sexta-feira, 26 de março de 2010


A Bem-aventurada Maria, Nossa Senhora, gerou o Filho de Deus sem corrupção, porque o Espírito Santo desceu sobre ela, cobrindo-a com a sua sombra (cf. Lc 1, 35). Pequena é a abelha entre os seres que voam, mas o seu produto é o primeiro em doçura (cf. Eclo 11, 3). Ela foi a boa abelha: pequena, por sua humildade; considerável pela contemplação da glória celeste, que não tem princípio nem fim; densa pela caridade - ela que, durante nove meses levou a verdadeira Caridade em seu seio, não poderia deixar de ser caridosa e indulgente -, ligada à pobreza, e mais pura que todas as pessoas, por causa da sua virgindade.

Esta boa abelha prepara, com humildade, a casa, quer dizer, a alma, e com a virgindade, prepara o corpo no qual o Rei dos anjos viria habitar. Preste atenção: a abelha edifica, começando pelo alto. Assim, também, a bem-aventurada Virgem Maria não inicia seu empenho, começando pela parte inferior, quer dizer, diante dos homens; ela inicia a sua missão, começando do alto, em presença da majestade divina e, pouco a pouco, isto é, com ordem e discrição, começa a inclinar-se, a descer, sob o olhar das criaturas, tornando-se admirável aos seus olhos, ela que já fora a escolhida do Senhor.

Santo Antonio de Pádua
Sermão da festa da Purificação, 9
Fonte marie de nazareth

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