sexta-feira, 15 de julho de 2011



É aquela, cuja fé dura eternamente,
É aquela, cuja fé jamais encontrou algo que semelhasse a si,
É aquela, cuja fé, para nossa salvação
acreditou na voz do Anjo e concebeu pela palavra.

É o astro luminoso que jamais se apaga,
onde, como num espelho, o céu inteiro se contempla;
É o reluzente tabernáculo e o lugar puro e santo
onde o próprio Deus desejou consagrar para Si, um templo.

É o palácio real inundado de claridade,
mais puro e transparente do que o céu que o encerra,
É o belo Paraíso plantado em direção ao Oriente,
as delícias do céu e a esperança da Terra.

É esta mirra e flor, este bálsamo odorífico,
que com os seus aromas traz consolo às nossas almas;
é este Jardim recluso, suavemente perfumado;
é a Rosa dos campos e o Lírio dos vales;

É o ramo florido que guarda suas cores para sempre,
o ramo de Jessé, a haste pura e santa,
que leva seu fruto, sem perder a flor,
que permanece virgem levando a criança no ventre.

É a Aurora da manhã que produz o sol,
inteiramente coberta de fulgores e chamas ardentes,
Ela é o Astro dos navegantes, o Farol sem igual
que à noite os ilumina em meio às tormentas,

Estrela do mar, nosso único conforto,
Salva-nos dos rochedos, do vento e do naufrágio.
Ajuda-nos com tuas preces para nos conduzir ao porto,
e mostra-nos teu Filho à beira das margens.

Jean Bertaut (1552-1611)

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