Archive for Julho 2011

O Alimento Celeste



Jesus Cristo é o pão semeado no seio da Virgem Maria, levedado em sua carne, formado na Paixão, cozido no forno do túmulo, conservado nas Igrejas e distribuído, diariamente, aos fiéis como alimento celeste colocado nos altares.

São Pedro Crisólogo
Sermão sobre o Pai Nosso

Após a Santíssima Trindade, é Ela a quem devemos amar


Não devemos duvidar do fato de que a bem-aventurada Mãe e Virgem Maria, possuidora de um coração vigoroso e determinação sempre constante, desejava dar seu Filho para a salvação do gênero humano, de tal forma que a Mãe viveu, em tudo, conforme o Pai. E, em relação a esta verdade, o que mais devemos louvar e prezar é que Ela tenha aceitado que seu Filho único fosse sacrificado para a salvação dos homens. E, no entanto, Ela se condoía tanto com as dores do Filho que, de bom grado, e se possível, teria tomado sobre si os tormentos sofridos por Ele. Maria foi verdadeiramente forte e terna, doce e rigorosa ao mesmo tempo, rígida consigo mesma, pródiga para conosco! É, pois, a Ela que devemos amar e venerar acima de todas as coisas, em segundo lugar, após levarmos nosso amor à suprema Trindade e a seu Santíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo mistério divino não pode ser expressado por língua alguma. (São Boaventura )

NOSSA SENHORA DO CARMO



A aparição de Nossa Senhora do Monte Carmelo a São Simão Stock

A Ordem do Carmelo tem raízes tão antigas quanto gloriosas; acredita-se, e com fortes razões, que esta Ordem seja a continuação da escola dos profetas estabelecida pelo Profeta Elias no Monte Carmelo. Os discípulos da mesma estavam em primeiro lugar, na lista dos convertidos ao cristianismo nascente, e o Carmelo tornou-se o berço da vida monástica após Jesus Cristo.

Após a dispersão dos Apóstolos, no ano 38, estes construíram uma capela em honra de Maria e se dedicaram, essencialmente, a celebrar os Seus louvores. Mais tarde, enfrentaram muitos sofrimentos, por parte de sarracenos e muçulmanos, quando a França, juntamente com toda a Europa, criou as Cruzadas, com o objetivo de arrancar os Lugares Santos das mãos dos infiéis. Foi por ocasião destas adversidades sofridas pela Ordem do Carmelo, ou Ordem do Carmo, que os Carmelitas chegaram à França, com o rei São Luis, estabelecendo diversas casas naquele país e implantando a instituição, igualmente, na Inglaterra.

Em 1245, São Simão Stock tornou-se o superior geral dos Carmelitas sem jamais deixar de reavivar a devoção à Maria em sua Ordem. No dia 16 de julho, ao delicado surgir da aurora, a Virgem Maria, cercada por respeitosa multidão de Anjos, apareceu-lhe, envolta em luz e vestida com o hábito do Carmelo. Colocou sobre si o escapulário da Ordem, dizendo: "Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e proteção sempiterna. Quem morrer com ele será preservado do fogo eterno.” ssa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os Carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por meio de muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo. São Stock fez prodígios para confirmar a realidade desta visão. Origina-se daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

O Papa Pio XII recomendou essa devoção que entende o escapulário como uma veste mariana, símbolo da proteção da Mãe de Deus. Esta foi a origem da Confraria de Nossa Senhora do Carmo (ou do Monte Carmelo), para os cristãos que, não podendo abraçar a Regra, desejam atrair para si as prometidas bênçãos do escapulário. O privilégio mais considerado, acordado à confraria, além deste que Maria revelou a São Simão Stock, foi revelado ao Papa João XXII: a promessa da libertação do Purgatório, logo no primeiro sábado após a morte, para os confrades do Monte Carmelo, fiéis ao espírito e às regras da Confraria. Além destes dois privilégios, numerosas indulgências são associadas ao escapulário.

Segundo o Abade L. Jaud, Vie des Saints pour tous les jours de l'année
(Vida dos Santos para cada dia do ano),Tours, Mame, 1950. http://Magnificat.qc.ca
Fonte:Minuto com Maria

Cântico da Virgem Maria



É aquela, cuja fé dura eternamente,
É aquela, cuja fé jamais encontrou algo que semelhasse a si,
É aquela, cuja fé, para nossa salvação
acreditou na voz do Anjo e concebeu pela palavra.

É o astro luminoso que jamais se apaga,
onde, como num espelho, o céu inteiro se contempla;
É o reluzente tabernáculo e o lugar puro e santo
onde o próprio Deus desejou consagrar para Si, um templo.

É o palácio real inundado de claridade,
mais puro e transparente do que o céu que o encerra,
É o belo Paraíso plantado em direção ao Oriente,
as delícias do céu e a esperança da Terra.

É esta mirra e flor, este bálsamo odorífico,
que com os seus aromas traz consolo às nossas almas;
é este Jardim recluso, suavemente perfumado;
é a Rosa dos campos e o Lírio dos vales;

É o ramo florido que guarda suas cores para sempre,
o ramo de Jessé, a haste pura e santa,
que leva seu fruto, sem perder a flor,
que permanece virgem levando a criança no ventre.

É a Aurora da manhã que produz o sol,
inteiramente coberta de fulgores e chamas ardentes,
Ela é o Astro dos navegantes, o Farol sem igual
que à noite os ilumina em meio às tormentas,

Estrela do mar, nosso único conforto,
Salva-nos dos rochedos, do vento e do naufrágio.
Ajuda-nos com tuas preces para nos conduzir ao porto,
e mostra-nos teu Filho à beira das margens.

Jean Bertaut (1552-1611)

Uma fonte imensa, a enviar torrentes de graça


Santa Maria Madalena de Pazzi se tornou carmelita no convento de Santa Maria degli Angeli, em Florença, época em que se iniciava uma primeira série de experiências místicas de rara intensidade: os "Quarenta dias" que se estenderam até julho de 1854. Êxtases de duas a três horas de duração, durante os quais ela guardou o uso da palavra, locuções, estigmas, visões, participação moral e física na Paixão de Cristo, revelações centradas no Cristo sofrente etc.

Suas visões da Virgem (Imaginárias), são variadas e ricas quanto ao plano teológico e simbólico: "Parecia-me ver a santíssima Virgem no Paraíso, à direita de Jesus; ela parecia dizer-me a sorrir: "Tu não te dás conta do dom que recebeste no dia em que tomaste o véu." Este dom era a pureza da Virgem que eu tinha recebido de Jesus . Eu via a Virgem tão linda que não consigo exprimir; (...)
Eu via que, do coração da Virgem Maria jorravam duas fontes; uma, de leite, e a outra, de sangue. A de leite se espalhava sobre todas as almas bem-aventuradas do Paraíso (...). A de sangue se espalhava sobre todas as criaturas (...)
Eu também vi a Virgem recitar este versículo: "Palavras felizes jorram do meu coração, quando recito poemas para o Rei" (Sl 45, 2); a palavra que dela se originava, era Jesus, que ela colocou no mundo para nós. E a Virgem cantava esta obra ao Rei, quer dizer, ao Pai eterno; eu vi que havia uma fonte imensa, onde numerosos chafarizes espalhavam suas linfas por toda a parte, orvalhando o mundo inteiro, a enviar torrentes, rios de graças".

Segundo a obra "Os Quarenta dias", nº 54, 65 e 139
e o Dicionário das aparições, do Padre René Laurentin - Fayard, 2007
Fonte: Minuto com Maria

Após a Santíssima Trindade, é Ela a quem devemos amar



Não devemos duvidar do fato de que a bem-aventurada Mãe e Virgem Maria, possuidora de um coração vigoroso e determinação sempre constante, desejava dar seu Filho para a salvação do gênero humano, de tal forma que a Mãe viveu, em tudo, conforme o Pai. E, em relação a esta verdade, o que mais devemos louvar e prezar é que Ela tenha aceitado que seu Filho único fosse sacrificado para a salvação dos homens. E, no entanto, Ela se condoía tanto com as dores do Filho que, de bom grado, e se possível, teria tomado sobre si os tormentos sofridos por Ele. Maria foi verdadeiramente forte e terna, doce e rigorosa ao mesmo tempo, rígida consigo mesma, pródiga para conosco! É, pois, a Ela que devemos amar e venerar acima de todas as coisas, em segundo lugar, após levarmos nosso amor à suprema Trindade e a seu Santíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo mistério divino não pode ser expressado por língua alguma.

São Boaventura

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