sábado, 27 de novembro de 2010


Maria é contada em sua ladainha como a Arca da Aliança. Sabemos que os 10 mandamentos eram a aliança de Deus com seu povo escolhido.
No Antigo Testamento é comum observamos a veneração dos hebreus para com esta Arca da Lei do Senhor. Josué e seu povo, perdendo a coragem com tanta perseguição “prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da Arca do Senhor (Josué 7. 6a), mostrando todo o respeito ao objeto que guardava a misericórdia de Deus com eles e as futuras gerações.

A Arca da Aliança, nada mais é que a figura daquela que guardaria em seu ventre a própria Lei encarnada, Jesus Cristo, a Nova Aliança.

Devemos rezar com Maria, pois ela é o modelo perfeito da pureza e obediência à Deus. Temos o direito de assim proceder, pois não há pecado na Virgem Maria. Prosseguindo junto a Josué e os filhos de Israel, vamos constatar no passado que a Javé, nosso Deus, nenhuma coisa é impossível. Podemos afirmar que rezar com Maria é o modo mais puro de conversar com Nosso Senhor, pois ela é Imaculada Conceição. A torrente do pecado não poderia, pelos méritos de Jesus, inundar o corpo da genitora de Deus.

Alguns “cristãos” por aí não rezam pra e com Maria pois colocam-na ao nível dos pecadores, afirmando que segundo uma Lei Geral, todos os homens pecaram. Josué também achava ser uma Lei Geral, um rio manter o seu curso, até o Senhor de toda a terra manifestar Seu poder.

Estamos juntos aos hebreus, com a Arca da Aliança. Dobramos nossa tenda de ignorância e partimos afim de atravessar o Jordão. Os sacerdotes que levam a Arca do Senhor mergulharam seus pés na beira do rio e “as águas que desciam para o Mar da Planície, o Mar Salgado, foram completamente separadas” (Josué 3, 16b). Nós atravessamos defronte de Jericó a pé enxuto.

Mais tarde, rezando com Josué, prostrados por terra, podemos meditar e verificar que nenhuma Lei Geral é superior ao poder de Javé, “porque a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1, 37).

A oração é a via direta da intimidade de Deus e seus filhos. Foi através deste suporte que o Espírito Santo desceu sobre Maria e os Apóstolos reunidos com a primeira comunidade cristã na inauguração oficial da Igreja... no Cenáculo. A nossa Tradição guarda com carinho a presença de Maria neste momento tão importante para aqueles que viriam dar testemunho de Cristo, pois ela é a fonte de inspiração para a caminhada orante dos mesmos.

Se quisermos deixar Deus fazer em nossa vida um novo Pentecostes, é necessário a presença da Cheia de Graça, Virgem Maria, pois dela nos veio a maior prova de amor do Todo Poderoso, NSJC, e é por ela que virá sobre nós Aquele que a envolveu com a Sua sombra no momento da Encarnação do Verbo. Basta um pouco de boa vontade para saber que a única Mulher, a mais bendita entre todas e capaz de esmagar a cabeça da serpente infernal com seu “sim” de serva fiel, é a Virgem Maria, a nova Eva e Mãe do Deus vivo. Não devemos temer exaltá-la, pois quando louvamos a nossa Mãe Celestial, o Espírito Santo se manifesta trazendo Seus Dons, dando sentido à nossa existência. Um grande exemplo desta manifestação do Espírito por Maria está na Visitação à prima Isabel, que recebe o Esposo com uma simples saudação da Virgem Esposa.

“O Espírito e a Esposa dizem: vem! Possa aquele que ouve dizer também: vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba gratuitamente, da água da vida! (Ap 22, 17). Com Maria vivamos uma vida de oração para recebermos do Espírito, por meio dela, a água da vida, seu Filho Cristo Jesus. Digamos com nossa Mãe: “Eis aqui os teus servos, Senhor, faça-se em nós segundo a Tua Palavra”. Amém.

Fernando Nogueira Filho – Vocacionado Carmelita.

Membro Auxiliar do Praesidium Mãe da Divina Graça – Pretrolina/ Pernambuco.

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