação, a Purificação, a Natividade e a Assunção.
1) A Anunciação fundamenta-se no Evangelho (Lc. 1, 26-38). A festa da Anunciação também era chamada "Conceição de Jesus Cristo", "Princípio da Redenção", etc. Sem dúvida, ela é uma das mais célebres, em toda a Igreja dos primeiros séculos. Na celebração desta festa, fizeram sermões Santo Agostinho, Santo André de Jerusalém, S. Proclus de Constantinopla e muitos outros santos padres. (Cf. Lerosey, op. cit. pág.575).

2) A Purificação é outra festa fundamentada no Evangelho (Lc.2, 22 e ss.). No dia 2 de fevereiro, lê-se no antigo Martiriológico Romano, atribuído a S. Jerônimo: "Purificatio Sanctae Mariae Matris Domini Nostri Jesu Christi". Á festa da Purificação, celebrada também desde os primeiros séculos, é atestada por S. Gregório de Nissa, S. João Crisóstomo, S. Cirilo de Alexandria, S. Leão Magno e outros. (Barbier - La SaintVierge d'après les Péres, Tomo IV, pág. 391).

3) A Natividade e a Assunção são duas festas baseadas na Tradição da Igreja. Não se sabe com muita precisão onde e quando nasceu e morreu Nossa Senhora. Mas os cristãos quiseram prestar uma homenagem à Mãe de Jesus, celebrando o dia do seu nascimento e da sua glorificação, após a sua morte. A festa da Natividade é celebrada no dia 8 de setembro, e a da Assunção, no dia 15 de agosto. Segundo informa o historiador Mario Righetti, "a Assunção é a festa mais antiga e solene que a Igreja celebra em honra de Maria, destinada a comemorar a sua morte e sua assunção ao Céu, em corpo e alma. Não nos é conhecido quando a Virgem exalou o último suspiro... a memória Mariana fixada em 15 de agosto deveu de ser a mais popular e festiva, porque as Igrejas da Armênia, de Jerusalém e de Constantinopla a tiveram com preferência sobre as outras". (Op. cit. 895-904). No decorrer dos séculos, a Liturgia católica foi se enriquecendo sempre mais com festas e comemorações da Virgem Maria. Mesmo Lutero conservou algumas festas de Nossa Senhora: aquelas que tinham uma fundamentação bíblica: a anunciação, a visitação, a purificação. Foram solenidades litúrgicas conservadas e aproveitadas por Lutero e outros reformadores, para ser também uma iniciação sobre Maria e sua importância para os cristãos reformados. (Gottfried Maron - "Maria na Teologia Protestante", Rev. Concilium, n° 188, agost0 de 1983, pág. 67 e ss.).

D. Epaminondas

Feliz a que acreditou

Se procurarmos um motivo que fez de Maria a Bem-aventurada, encontraremos um que é fundamental: a sua fé. "Sim, feliz a que acreditou." (Lc.1, 45). Maria foi uma mulher de fé profunda e adulta. Acreditou sempre na Palavra de Deus, a exemplo dos grandes patriarcas do Antigo Testamento. Aderiu a Deus não só pela sua inteligência, fazendo um ato de fé no que o Senhor lhe dizia, como também pela sua vontade, estando pronta para fazer tudo o que Deus lhe pedia. 0 seu "SIM" ao anjo Gabriel traduz a grandeza e a sinceridade de sua fé. Estudando e meditando a fé de Nossa Senhora, nossos teólogos escreveram páginas belíssimas. Não só os católicos, como também os ortodoxos e evangélicos. A titulo de exemplo, vamos transcrever alguns desses pronunciamentos sobre a fé de Maria. "A vida terrestre de Maria de desenvolve à sombra da fé que nada enxerga, que não compreende, mas confia nos desígnios impenetráveis de Deus... A verdadeira grandeza de Maria reside precisamente na vida de fé." (Schillebeeck - "Maria, Mãe da Redenção, pág. 13)". "Crer fortemente e esperar contra todas as aparências contrárias é o elemento verdadeiramente característico da psicologia religiosa de Maria." (Id. Ib.25). "0 maior louvor que podemos dar a Maria é elogiar sua fé, como fez Isabel. Maria é o modelo da Igreja, sobretudo pela sua fé. Nós vemos nela a fé como grata escolhida daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Pela fé, Maria se abre à atuação do Espírito Santo e concebe em seu seio o Verbo Encarnado do Pai, juntamente com a feliz notícia da vinda do Salvador e da missão a ela confiada." (Bernardo Haring- "Maria, modelo de fé", pág.35). Max Thurian, ainda teólogo evangélico, da Comunidade de Taizé, em seu livro "MARIE, Mère du Seigneur, Figure de 1'Eglise", tem todo um capítulo dedicado à fé de Nossa Senhora. Como o livro não é muito divulgado entre nós, vamos transcrever alguns trechos do ilustre teólogo: "Cheia de graça em sua pobreza, Maria quer ser a serva do Senhor. A graça de Deus que plenificou, suscita nela a fé na veracidade das promessas do anjo. Depois de uma excitação legítima diante do ministério da maternidade virginal que lhe foi anunciada, ela se entrega totalmente, num ato de fé puro, à Palavra do Senhor. A graça a predestinou, a predispôs e a preparou para esse ato de fé." (Pág.88). Em palavras claras e precisas, Thurien analiza a fé de Maria: "A fé de Maria é primeiramente um ato de oferta: "Eis-me aqui". Pois que ela é toda graça de Deus, é natural que ela entregue tudo a graça de Deus, na oferenda de todo o seu ser. Este movimento é de uma pureza maravilhosa. A sobriedade das palavras faz brilhar ainda mais o esplendor da graça nela. A fé de Maria é, em seguida, um ato de obediência: "Eu sou a serva do Senhor". Maria entra no plano de Deus; ela aceita a grandiosa vocação de Filha de Sião, a função transtornadora de Mãe do Messias. Ela não acolhe esta vocação como uma glória para si, mas como um serviço de Deus. Com Este serviço magnífico, ela aceita também a objeção de uma situação anormal: ser uma mãe virgem, a crítica possível do seu ambiente social, o desprezo certo de José, seu noivo. Tudo isto é meditado, é aceito e acolhido na obediência do serviço de Deus. A serva do Senhor não discute, ela se entrega a Ele." "A fé de Maria, continua o teólogo de Taizé, é enfim um ato de confiança: "que se faça segundo a tua palavra". Depois de um instante de confusão, a saudação do anjo, Maria consentiu a princípio na sua maternidade messiânica. Ela não duvidou das palavras do anjo, mas simplesmente pôs a questão do "cano" desta maternidade, pois que não conhecia homem. Depois, logo que o anjo de Deus lhe revela que será como a Arca sob a nuvem luminosa, que o poder do Altíssimo a tomará nos seus ombros, que Isabel, em sua maternidade, é um sinal de onipotência divina, ela aquiesce totalmente a estas palavras e se põe a serviço do Senhor. 0 movimento da fé de Maria é de uma grande simplicidade e pureza... Maria aparece como a primeira que, na ordem nova do Cristo, realiza o movimento autêntico da fé... A fé de Maria é o fruto da pura graça e da Palavra de Deus. Ela adere, com toda confiança, à verdade das promessas do Senhor." (Págs.88/90). Esta longa citação de um teólogo evangélico, depois convertido ao catolicismo, nos mostra como a Virgem Maria, olhada na sua fé, na sua adesão a Deus, na sua disposição de viver a Palavra do Senhor, com sinceridade e doação, é um modelo para todos os cristãos. Devemos agradecer a ela pelo exemplo de uma fé adulta, que nos deixou. Já que "sem fé é impossível agradecer a Deus" (Hb.11,6), devemos olhar para Maria, bendizê-la pela sua vida de perfeita cristã e procurar seguir-lhe os passos. Maria é feliz, é bem-aventurada porque acreditou em Deus.

D. Epaminondas

MARIA NA BIBLIA

Infelizmente não são poucos os que pensam que existem muitas ?Nossas Senhoras?. Na verdade, a mãe de Deus, Nossa Senhora, é uma só, mas é honrada com muitos e muitos títulos. Tudo isso é parte do cumprimento da profecia que encontramos no Evangelho de Lucas 1, 48: ?E todas as gerações me proclamarão bem-aventurada?.

Até hoje é norma, entre a mais alta nobreza e meio acadêmico existente, encontrarmos pessoas com muitos títulos.

A Virgem Maria, como a mais sublime de todas as criaturas de Deus, e também pela sua excelsa posição, possui muitíssimos títulos. Na verdade, são centenas os nomes pelos quais ela é invocada, venerada e amada.

Os títulos dados à Virgem podem se classificar em pelo menos quatro espécies:

1. Devido a seus privilégios, que revelam sua pessoa e missão. Exemplos: Nossa Senhora da Imaculada Conceição (porquanto ela foi concebida sem mancha do pecado original); Nossa Senhora Mãe de Deus (porque concebeu pelo Espírito Santo ao Senhor Jesus Cristo, que é Deus conosco); Nossa Senhora da Assunção (porque, sendo isenta de pecado e por ser mãe de Deus, foi elevada ao céu em corpo e alma); Nossa Senhora Medianeira (porque Deus a elegeu como medianeira de todas as graças).

2. Devido a fatos históricos em sua vida. Exemplos: Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora da Anunciação, Nossa Senhora da Visitação.

3. Devido às virtudes com que foi adornada. Exemplos: Nossa Senhora Rainha da Fé; Nossa Senhora do Bom Conselho.

4. Devido aos lugares onde ela é honrada conforme suas aparições ou outras intervenções. Exemplo: Nossa Senhora de Fátima; Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora da Vitória.

Como vimos, Nossa Senhora possui vários títulos.

Na bíblia ela possui títulos como filha de Jerusalém, filha de Sião e outros.

Dentre os vários títulos bíblicos de Maria, vamos estudar apenas três: MULHER, MÃE E VIRGEM.

O primeiro e maravilhoso título de Nossa Senhora, na bíblia, é Mulher.

MULHER: lemos no livro do Gênesis, 3, 15: ?...eis que porei inimizade entre ti e a mulher?. Nessa passagem, que é chamada de proto-evangelho, encontramos a referência inicial sobre a Virgem Maria. É um versículo messiânico-marino. Este é compreensível, pois a Virgem Maria é inseparável de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O texto anuncia batalha entre o demônio e a mulher, entre os descendentes do demônio e os descendentes da mulher. Essa batalha se desenvolverá por toda a história da humanidade.

Os judeus, o povo de Deus da antiga aliança, sabiam por essa e outras profecias, que o Messias, o redentor do mundo, nasceria de uma mulher. Uma mulher singular, única e que venceria o demônio.

Essa mulher é a Virgem Maria, mãe do Messias.

A palavra MULHER é um título bíblico da Virgem Maria, assim como Jesus foi chamado O Filho do Homem pelo profeta Daniel. Os judeus e os cristãos reconheceram que a mulher de gênesis 3, 15 é verdadeiramente a mãe do Messias. Basta comparar esse texto com Jo 2, 4; 19, 26; Gl 4, 4 e Ap 12, 1ss.

A segunda passagem bíblica com esse maravilhoso título a encontramos em Jo 2, 4, onde a Virgem Maria, como medianeira, segunda Eva, intercede ao Filho pedindo que socorresse os noivos e que ele providenciasse o vinho para que a festa continuasse.

É interessante observar a relação de Nosso Senhor Jesus com a Virgem Maria, onde o ?nós? revela uma estreita ligação, exemplo do que consta no livro do gênesis, entre Adão e Eva, onde esta é a cooperadora.

O que percebemos é que a Virgem Maria revela publicamente o Filho como o Messias esperado. A resposta do Senhor, chamando Maria de mulher, é a revelação da mãe e sua própria. A mãe revela o Filho, o Filho revela a mãe.

Nosso Senhor, mesmo não tendo chegado a sua hora, atende ao pedido de sua mãe e realiza o seu primeiro milagre público.

Era, voltamos a insistir, o Filho revelando a mãe. É através do pedido de Maria que Nosso Senhor realizou o seu primeiro milagre, antecipando sua hora e com isso os discípulos passam a crer nEle. Passam a crer nEle pela mediação da mãe. A Virgem Maria é a onipotência suplicante, omnipotentia suplex. O que o Senhor é pela Sua natureza, ela o é pela graça. O Filho não nega nada que a mãe lhe peça. Confiemos em nossa mãezinha do céu! Interessante ainda observar que Nosso Senhor, na resposta dada ao pedido da mãe, diz-lhe: ?Que temos nós com isso??. Não disse o que a senhora tem com isso, ou o que eu tenho com isso, mas sim o que nós temos com isso. O Evangelho de João nos revela que a Virgem Maria é a segunda Eva. E Eva é a grande cooperadora de Adão. Assim, a segunda Eva é a cooperadora do segundo Adão. O que Deus uniu, na obra da salvação, não separe o homem.

A terceira passagem bíblica onde encontramos esse maravilhoso título de Maria está no mesmo Evangelho de João, cap. 19, versículo 26. Jesus está agonizando no calvário e em suas sete últimas palavras, no Seu testamento de amor, ao ver sua Santíssima mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, disse à sua mãe: ?Mulher, eis aí teu filho?. Que significam tais palavras? Será que Jesus amava mais a João do que a Pedro ou Paulo, ou os demais? Não, Jesus amava a todos e ama todos os seus discípulos com um mesmo e intenso amor. Então, o porquê daquelas palavras? A resposta é simples: João representava, naquele momento tão sublime, toda a Santa Igreja. No capítulo 21, versículo 20 a 23, lemos que Nosso Senhor, já ressureto, revela aos apóstolos qual seria o fim deles aqui na terra. Diz do martírio que receberiam. No entanto, nada revela sobre João, então Pedro, o nosso primeiro Papa, pergunta ao Senhor: ?e esse aí, que vai ser dele??. Jesus responde: ?Se eu quero que ele fique até que eu venha, que tens com isso??. Será que isso significa que João não morreria, mas que viveria até a consumação dos séculos, quando o Senhor voltará em Glória?Não, Nosso Senhor aqui, comparando com o texto que estamos estudando (Jo 19, 26), revela que São João simboliza a Igreja que ficará até a sua segunda vinda e que, portanto, Aquela Mulher prometida, a segunda Eva, seria a mãe de todos os seus discípulos.

A quarta passagem bíblica que revela o título ?mulher? (Nosso Senhor recebe o título messiânico conforme o livro do profeta Daniel, de o ?Filho do Homem? está em Gálatas 4, 4, que diz: ?Mas, ao chegar a plenitude do tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido da mulher...?. Essa é uma passagem de enorme valor teológico e aqui revela que a Virgem Maria é a mulher predestinada e que veio na plenitude dos tempos. Ela marca uma nova era com o seu sim, a Virgem Maria inaugura uma nova primavera, uma nova raça. A segunda Eva gera uma nova raça ? a raça dos eleitos, dos remidos.

Finalmente a quinta e última passagem que menciona o maravilhoso título da Virgem Maria como Mulher se encontra no livro do Apocalipse, capítulo 12, versículo 1 e seguintes. Em Gênesis 3, 15 temos a promessa, e aqui, a concretização da ação dessa Mulher, agora glorificada em sua luta final contra o dragão, a velha serpente, satanás.

O segundo grande título de Nossa Senhora é o de Mãe:

MÃE: a primeira e maravilhosa passagem que identifica a Virgem Maria como aquela sublime mãe incomparável, encontramos em Miquéias 5, 2 que diz: ?Por isso (Deus) os deixará, até o tempo em que der à luz aquela (a mãe) que há de dar a luz?.

A segunda passagem a encontramos no Evangelho de João 19, 27 e que logo após as palavras do versículo 26 dirigidas a sua Santíssima mãe, agora as dirige ao discípulo amado: ?Eis aí tua mãe?. Vale aqui tudo o que dissemos quando da explicação do versículo 26. Cristo nos deu sua mãe para ser a nossa mãe. A segunda Eva, mãe dos viventes. O versículo termina com as palavras: ?e desta hora em diante o discípulo a levou para sua casa?. Também todos nós devemos levar Maria para nossa casa, para a casa do nosso coração. Quem nega a Mãe, nega o testamento de amor do Filho.

Finalmente o terceiro e maravilhoso título de Nossa Senhora: virgem.

VIRGEM: a primeira passagem desse maravilhoso título encontramos em Isaías 7, 14. Diz assim: ?Por isto, o próprio Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará de Emanuel?. Essa é a promessa do envio, por Deus, de uma virgem singular, única.

A segunda passagem a encontramos no Evangelho de Mateus 1, 23. São Mateus escreveu seu Evangelho em aramaico e usou da versão palestínica de Jabnes, ao chegar nesse passo da Sagrada Escritura, toma o texto da versão Alexandrina (Septuaginta) porque a palavra grega traduzida por Virgem é mais clara, mais evidente de que se trata de uma Virgem. E Nossa Senhora foi Virgem antes, durante e depois do parto, pois a profecia diz: ?conceberá (primeira parte do milagre) e dará à luz um filho? (segunda parte do milagre). Assim como os raios de sol atravessam um cristal sem maculá-lo, assim como que num instante o Senhor saiu do Templo, a Virgem Maria, pata os seus braços sem maculá-la.
Por Francisco de Almeida Araújo

NOSSA SENHORA AUXILIADORA

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico. A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos. No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto. O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice. Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma. O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades. No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. Dom Bosco, criador da Congregação Salesiana A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão. Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".Escreveu Dom Bosco: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA



Este título foi proclamado à Santíssima Virgem no dia 21 de novembro de 1964 pelo Papa Paulo VI, no encerramento da 3a. sessão do Concílio Vaticano II.
Em seu discurso, o Santo Padre dizia: "Para a glória da Virgem e para nosso conforto, proclamamos Maria MÃE DA IGREJA, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis quanto dos Pastores que lhe chamam de Mãe Amorosíssima; e queremos que com esse título suavíssimo seja a Virgem doravante honrada e invocada por todo o povo cristão".

NOSSA SENHORA DOS ANJOS


Este belo título mariano tem origens franciscanas. A Ordem dos Frades Menores mantém em uma planície próxima à cidade de Assis, na Itália, a majestosa basílica de Santa Maria dos Anjos, que abriga em seu interior a capela da Porciúncula, onde deu-se a morte de São Francisco. Considera-se ali o local da fundação da Ordem Franciscana. O nome de Santa Maria dos Anjos provém do fato de que naquela ermida, fundada por quatro peregrinos de retorno da Terra Santa, era venerado um fragmento do túmulo da Madona e que sempre se ouvia no local o canto dos espíritos celestes. Frei Tomás de Celano, primeiro biógrafo de São Francisco, narra o amor do santo para com aquele local dedicado à Nossa Senhora chamado "Porciúncula", que quer dizer "Pedacinho": "O santo teve uma preferência especial por esse lugar, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e quis que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem na humildade e na altíssima pobreza, deixando sua propriedade para outros e reservando para si e para os seus apenas o uso... O bem-aventurado pai dizia que lhe tinha sido revelado por Deus que Nossa Senhora tinha uma predileção por aquele lugar, entre todas as igrejas construídas no mundo em sua honra. E era por isso que o santo gostava mais dela que das outras". (Tomás de Celano, Vida II, Primeiro Livro, cap. 12).

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS


Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor. Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo que vês representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.' Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: 'Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’ “Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas. A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la. O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: "A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha". Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."

NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA


Os fiéis sempre invocaram o nome de Maria com a esperança de que Ela os ajudasse a resolver seus problemas pessoais. Assim, esse título não é novo, pois a Mãe de Deus na liturgia romana tem sido denominada "Esperança dos desesperados". O mais antigo santuário de Nossa Senhora da Esperança de que se tem notícia é o da cidade de Meziéres, na França, construído no ano de 930. Depois dele vários outros foram erigidos, espalhando-se esta devoção por toda a Europa.Em Portugal, este culto desenvolveu-se muito na época das grandes descobertas marítimas, figurando-se entre os seus devotos o comandante Pedro Álvares Cabral, que possuía uma bela imagem da Padroeira em sua residência, trazendo-a consigo em sua feliz viagem às Índias.O Brasil foi portanto descoberto sob o olhar terno e protetor da Mãe da Esperança. Esta imagem histórica mostra a Virgem Santíssima como Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo e apontando para uma pomba que repousa sobre o seu braço direito. Ela está atualmente na cidade de Belmonte, numa capela onde se diz ter sido batizado o descobridor do Brasil, e foi trazida novamente ao nosso país durante o Congresso Eucarístico Internacional do Rio de Janeiro, em l985.Nos tempos modernos, a devoção a Nossa Senhora da Esperança foi revivida em Saint Brieuc, na Bretanha, e espalhou-se de maneira excepcional após a aparição da Virgem Maria em Pontmain, nos dias terríveis da invasão prussiana, quando o inverno, a fome e a guerra se uniram para castigar o povo francês. Foram inúmeras as graças alcançadas no lugar onde Nossa Senhora apareceu às crianças e pouco depois ergueu-se ali uma bela Basílica, que foi entregue aos cuidados dos Padres Oblatos de Maria Imaculada.Que Nossa Senhora da Esperança, nos alcance a graça de viver da esperança cristã que Seu Filho nos traz. Sabemos em quem depositamos nossa esperança: no Senhor e na Senhora da Esperança.( Texto do livro "Invocações da Virgem Maria no Brasil" )

NOSSA SENHORA DA DIVINA PROVIDÊNCIA


O quadro de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, venerado na Igreja de São Carlos ai Catinari em Roma, é uma tela de Scipione de Gaeta (1550-1597), pintor da escola de Rafael, considerado como o Van Dyck italiano. Essa pintura foi colocada no altar do Oratório situado no primeiro andar da casa, onde os religiosos se reúnem habitualmente para orar. A obra foi doada aos barnabitas em 1677. Foi o barnabita, Padre Pietro Maffetti, pároco de São Carlos, que em 1732 teve a idéia de colocar o quadro de Nossa Senhora para a veneração dos fiéis. Para tal empreendimento, foi encarregado o irmão barnabita, Pietro Valentini, de fazer uma reprodução do original. No dia 12 de Julho de 1732, o quadro foi colocado num pequeno corredor que servia de passagem aos religiosos que do convento se dirigiam à igreja. Sob o quadro, padre Maffetti mandou escrever: "MATER DIVINAE PROVIDENTIAE", Mãe da Divina Providência. Não se sabe o porquê da escolha desse título. Provavelmente os filhos de Santo Antonio Maria Zaccaria, os padres Barnabitas e as Irmãs Angélicas, já invocavam a Virgem com esse título. Históricamente desde 1613 os barnabitas tinham decidido colocar na torre dos sinos da igreja de São Paulo, em Bolonha, uma estátua da virgem, com o título de "Virgem Bem Aventurada da Divina Providência". A atual Capela de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, na Igreja de São Carlos ai Catinari, é de 1848. Uma peculiaridade encontrada na imagem da Mãe da Divina Providência é a interpretação de que o menino que a Virgem traz em seus braços não é o Menino Jesus, mas sim, toda a humanidade. ( Repare que o menino não é representado com auréola na cabeça, como a virgem! ). Então, é Maria que intercede à Divina Providência pelas nossas necessidades e nos leva em seus braços.NOSSA SENHORA MÃE DA DIVINA PROVIDÊNCIA - PROVIDENCIAI!TERÇO DA PROVIDÊNCIA Credo Contas grandes: “Mãe da Divina Providência: Providenciai!” Contas pequenas: “Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará!” Oração: “Vinde, Maria, chegou o momento. Valei-nos agora e em todo tormento. Mãe da Providência, prestai-nos auxílio, no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois Mãe de Amor e de Bondade, agora que é grande a necessidade. Amém.”

Nossa Senhora da Paz


El Salvador é o menor entre todos os estados independentes da América Central. Costuma ser chamado de: "o país da paciência e da esperança".
Esta formosa faixa de terra banhada pela imensidão e imponência das águas do Pacífico foi descoberta pelo navegante André Niño y Cereda, em junho de 1522.
Conquistada pelo grande Tonatiú, feroz guerreiro, que para realizar seus objetivos não poupou a vida de centenas de pessoas: o mandatário Dom Pedro de Alavarado, audaz militar sob a ordens de Hernán Cortez, em junho de 1524.
Luis de Moscovo, obedecendo às ordens de Alvarado, fundou, no dia 8 de maio de 1530, a cidade de São Miguel.
Segundo a tradição, no ano de 1682, alguns mercadores encontraram na vila do Mar do Sul salvadorenho uma caixa abandonada; tão bem fechada que não conseguiram abri-la com ferramentas. Certos de que continha algum objeto valioso, levaram-na para a cidade de São Miguel, onde encontrariam recursos para abri-la. Puseram a caixa no lombo de um burro e iniciaram uma longa e perigosa viagem até chegarem à cidade no dia 21 de novembro. Visando garantir a posse do provável tesouro, dirigiram-se primeiramente às autoridades do lugar para lhes comunicar o achado; ao passarem diante da igreja paroquial, hoje Catedral, o burro deitou-se por terra decidida a não mais se levantar. Sem nenhum esforço conseguiram abrir a caixa que continha uma formosa imagem de Nossa Senhora com o Menino nos braços.
A origem da imagem permanece misteriosa e envolta em lenda. Nunca se pôde descobrir qual seria o destino daquela caixa, nem como chegou ao território salvadorenho.
Conta-se que no momento em que retiravam a imagem ocorria uma violenta luta entre os habitantes da região. Ao terem notícia do milagroso achado, todos depuseram as armas e imediatamente cessaram as hostilidades; também se relata que nas lutas fratricidas de 1883, o lado vitorioso, em vez de promover represálias, como se esperava, fez colocar a abençoada imagem no átrio da paróquia e, aos pés de Maria, jurou solenemente não guardar rancores e extirpar o ódio dos corações para que a paz gerasse fraternidade e reconciliação.
Por isso deram à imagem o título de Nossa Senhora da Paz, cuja festa é celebrada no dia 21 de novembro, para recordar sua chegada a São Miguel.
A imagem é de tamanho regular. Talhada em madeira e vestida de roupas brancas, tem à frente um bordado com o escudo nacional da República de Salvador. A imagem tem na mão uma palma de ouro, como lembrança da erupção do vulcão Chaparrastique, que ameaçou transformar a cidade num mar de lava ardente. Os atemorizados habitantes de São Miguel colocaram a imagem de Nossa Senhora da Paz na porta principal da Catedral e no mesmo instante a forte corrente de lava mudou de direção, afastando-se da cidade. No ponto exato onde a lava mudou seu rumo há um povoado chamado "Milagro de la Paz". Isto ocorreu no dia 21 de setembro de 1787. Neste dia todos testemunharam que a fumaça que saia do vulcão formava uma palma. Vendo nisto um sinal da proteção da Virgem, o povo resolveu colocar em sua mão uma palma de ouro, semelhante a que contemplaram no céu.
A coroação canônica da imagem ocorreu no dia 21 de novembro de 1921. O ourives que confeccionou a coroa da Virgem empregou 650 gramas de ouro e muitas pedras preciosas, entre as quais se destaca uma grande esmeralda cercada de brilhantes. O novo templo dedicado a Nossa Senhora da Paz foi concluído em 1953.

Nossa Senhora da Evangelização


Segundo uma sólida tradição sustentada nas histórias mais antigas, a imagem de Nossa Senhora da Evangelização foi obsequiada à recém criada diocese de Lima pelo Imperador Carlos V da Espanha por volta de 1540. É portanto, uma das imagens mais antigas da região que recebe culto.
Situada no retabulo mor da primeira catedral, a imagem de Nossa Senhora da Evangelização recebeu culto de grandes santos peruanos e presidiu os célebres Concílios Limenhos, de modo particular o terceiro, que tanta importância teve para consolidar a primeira evangelização desta parte importante da América Latina.
Diante dela foi depositada, em meio a uma grande festa, a primeira rosa florescida na cidade pelo primeiro bispo da diocese, Frei Jerônimo de Loayza.
A venerada imagem presidiu a vida da Igreja arquidiocesana de Lima, que teve tanta importância na difusão do Evangelho desde Nicaragua até o Cabo Hornos. A Ela foi entoado o Te Deum com motivo da Independência Nacional em 1821.
Recentemente, a imagem foi restaurada, devolvendo-lhe seu esplendor original, e colocada no altar do Santíssimo Sacramento na Catedral de Lima, onde recebe o culto dos fiéis.
Em 1985, durante sua primeira visita ao Peru, o Papa João Paulo II a coroou solenemente, consagrando-a a Nação; e trës anos depois, por ocasião do Congresso Eucarístico e Mariano dos países Bolivarianos, o Santo Padre a honrou de forma extraordinária ao concedê-la a Rosa de Ouro.
O conselho metropolitano honra diariamente a Nossa Senhora da Evangelização com uma Missa celebrada em sua capela, onde os fiéis recebem a Eucaristia, rezando em seguida o santo rosário e as ladainhas marianas do III Concílio Limenho, atribuidas a Santo Toribio de Mogrovejo, patrono do Episcopado latinoamericano.

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