segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Em Nazaré aprendemos a olhar, a ouvir, a meditar e a penetrar o significado profundo e misterioso desta simplíssima, humilde e belíssima revelação do Filho de Deus. Talvez possamos aprender até mesmo a imitá-lo, sem nos darmos conta disso.

Em Nazaré aprende-se o método que nos permite compreender quem é Cristo. Em Nazaré descobrimos a necessidade de observar o cenário, o panorama de sua estada entre nós: os lugares, os costumes, o idioma, as práticas religiosas, tudo o que envolveu Jesus, e de que Ele se serviu para se revelar ao mundo. Em Nazaré, tudo nos fala, cada detalhe tem um sentido. Aqui, em Nazaré, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual, se o nosso desejo é o de seguir os ensinamentos do Evangelho e o de nos tornarmos discípulos de Cristo.

Oh, como desejaríamos voltar a ser crianças e retornar a esta humilde escola de Nazaré, como gostaríamos de, pertinho de nossa Mãe, Maria, recomeçar a adquirir a verdadeira ciência da vida e a sabedoria superior das verdades divinas! Mas tudo o que fazemos é passar... É necessário que conservemos o desejo de, a partir deste local, darmos continuidade à educação jamais conclusa, ao aprofundamento da inteligência do Evangelho. Nós não partiremos enquanto não tivermos recolhido às pressas e como que, às escondidas, algumas breves lições de Nazaré.

Homilia de Paulo VI, em Nazaré
5 de janeiro de 1964

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