sábado, 31 de dezembro de 2011


DIA MUNDIAL DA PAZ
Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!



Iniciamos o ano civil – 1º de janeiro – Dia Mundial da Paz – com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus!
“Somos acolhidos por Maria, Mãe de Deus e Mãe da Paz, e pedimos que ela nos acompanhe ao longo de todo este ano. Neste Dia Mundial da Paz, queremos nos comprometer com a paz, para que ela faça parte de nosso dia a dia. Para isso precisamos – o Papa nos alerta – ‘educar os jovens para a justiça e para a paz’.
O povo pode contar sempre com as bênçãos de Deus. A maior bênção é a vinda do seu filho, graças ao sim de Maria. A exemplo dos pastores, deixemos nosso comodismo e busquemos Jesus, o Príncipe da Paz!
Deus quer nos abençoar ao longo de todo este ano (Ler Nm 6,22-27). Os pastores, gente pobre e desprezada, são os primeiros a ir ao encontro do recém-nascido (Ler Lc 2,16-21). Deus conta com a colaboração humana para realizar seus projetos (Ler Gl 4,4-7).
A exemplo de Maria, humilde serva do Senhor e bendita entre as mulheres cantemos um hino de ação de graças ao Pai, que nos cumulou de bens por meio de seu Filho, Jesus. Com o pão e o vinho, ofertamos nosso desejo de um bom ano para todos” (cf. Liturgia Diária de Janeiro de 2012 da Paulus, pp. 17-19).

“Quanto a Maria, guardava todos esses fatos
e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19).


“A celebração da Solenidade de Santa Maria, sob o título de Mãe de Deus – para a tradição Oriental ‘Theotokos’ – é a festa mariana mais antiga para o rito romano, de que temos notícia. Nasceu como celebração da oitava do Natal e a reforma conciliar lhe preservou, recuperando seu sentido mais genuíno.
Os cristãos e cristãs assumem na celebração de 1º de janeiro, no calendário civil, a comemoração da Paz Universal, entendendo que a paz é a nota característica do Reinado que Cristo Jesus inaugurou por sua natividade.
O que significa esta celebração para nós e para o mundo no qual vivemos? A bênção de Araão, mudando toda nossa compreensão e atuação, preside nossa consciência e dirige nossas ações:
‘O Senhor te abençoe e te guarde!
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti!
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’


O caráter mariano desta celebração liga-se ao fato, de que a salvação eterna é conferida à humanidade inteira. Uma vez habitando o ventre de uma mulher e dela nascendo, a salvação nos alcança e transforma por dentro, elevando à mais alta dignidade a nossa humanidade. Por isso se poderá dizer que quanto mais humanos formos, mais divinos estaremos nos tornando. Mas não por mérito nosso ou razões humanas, mas pelo querer de Deus. Afinal, é do seio de uma ‘Virgem’ que nos vem tão grande evento.
O mundo novo que nos vem pelo Príncipe da Paz é constituído por homens e mulheres novos, humanizados por Deus, por sua Palavra, por seu agir, por sua presença. No início do ano civil, dia dedicado a honrar a paz, é salutar nos deixar interpelar por um Deus que pergunta a quantas anda nossa humanidade. Num tempo em que é tão propício e comum exteriorizar votos de prosperidade, cai bem verificar se o centro vital do homem e da mulher de hoje estão novos, resplendentes” (cf. Roteiros Homiléticos do Tempo do Natal In Projeto Nacional de Evangelização 19 – O Brasil na Missão Continental da CNBB, pp. 51-56).
Reconhecer Maria, Mãe de Deus significa acolhê-la como nossa Mãezinha também. Gosto de pensar que Deus viu o quanto é bom ter uma mãe, e quis também, uma para ele. A Mãe de Deus nos toma pela mão e nos conduz, através de seu Filho, Jesus ao próprio Deus, nosso Pai e Criador! E é ela que nos incentiva a sermos da Paz! Como toda mãe, Nossa Senhora faz de tudo, para que vivamos, em nossas relações, a Paz!
Finalmente a celebração de Santa Maria, Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz nos conclamam a humanizarmos mais as pessoas, enquanto tantos, por conta do egoísmo, da ganância, da inveja, do carreirismo, da arrogância e da prepotência (bem explícitos na figura de Herodes), animalizam as pessoas de suas relações, principalmente aqueles que detém algum “cargo público ou até mesmo eclesial”. Estes, “são somente fortes diante dos fracos e fracos diante dos fortes” – pura covardia. Iniciemos o novo ano, exercendo nossa cidadania, promovendo profeticamente a dignidade humana das pessoas! É ano eleitoral: não sejamos omissos na formação de consciência política crítica. Não vendamos nossa honra e muito menos nossos princípios éticos e moral, como o voto, por exemplo.
Desejando-lhes muitas bênçãos e um Novo Ano cheio de novas Esperanças, com ternura e gratidão, o abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

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