terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Wigratzbad: Esmagarei a cabeça da serpente (I)

Em 1919, Antonia Rädler (1899-1991) sofria as mazelas da gripe espanhola, porém, a "Virgem apareceu-lhe, impôs as mãos sobre ela e a curou." Entre 1927 e 1936, Antonia dirigia um dos açougues de seu pai, à beira do belo lago de Constance, em Lindau.

Um dia, a Gestapo apareceu no açougue e ordenou-lhe que substituísse o quadro da Virgem Maria pela imagem do Führer e que cumprimentasse as pessoas com a saudação nazista "Heil Hitler" em vez da saudação usual na Baviera "Grüss Gott" (Deus esteja contigo ou Deus o saúda). Seguiram-se represálias e Antonia escapou, por pouco, a diversas tentativas de assassinato, entre as quais, à de ser afogada no lago. Diz ela ter sido protegida por misterioso ciclista que ela nominou "meu anjo da guarda de bicicleta".

Como reconhecimento, seus pais erigiram, no jardim da casa, uma cópia da gruta de Lourdes, que recebeu a bênção no dia 11 de outubro de 1936, pelo Padre Basch, cura da paróquia. Era o dia da festa da Maternidade de Maria. No mês seguinte, a estátua da Virgem "sorriu" para Antonia, que recebeu a seguinte mensagem: "Mãe da Vitória, concebida sem pecado, rogai por nós!"

Em 15 de dezembro do mesmo ano, dia da oitava da Imaculada Conceição, enquanto Antonia recitava o terceiro mistério doloroso do Rosário, no jardim da casa, diante da réplica da gruta de Lourdes, ouviu "coros angélicos" a cantar: "Ó Maria! Imaculada, concebida sem pecado, rogai por nós!"

Patrick Sbalchiero, « Wigratzbad»,
em: René Laurentin et Patrick Sbalchiero,
Dictionnaire encyclopédique des apparitions de la Vierge.
(Dicionário enciclopédico das aparições da Virgem) Ed. Fayard, Paris 2007.

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