Archive for Setembro 2011

Práticas de devoção em Honra de Maria Santíssima

Os devotos de Maria celebram com muita atenção e fervor as novenas de suas festividades. E durante elas a Santíssima Virgem lhes dispensa, com muito amor, as graças inúmeras e especialíssimas. Viu um dia Santa Gertrudes, debaixo do manto de Maria, uma multidão de almas que nos dias precedentes tinham se preparado, por meio de devotos exercícios, para celebrar a festa da Assunção.
São os seguintes os exercícios que se podem praticar nas novenas:

1. Práticas piedosas

a) Fazer oração mental, de manhã e à tarde, e visitar o Santíssimo Sacramento, acrescentando 9 Pai-Nossos e Gloria Patri.

b)Todos os dias visitar alguma imagem da Virgem e então agradecer ao Senhor as mercês que lhe concedeu, e pedir a Maria um favor especial para si mesmo.

c) Fazer numerosas jaculatórias a Jesus e a Maria. Nada podemos fazer, que seja mais agradável à nossa Mãe, do que amar a seu Filho. Disse-o ela a Santa Brígida: Se queres que eu seja tua devedora, ama a meu Filho Jesus.

d) Ler, durante um quarto de hora, algum livro que lhe trate das glórias.

2. Exercícios de penitência. Com a devida licença do confessor, impor-se alguma mortificação exterior, como o cilício, o jejum, a abstinência de frutas à mesa, de comidas mais saborosas. Melhores são, entretanto, durante essas novenas, as mortificações interiores, como abster-se de ver e ouvir curiosidades, entregar-se ao retiro, ao silêncio, à obediência; evitar a impaciência nas respostas, suportar as contrariedades e outras semelhantes. Elas se podem praticar com menor perigo de vanglória, e maior merecimento, dispensando até a licença do diretor espiritual.

3. Exercício mais proveitoso, porém, será tomar, desde o princípio da novena, o propósito de corrigir-se de algum defeito a que se é mais inclinado. Por isso é bom, por ocasião das visitas acima mencionadas, pedir perdão das culpas passadas, renovar o propósito de nunca mais cair, e implorar para esse fim o auxílio de Maria.

4. O obséquio mais agradável a Maria, entretanto, é imitação de suas virtudes. Assim é bom, em cada novena, propormo-nos alguma virtude especial de Maria, a mais adaptada ao mistério que se celebra. Por exemplo, na festa da Conceição, a pureza de intenção; na festa da Natividade, a renovação do espírito; na Apresentação, o desapego daquilo a que nos sentimos mais presos; na Anunciação, a humildade e o amor dos desprezos; na Visitação, a caridade para com o próximo, fazendo esmolas, ou pelo menos rezando pelos pecadores; na Purificação, a obediência aos superiores; e finalmente, na Assunção, a prática do desapego, fazendo tudo como preparação à morte, e aplicando-nos em viver cada dia como se fosse o último da vida. Desse modo as novenas produzirão grandes resultados.

5. Muito recomendável é a comunhão frequente, e mesmo diária, durante a novena. Dizia o Padre Ségneri, que não podemos honrar melhor a Maria, do que por meio de Jesus. A Virgem (segundo o Padre Crasset) revelou a uma alma santa que não se lhe pode oferecer coisa mais cara do que a santa comunhão, porque é aí que o Salvador colhe nas almas os frutos de sua Paixão. É claro, pois, que a Santíssima Virgem nada deseja mais de seus devotos, que os ver receber a santa Comunhão.

6. Finalmente, no dia da festa, depois da comunhão, é preciso oferecermo-nos ao serviço dessa divina Mãe, pedindo-lhe a virtude que nos propusemos na novena, ou alguma outra graça especial. E é bom escolher cada ano, entre as festas da Virgem, uma para a qual nos prepararemos com maior fervor. Nesse dia então de novo nos consagraremos de um modo mais especial ao ser serviço, elegendo-a por Senhora nossa, Advogada e nossa Mãe. Então lhe pediremos perdão das negligências cometidas em seu serviço, durante o ano findo, com a promessa de maior fidelidade para o ano vindouro. Pedir-lhe-emos, finalmente, que nos aceite por servos, e nos alcance uma santa morte.

Fonte: Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, tradução do padre Geraldo Pires, CSSR, 17ª edição, Editora Santuário, Aparecida, SP; págs. 446-448.

Vida Mariana


Sem dúvida, é-nos impossível trazer na mente e no coração a figura de Maria, sem nos sentir movidos ao seu amor, sem experimentar a necessidade de lho demonstrar, procurando dar-lhe prazer e viver como verdadeiros filhos seus. Desse modo a vida “mariana”, isto é, a vida de intimidade com Maria, pode penetrar toda a nossa vida “cristã” e conduzir-nos à maior fidelidade no cumprimento dos deveres, porque nada pode agradar mais à divina Mãe do que ver os filhos cumprirem com amor a vontade do seu Jesus.

Por outro lado, a vida cristã vivida assim sob o olhar materno de Maria adquire aquela especial ternura e suavidade que nascem da companhia contínua da Mãe dulcíssima que rodeia de atenções os que a amam e a ela, confiantes, recorrem.

A verdadeira devoção a Nossa Senhora “não consiste… em estéril e passageiro sentimento… mas procede da fé verdadeira, pela qual… somos impelidos ao filial amor para com nossa Mãe e à imitação de suas virtudes” (LG 67). A imitação de Maria é justamente um dos principais aspectos da vida mariana.

Só Jesus é o “caminho” que conduz ao Pai, e nosso único modelo; porém, quem mais que Maria é semelhante a Jesus? Quem mais que Maria pode dizer que tem em si os mesmos sentimentos de Cristo? “Ó Senhora – exclama são Bernardo –, Deus habita em vós e vós nele… com a substância de vossa carne o revestis, e ele vos reveste com a glória de sua majestade” (De duod. Praerog. 6).

Habitando no seio puríssimo da Virgem, Jesus a revestiu de si, tornou-a participante de suas perfeições, infundiu nela seus sentimentos, desejos, afetos e vontades. Maria, por sua vez, abandonou-se inteiramente a ele e foi totalmente transformada nele, de tal modo que se tornou sua mais fiel cópia. “Maria – canta a Liturgia antiga – é imagem perfeitíssima de Cristo, pelo que bem podemos dizer que imitar Maria é imitar Jesus. Justamente por isso a Igreja a escolhe e a propõe como modelo.

Assim como não amamos Maria por si mesma e, sim, em relação a Cristo de quem é Mãe, assim também não a imitamos por si mesma, e sim, em relação a Cristo de que é a mais fiel imagem. Jesus é o único caminho para o Pai, e Maria é o caminho mais seguro e fácil para chegarmos a Jesus. Encarnando em si as perfeições do Pai, tornou Jesus possível a imitação de Deus; e Maria, tendo copiado em si as perfeições de Jesus, tornou-as mais acessíveis e as pôs mais ao alcance dos homens. Por outro lado, ninguém mais que ela pode dizer: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1Cor 11,1). Como Jesus veio a nós por meio de Maria, assim é justo que os fiéis vão a Jesus por meio dela.

Extraído de: Madalena, Gabriel de Sta. Maria. Intimidade Divina. São Paulo: Loyola, 1988, pp. 373-374.

Fonte: Revista Shalom Maná

A FÉ: significado e seus benefícios



Do Sermão sobre o Credo, proferido por São Tomás de Aquino, na cidade de Nápolis, Itália, durante a quaresma de 1273.
O primeiro bem necessário para o católico é a fé. Sem a fé ninguém pode ser chamado de fiel cristão.
1 — O seu primeiro bem é a união da alma com Deus.
Pela fé realiza-se uma espécie de matrimônio entre a alma e Deus, conforme se lê no Profeta Oséias: “Desposar-te-ei na fé”. (Os 2, 20).
Quando o homem é batizado, deve, em primeiro lugar, confessar a fé ao responder à pergunta — crês em Deus? — porque o batismo é o primeiro sacramento da fé. O Senhor mesmo disse: “O que crer e for batizado será salvo” (Mc 16, 16).
O batismo sem a fé é destituído de valor. Deve-se, portanto, ter por certo que ninguém pode ser aceito por Deus sem a fé. “Sem a fé é impossível agradar a Deus”, diz S. Paulo (Heb 11, 6).
Sto. Agostinho, comentando este texto da carta aos Romanos — “Tudo o que não procede da fé é pecado” (14, 23), assim se expressa:
2 — O segundo bem é este: pela fé é iniciada, em nós, a vida eterna.
A vida eterna não consiste senão em conhecer a Deus, conforme lê-se em S. João: “Esta é a vida eterna, que Vos conheçam como único Deus verdadeiro”. (Jo 17. 3). Esse conhecimento de Deus inicia-se aqui pela fé, mas é completado na vida futura, quando O conhecermos tal como é. Por isso lê-se na carta aos Hebreus: “A fé é a substância das coisas que se esperam” (11. 11). Ninguém alcançará a bem-aventurança eterna, sem que tivesse primeiramente o conhecimento de fé, pois está escrito: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20, 29).
3 — A vida presente é a orientada pela fé: eis o terceiro bem.
Para que o homem viva bem, convém que conheça os princípios do bem viver. Se pelo próprio esforço devesse aprender esses princípios, não chegaria a conhecê-los, ou só os poderia conhecer após um longo tempo. Mas a fé ensina todos os princípios do bem viver. Ora, lá ensina que há um só Deus, que Deus recompensa os bons e pune os maus, que existe uma outra vida, e outras verdades semelhantes. Esse conhecimento é suficiente para nos levar a praticar o bem e evitar o mal, pois diz o Senhor: “O meu justo vive da fé” (Hab 2,4).
Eis porque nenhum filósofo antes da vinda de Cristo, apesar do grande esforço intelectual que despendiam, pôde chegar ao conhecimento de Deus e dos meios necessários para alcançar a vida eterna. Entretanto, depois do advento do Cristo, qualquer velhinha chegou pela fé. Eis porque Isaías profetizou assim esse advento: “Encheu-se a terra da ciência de Deus” (11, 23).
4 — O quarto bem é que, pela fé, se vence as tentações, conforme lê-se nas Escrituras: “Os santos pela fé venceram os reinos” (Heb 11, 23).
As tentações procedem do diabo, do mundo, ou da carne.
O diabo tenta para que tu não obedeças nem te submetas a Deus. Ora, é pela fé que o repelimos, porque é pela fé que conhecemos que há um só Deus e que só a Ele devemos obedecer. Por isso escreveu São Pedro: “O diabo, vosso adversário, está rondando para ver se devora alguém: a ele deveis resistir pela fé” (1 Pd 5,8).
O mundo nos tenta, seduzindo-nos na prosperidade, ou nos atemorizando nas adversidades. Mas ambas as tentações vencemos pela fé. Ela nos faz crer numa vida melhor, e, por isso, desprezamos as prosperidades do mundo e não tememos as adversidades. Eis porque está escrito: “Esta é vitória que vence o mundo, a vossa fé” (1 Jo 5, 4). Além disso, a fé nos ensina a acreditar que há males maiores, isto é, que existe o inferno.
A carne nos tenta, conduzindo-nos para os deleites momentâneos da vida presente, mas a fé nos mostra que por eles, se a eles indevidamente aderimos, perderemos os deleites eternos. Por isso nos aconselha o Apóstolo: “Tende sempre nas mãos o escudo da fé” (Ef 6, 16).
Por essas razões fica provado que é muito útil ter fé.
5 — Mas pode alguém objetar: é insensatez acreditar naquilo que não se vê: não se deve crer senão naquilo que se vê.
Respondo a essa objeção com os seguintes argumentos.
Primeiro argumento – É a própria imperfeição da nossa inteligência que desfaz essa dúvida. Realmente, se o homem pudesse, por si mesmo, conhecer perfeitamente as coisas visíveis e invisíveis seria insensato acreditar nas coisas que não vemos. Mas o nosso conhecimento é tão limitado que nenhum filósofo até hoje conseguiu perfeitamente investigar a natureza de uma só mosca. Conta-se até que certo filósofo levou trinta anos no deserto para conhecer a natureza das abelhas. Ora, se a nossa inteligência é tão limitada assim, é muito maior insensatez não querer acreditar em algo a respeito de Deus a não ser naquilo que o homem pode conhecer por si mesmo d’Ele. Lê-se no livro de Jó: “Eis como Deus é grande e ultrapassa a nossa ciência” (36, 26).
Segundo argumento – Consideremos, por exemplo, um mestre que assimilou uma verdade e de um aluno pouco inteligente que a entendeu diversamente, porque não a atingiu. Ora, esse aluno pouco inteligente deve ser considerado como bastante tolo. Sabemos que a inteligência dos Anjos ultrapassa a do maior filósofo, como a deste, a inteligência dos ignorantes. Portanto, seria tolo o filósofo que não acreditasse nas coisas ditas pelos Anjos. Ele seria muito mais tolo se não acreditasse nas coisas ditas por Deus. Lê-se, a esse respeito, nas Escrituras: “Foram-te apresentadas muitas verdades que ultrapassam a inteligência do homem” (Ec 3, 25).
Terceiro argumento. – Se o homem não acreditasse senão nas coisas que vê, nem poderia viver neste mundo. Pode alguém viver sem acreditar em outrem? Como podes tu saber que este é teu pai? É, pois, necessário que o homem acredite em alguém, quando se trata de coisas que por si só não as pode conhecer. Ora, ninguém é mais digno de fé do que Deus. Por conseguinte, os que não acreditam nas verdades da fé não são sábios, mas tolos e soberbos. São Paulo refere-se a esses como sendo — “soberbos e ignorantes…” (1 Tm 6, 4). Por isso S. Paulo diz de si: “Sei em quem acreditei e tenho certeza…” (2 Tm 1, 12). Tudo isso é confirmado no Livro do Eclesiástico: “Vós que temeis o Senhor, acreditai n’Ele” (2, 8).
Quarto argumento. – Pode-se ainda responder dizendo que Deus comprova as verdades da fé. Se um rei enviasse suas cartas seladas com o selo real, ninguém ousaria dizer que aquelas cartas não vinham do próprio rei. E claro que as verdades nas quais os santos acreditaram e que nos transmitiram como sendo de fé cristã, estão seladas com o selo de Deus. Esse selo é significado por aquelas obras que uma simples criatura não pode fazer, isto é, pelos milagres. Pelos milagres Cristo confirmou as palavras doApóstolo e dos Santos.
Pode, porém, replicar dizendo que ninguém viu esses milagres. É fácil responder a essa objeção. É conhecido que toda a humanidade prestava culto aos ídolos e que a fé cristã foi perseguida, confirmando-o, além do mais, a história do paganismo. Converteram-se todos, porém, em pouco tempo a Cristo. Os sábios, os nobres, os ricos, os governos e os grandes converteram-se pela pregação de poucos homens rudes e pobres. Ora, de duas uma: ou se converteram por que viram milagres, ou não. Se foi porque viram milagres que se converteram, essa objeção não tem sentido. Se não o foi, respondo que não poderia haver maior milagre que esse de todos os homens converterem-se sem terem visto milagres. Deves te dar por vencido.
Conclusão. – Eis porque ninguém pode duvidar da fé. Devemos acreditar mais nas verdades da fé do que nas coisas que vemos, por que a vista do homem pode falhar, mas a ciência de Deus é sempre infalível.

Fonte:aascj.org.br

Quem foram os Apostolos


Tiago Menor
Também conhecido como Saint James, the less
Tiago é chamado de o Jovem ou o Justo, nome dado a ele na lista dos discípulos feita por Mateus, Marcos e Lucas e ainda mencionado nos Atos dos Apóstolos.
Ele era filho de Alfeu e de Maria, uma prima de da Virgem Maria, era conhecido como "o menor" apenas para distingui-lo de Tiago, "o maior" (irmão de João) que era mais velho e bem mais alto.
De acordo com Marcos ele estava com as mulheres Maria (chamada de mãe de Tiago por Marcos) e Maria Madalena na crucificação de Jesus. Ele é também chamado primo em primeiro grau de Jesus.

Ele é o mais controvertido e estudado dos apóstolos.
Este Tiago seria o mesmo "Tiago da Epistola de Tiago" que começa chamando a si próprio de "servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo" o que pode indicar que isso era um título oficial da Igreja da época. Tiago usa o tom de autoridade de quem era bem conhecido na Igreja e acostumado a usar de sua autoridade.
Autoridades bíblicas consideram este Tiago, filho de Alfeu como Tiago "irmão do senhor", mas modernos escolares acham que talvez tenha havido dois com o nome de Tiago, um filho de Alfeu e um dos 12 apóstolos; e o outro que seria um primo em primeiro grau.
Temos ainda que Tiago fala dos apóstolos no tempo passado e não se identifica como sendo um deles, uma aparente distinção entre o Tiago da Epístola e o Apóstolo Tiago citado em Co. 15:7; além do elegante estilo literário grego usado pelo autor da Epístola, bem diferente do que seria usado por um camponês da Galiléia.
O nome Tiago o menor, é definitivamente referido ao filho de Alfeu por causa da referencia de Marcos em 15:40 onde ele é chamado de Tiago menor ou Tiago, o jovem (teria sido o primeiro bispo de Jerusalém, e um dos pilares da igreja o qual São Paulo consultou sobre os Evangelhos) e de acordo com a tradição, Tiago foi atirado do alto de seu templo pelos fariseus e depois apedrejado lá pelos anos de 62 DC.
Sua festa é celebrada no dia 3 de maio.

Tiago (Maior)

Também conhecido como Saint James, the Greater
Apóstolo, santo patrono da Espanha como Santiago, tem em sua honra um grande templo em Compostela.
Filho de Zebedeu e Salomé ele pescava para viver com o seu irmão João (o evangelista) na Galiléia .
Mateus, Marcos, e Lucas atestam o seu chamamento por Cristo.
Cristo deu a Tiago e a João o apelido "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo e queriam sofrer com Jesus como testemunhas.
Tiago estava com Pedro e João quando Jesus ressuscitou a filha de Jairo dos mortos.
Estes mesmos três apóstolos estavam também presentes na " Transfiguração" e na "Agonia no Jardim das Oliveiras".

Tiago, o maior, é considerado o protomártir dos apóstolos, morto pelo Rei Heródes Agrippa em Jerusalém. Ele foi decapitado e seu martírio é o único relatado pelos apóstolos no Novo Testamento.
Foi o primeiro bispo de Jerusalém, cuja igreja dirigiu entre 42 e 62 d.C.
Como "irmão" de Jesus, era respeitado na congregação Judáico-Cristã.
De acordo com a tradição ele pregou na Espanha antes de sua morte e por isso tornou-se o santo mas venerado dos santos espanhóis.
É costume aceito na Espanha que os seus restos mortais foram levados para Compostela durante a Idade Media.
Na arte litúrgica ele é mostrado como um velho senhor e as vezes como um peregrino.
Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.

João

São João nasceu na Galiléia em 6 DC, era filho de Zebedeu e Salomé e era o irmão mais novo de Tiago, o Maior.
Os dois irmãos viviam da pesca no Lago Genesare até serem chamado por Jesus.
João seria o discípulo mais amado do Senhor e é dito que teria escrito o Livro das Revelações (o Apocalipse), o último livro da Bíblia, quando estava em exílio na ilha de Patmos perto da costa da Turquia . Este livro é uma soberba conclusão das sagradas escrituras. O livro do Gênesis começa com a odisséia do homem ao ser expulso do Éden e o Livro das Revelações seria uma visão de encorajamento a espera do homem, para o retorno ao Paraíso.
João é o mais jovem dos apóstolos tendo cerca de 25 anos ao ser chamado.
João deve ter sido um seguidor de João Batista , porque ele relata todas as circunstancias da vida do Precursor de Jesus e, embora por modéstia, ele esconda as vezes o seu nome em algumas partes do Evangelho que tem o seu nome.

Cristo deu a Tiago e a João o apelido de "Filhos do Trovão" para expressar a sua natureza apaixonada. Eles queriam chamar o fogo do céu para os Samaritanos que rejeitaram Cristo. Queriam sofrer com Jesus como testemunhas. Este santo heroísmo beneficia a fé, porque permite a eles propagar a lei de Deus sem medo do poder dos homens.
Era mesmo João o mais amado de Cristo? Primeiro, pelo amor que João dava a Ele e depois pela sua humildade e a sua disposição pacífica fazia com que João fosse muito parecido com Cristo e ainda a sua singular pureza e virgindade, segundo alguns, teria feito que ele tivesse mais valor perante o Senhor.
Que João era um dos mais próximos de Jesus é evidente já que somente ele, Pedro e Tiago estavam presentes a eventos importantes, tais como a Transfiguração, a cura da sogra de Pedro, a ressurreição da filha de Jairo e a Agonia no Jardim das Oliveiras.
Por essa razão São Paulo nomeia João, Pedro e Tiago como sendo os líderes ou os pilares da Igreja de Jerusalém.
Ele e Pedro foram os primeiros apóstolos na tumba do Cristo ressuscitado.
Na ultima ceia ele se inclinou e se apoiou no peito de Jesus e foi o único apóstolo presente a crucificação, onde Jesus deu a ele a tarefa de cuidar de Sua mãe a Virgem Maria e de Seus amigos.
Ele estava na Corte porque conhecia os altos sacerdotes e ele conseguiu que os serventes da Corte do Califa deixassem São Pedro entrar.
Mais tarde quando Cristo apareceu para eles no lago e com eles comeu, João por instinto reconheceu quem era e disse a Pedro.
Ele viveu por 70 anos após a morte de Jesus.
Por muito tempo ele continuou junto a São Pedro. Eles estavam juntos quando o homem é curado no Portão do Paraíso e foram presos juntos e apareceram diante do Sanhedrin juntos.
Ele acompanhou Pedro a Samaria para transmitir o Espirito Santo aos novos convertidos.
João permaneceu em Jerusalém alguns anos após a Ascensão de Jesus embora algumas vezes ele pregou no exterior, visto que São Paulo (alguns anos após a sua conversão) encontra-se com João e confirma sua missão aos gentios.
Ele provavelmente foi um assistente ao Conselho de Jerusalém.
A tradição diz que seus afazeres apostólicos foram primeiro para os judeus nas províncias de Parthia, onde ele plantou a fé cristã.
Ele voltou de novo a Jerusalém no ano de 62 DC para se reunir e conferenciar com outros apóstolos que ainda viviam.
Depois disto ele foi para Éfesus (Turquia) onde deu a Ásia Menor a sua particular atenção e onde ele estabeleceu igrejas e dirigiu congregações.
Com quase toda certeza, João estava presente a morte da Virgem Maria em Éfesus.
É provável que ele tenha colocado bispos em todas as Igrejas da Ásia porque enquanto os apóstolos viveram, eles supriram as igrejas com suas próprias nomeações em virtude do poder recebido do próprio Jesus.
Uma veia de caridade percorre toda a vida de São João e é a grande lei da fé cristã, sem a qual todas, as pretensões a uma Religião Divina seriam em vão e sem valor.
Nos anos 95 durante a Segunda perseguição do Imperador Domiciano, João foi preso na Ásia e levado para Roma onde conseguiu escapar ao martírio de forma milagrosa. Tertuliano diz que ele saiu de dentro de um caldeirão de óleo fervendo sem nenhum dano aparente. Seus perseguidores atribuíram este milagre a feitiçaria e ele foi exilado na ilha de Patmos.
Relatos deste julgamento dão a ele o título de mártir, embora ele seja o único apostolo que não morreu martirizado. Entretanto, este fato vem de encontro a previsão de Cristo de que João beberia do cálice do sofrimento.
Na ilha de Patmos já com idade extremamente avançada, ele teria sido favorecido com uma visão que foi descrita e relatada no Livro das Revelações (Apocalipse).
O seu exílio não teve longa duração visto que, com a morte de Domiciano, seus éditos foram declarados nulos pelo Senado Romano por serem suas sentenças muito duras e cruéis. João estava livre para voltar a Éfesus de novo em 97 DC.
Alguns acham que ele escreveu o seu Evangelho quando retornou a Éfesus já com 92 anos de idade. A tradição identifica João como o autor do 4° Livro do Evangelho já no século segundo.
O Livro das Revelações, também atribuído a ele, é tão diferente em pensamento, conteúdo e estilo do genuíno escrito joanino, que parece ser mais um produto dos seus seguidores.
Quando a fraqueza apoderou-se dele e ele não mais podia pregar, era carregado para a assembléia dos fiéis e constantemente ele era ouvido dizer : "Minhas queridas crianças, amai uns aos outros" e quando perguntado porque repetia sempre as mesmas palavras disse :"Porque é o preceito mais importante do Senhor e se vocês o cumprirem será o bastante".
São João morreu em Éfesus quando tinha mais de 92 anos de idade .
Na arte litúrgica da Igreja, São João geralmente é representado como um jovem belo, as vezes como um patriarca , as vezes com o livro do Evangelho nas mãos ou com o "Atos dos Apóstolos", ou com o Livro das Revelações , ou escrevendo o Livro das Revelações na ilha de Patmos ( algumas vezes é representado com o demônio voando para fora do seu tinteiro), as vezes com uma águia representando a majestade do Evangelho e as vezes dentro de um caldeirão de óleo, as vezes bem velho lendo ou escrevendo, ou as vezes levantando Drusilla dos mortos ou ainda sendo carregado pelos anjos ao céu .
Sua festa é celebrada no dia 27 de dezembro

Mateus (Levi)

São Mateus foi um apóstolo chamado Levi ou Mateus de Levite.
Ele provavelmente nasceu na Galilea e trabalhou como coletor de impostos em Cafarnaum quando Cristo o chamou para o seguir.
São Mateus é o autor do primeiro evangelho escrito entre os anos 60 e 90. Escrito provavelmente em Hebraico ou em Aramaico na sua forma original.
Alguns escolares acham que provavelmente São Mateus estava na Antiópia, Síria quando escreveu o Evangelho.
Ele pregava em Jerusalém e depois foi para a Etiópia.
São Mateus no seu Evangelho, provê um retrato extremamente bem feito de Cristo, inclusive sua genealogia, ministério, paixão, e ressurreição.

Todo o seu evangelho é destinado a prover uma verdadeiro reconhecimento de que Cristo era o Messias .
São Mateus é representado no arte litúrgica por um anjo segurando uma lança, uma moeda e uma pena.
Sua festa é celebrada no dia 21 de setembro.

Judas Tadeu

Teria nascido em Canã, local do primeiro milagre de Jesus.
Foi um dos membros do primeiro time de Jesus, e teria sido o noivo das bodas do primeiro milagre de transformar a água em vinho para poupar o embaraço dos noivos; mas na verdade foi muito mais importante o milagre, porque teria sido para atender a um pedido de sua mãe Virgem Maria, a razão de Jesus antecipado o tempo do inicio dos seus milagres.
São Judas era o noivo nas Bodas de Canã e alguns estudiosos dizem que este milagre foi a causa de Judas Tadeu se tornar um seguidor de Jesus.
Lucas também chama Judas o "Zealote" (o fanático). Alguns escolares acham que o "zealot" seria zeloso e não fanático devido ao fervor com que São Judas Tadeu seguia a lei judaica e mais tarde os ensinamentos de Jesus.
São Judas é descrito nos evangelhos como um parente de Jesus pois era irmão de Tiago, o menor.

Ele é o autor do menor dos livros do Novo Testamento: "A carta de Judas"; embora no versículo 17 desta carta, deixa uma dúvida de que talvez os apóstolos de Jesus já haviam morrido.
A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planejava escrever uma carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a igreja para acautelar-se contra eles.
A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas" diz que após pregarem no Egito, Simão juntou-se a Judas e foram em missões para a Pérsia.
Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na Pérsia, na cidade de Sufian (Siani); embora a tradição oriental diz que Simão morreu pacificamente em Edessa.
Como São Tadeu, Judas tem sido confundido também com Santo Addai na Mesopotania .
Vários estudiosos das escrituras, acreditam que Judas foi morto com uma serra ou um facão.
Na arte litúrgica da Igreja São Judas Tadeu é mostrado como um homem de meia idade com uma serra ou um livro ou um barco. Algumas vezes ele é mostrado segurando um remo e algumas vezes um peixe.
Suas relíquias estariam em Rheims e Touluse, França.
Ele é venerado como um dos mais populares santos da Igreja e é considerado o patrono das causas perdidas.
No Brasil, só perde em popularidade para São Jorge, mas alguns observadores ponderam que São Jorge é o mais popular, devido a invocações em práticas nada cristãs.
Sua festa é celebrada no dia 28 de outubro.

Pedro

Pedro também chamado Simão Pedro ou Cefas (a rocha) foi o primeiro Papa, foi o príncipe dos apóstolos e o fundador, junto com São Paulo da Santa Sé de Roma.
Pedro era um nativo de Bethsaida, perto do lago Tiberias, era filho de João e trabalhava, como o seu irmão Santo André, como pescador no Lago Genesareth.
André ( primeiro discípulo de Jesus) introduziu Pedro a Jesus e Jesus chamou Pedro para se tornar um de seus discípulos.
Em Lucas é recontada a história de que Pedro, capturando imensa quantidade de peixes, ajoelhou-se diante de Jesus e o Senhor lhe disse: "Não tenhas medo por que de agora em diante serás pescador de homens".

Jesus também deu a Simão um novo nome, Cefas ou Rocha ( daí Pedro, do grego Petros ou pedra).
Tornando-se um discípulo de Jesus, Pedro o reconheceu com o "Messias, filho do Deus vivo e Jesus respondeu dizendo"......e tu és Pedro e sobre esta pedra (ou rocha–em grego) Eu construirei a minha igreja e te darei as chaves do reino do céu. Tudo que juntares na terra ficará juntado no céu; e tudo que deixares solto na terra ficará solto no céu."
Pedro sempre foi mencionado como o primeiro dos apóstolos em todas as passagens do Novo Testamento e um membro do circulo interno de Jesus com Tiago e João.
Ele é mencionado, mais do que qualquer outro discípulo, e estava ao lado de Jesus na Transfiguração, na cura da filha de Jairo, na agonia do Jardim das Oliveiras.
Ele ajudou a organizar a Ultima Ceia e teve um papel relevante na Paixão.
Quando o Mestre foi preso ele cortou com espada a orelha direita do escravo do Sumo Sacerdote Malchus.
Ele negou a Jesus três vezes, como havia predito Jesus e depois chorou amargamente.
Após a ressurreição, Pedro foi a tumba com outro discípulo (provavelmente João) logo após ter sido informado por uma das mulheres.
A primeira aparição do Cristo Ressuscitado foi perante Pedro antes dos outros discípulos e quando o Senhor apareceu diante dos discípulos em Tiverias, deu a Pedro o famoso comando: " alimente meu rebanho ....cuide do meu rebanho....alimente o meu rebanho".
Varias vezes imediatamente após a Ressurreição, Pedro é inquestionavelmente o líder dos apóstolos.
Sua posição ficou ainda mais evidente quando ele indicou o substituto de Judas Iscariotes e foi o primeiro a falar para as multidões que se juntaram após a descida do Espirito Santo no Pentecostes.
Foi o primeiro apóstolo a fazer milagres em nome do Senhor.
Pedro foi o instrumento para trazer o evangelho a todos. Batizando o pagão romano Cornélius, e dando no Consílho de Jerusalém o sua orientação para que a Nova Igreja convertesse a todos e se tornasse universal.
Esta é a grande mensagem de Pedro: a igreja de Jesus é universal!
Preso pelo rei Heródes Agrippa , ele foi ajudado a escapar por um anjo.
Ele continuou os seu apostolado em Jerusalém e seus esforços missionários inclusive viagens a cidades pagãs como Antioch, Corinto, e eventualmente Roma.
Ele fez referência a Cidade Eterna na sua primeira Epístola fazendo notar que ele estava escrevendo da Babilônia (nome dado a Roma pelos primeiros cristãos).
É certo que Pedro morreu em Roma e que seu martírio ocorreu no reinado do Imperador Nero, provavelmente em 64 DC.
De acordo com a tradição Pedro foi crucificado de cabeça para baixo porque declarou não ter o mérito de ser morto da mesma maneira que o seu Mestre.
Ele teria sido sepultado em Roma na Colina onde é o hoje o Vaticano, e escavações sob a Basílica de São Pedro teriam encontrado sua tumba e suas relíquias estão debaixo do altar de São Pedro.
Desde dos primeiros anos da Igreja, Pedro é reconhecido com o Príncipe dos Apóstolos e o Primeiro Sumo Pontífice. Assim teve uma posição de supremacia sobre toda a Igreja Católica.
Na arte litúrgica da Igreja, São Pedro é mostrado como um velho homem segurando uma chave e um livro.
Seus símbolos são: uma cruz invertida, um barco (barco de Jesus)e um galo (tripla negação de Jesus).
Pesquisando um pouco mais sobre São Pedro verificamos que ele tinha uma esposa e que ele viveu em Cafarnaum, com a sua sogra (a sua esposa não é mencionada) na casa dela, mais ou menos no início da pregação de Jesus nos anos 26-28 DC. Assim é de se supor que Pedro foi casado durante algum tempo.
Sua festa é celebrada no dia 29 de junho.

Felipe

De acordo com São João, evangelista Felipe veio de Bethsaida , a cidade de André e seu irmão Pedro e pertencia ao grupo de discípulos que acompanhavam São João Batista.
Felipe estava presente quando João indicou Jesus como o "Cordeiro de Deus".
Cristo chamou Felipe de discípulo no dia seguinte a escolher André e Pedro como seus discípulos.
Nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas todos se referem a Felipe na sua lista usualmente colocando-o no quinto lugar logo após Pedro, André, Tiago e João.
O evangelho de João oferece mais informação sobre o discípulo, mencionando que no relato da milagrosa multiplicação dos pães é a Felipe que Jesus dirige a bem conhecida pergunta: "Onde compraremos pão, para que esta gente possa comer?" Felipe não entende o significado da pergunta e depois de haver dado uma olhada ‘a multidão disse: " Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que cada um receba um pedaço."
Aparece ainda na memorável conversa dele com Jesus quando Filipe disse : "Senhor, mostrai a nós o Pai e isto será o suficiente para nós" para o que Jesus respondeu: "Estou tão longe de você, por tanto tempo que você ainda não me reconhece, Felipe? Todo aquele que me vê, está vendo o Pai!...."
Tinha uma agradável personalidade, mas era um discípulo hesitante em forçar o seu ponto de vista ao outros.
Poucos detalhes se conhece das atividades de Felipe após a Ascensão do Senhor . Uma certa confusão ocorre entre Felipe, o Apostolo e Felipe o Evangelista mencionado no capitulo oitavo dos "Atos dos Apóstolos" .
Ele supostamente pregou em Phyygia, na Ásia Menor.
Clemente da Alexandria informa que Felipe morreu como um mártir durante o reinado do imperador Domitian (81-96) sendo crucificado de cabeça para baixo ou talvez teria morrido em Hierapolis na Ásia Menor.
As suas duas filhas foram mencionadas por Polycrates, bispo de Ephesus e muito reverenciadas nos primeiros anos da igreja católica.
Cumpre notar que Ephesus, hoje Efesos é uma cidade na Turquia quase limite com a Grécia, onde São João viveu seus últimos anos e aonde teria escrito o quarto evangelho e ainda onde teria vivido os seus últimos dias a Virgem Maria.

A festa de São Felipe é celebrada no dia 3 de maio.

Bartolomeu

É apresentado com o nome de Natanael Bar-Tholmai, isto é, filho de Tholmai, da cidade de Caná. Em hebraico, Tholmai quer dizer "arado ou agricultor". Todos os chamavam de "filho de Tholmai", o que originou o nome Bartolomeu.
Bartolomeu, apóstolo e mártir.
Ele foi um dos doze apóstolos mencionados nos "Atos dos Apóstolos".
Bartolomeu teria sido apresentado à Jesus por Felipe.
Bartolomeu viu os prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e glorificação, depois se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo entusiasmo as consequências de um testemunho comprometido.
Acredita-se que ele seja o Nathanael mencionado no evangelho de João.

A martirologia Romana credita a ele vários trabalhos missionários na Índia e na Armênia.
Oficiais armênios o condenaram e foi despelado vivo e depois decapitado.
Acredita-se ainda que ele pregou também na Mesopotania, Pérsia e Egito.
Um pequeno evangelho é também atribuído a ele.
Outras lendas e tradições dizem que Bartolomeu foi apedrejado e depois crucificado.
Sua relíquias estariam no Monastério de Backhole na Armenia. Outros remanescentes de seu corpo e relíquias estariam em Frankfurt no Main, em Lipari ,Sicília e Benevento na Itália.
O Rei Edward, o Confessor que reinou de 1041 a 1066 é tido como tendo guardado uma relíquia de sua faca.
Ele é o patrono dos padeiros ,alfaiates e sapateiros. Os mercadores de Florença também o chamam de padroeiro.
Ele é na liturgia católica mostrado com uma faca e um pedaço de pele ( por causa de sua morte).
Sua a festa é celebrada no dia 24 de agosto.

Simão

Simão era filho de Cleophas e Maria. Cleophas era irmão de São José e ela irmã de da Virgem Maria, assim Simão era primo irmão de Jesus.
Há indícios de que este Simão tenha sido o mesmo que é apontado como sendo irmão de São Tiago Menor.
Outra versão de modernos escolares diz que talvez tenha havido dois com o nome de Tiago, um filho de Alfeu e um dos 12 apóstolos; e o outro que seria um primo em primeiro grau ou um filho de José do seu primeiro casamento. Estudiosos sustentam que José era viuvo quando foi escolhido para se casar com a Virgem Maria e ser o pai de Jesus; e tinha vários filhos sendo um deles de nome Simão.(Judas, Justus, Tiago e Simão e as filhas Assia e Lídia).
Assim este Simão seria o Simão, o "zeloso" e irmão de Tiago menor. Não seria primo de Jesus, e sim irmão por parte do pai adotivo Jose esposo da Virgem Maria.
Também chamado de Canaanite ele era um dos apóstolos e foi mencionado varias vezes no Novo Testamento.
Conhecido como o "Zeloso" por sua dura obediência lei dos judeus, Simão foi um dos primeiros discípulos de Jesus.
Foi bispo em Jerusalém.
De acordo com a tradição no Ocidente, ele pregou no Egito e foi com Judas Tadeu a Pérsia onde ambos foram martirizados. Teria sido serrado ao meio.
Outra versão inclui a assertiva de que ele teria morrido calmamente em Edessa, com 106 anos e governado a igreja durante 43 anos.
Alguns escolásticos traduzem "zealot" com o sendo "zeloso" e outros como sendo "fanático" devido ao quase fanatismo de outro que Jesus também chamava de "zealot" que era São Judas Tadeu.
Na arte litúrgica da Igreja ele é representado segurando um peixe ou uma serra ou com em um barco segurando um remo.
Sua festa é celebrada no dia 18 de fevereiro.

André

Era filho de um pescador da Galiléia de nome Jonas e era irmão de Simão Pedro.
André vivia em Cafarnaum e era um seguidor de São João Batista antes de ser apresentado a Jesus.
Ele reconheceu Jesus imediatamente como sendo o Messias, e foi o seu primeiro apóstolo.
Foi André que apresentou Jesus a seu irmão São Pedro.
Com Pedro, João e Tiago, André formava o núcleo dos apóstolos de Jesus.
Ele é mencionado no novo testamento como estando presente nos mais importantes evento da vida e missão de Jesus.
Após a ressurreição de Cristo e Sua Ascensão André recebeu o Dom de Pentecostes com os outros apóstolos.
Historiadores do inicio da era cristã mencionam que ele conduziu missões na Capadócia, Galatia, Bithynia Scythia (do Mar Negro até áreas de parte da Turquia e Ásia)
Ele pregou também em Thrace, Macedonia e em Téssala na Grécia.
Ele foi crucificado numa cruz em forma de X em Patrae ,na Achaea .

André foi amarrado, não pregado de modo que seu sofrimento foi mais prolongado. Seu martírio ocorreu no reinado o do Imperador Nero em 30 de novembro de 60 DC.
Ele escapou varias vezes da prisão e de julgamentos e de algumas dessas fugas com a ajuda de anjos.
Ele enfrentou demônios, salvou um barco naufragado cheio de gente, trouxe pessoas de volta a vida, sofreu perseguições e foi atacado por multidões enfurecidas.
Quando ele foi a julgamento em Achaea, André brigou porque não merecia ser crucificado como seu mestre Jesus e ainda na cruz ele continuou a pregar por dois dias.
Perto de vir a morrer, uma luz divina envolveu o seu corpo e aqueles que tentavam atormenta-lo ficavam paralisados.
Até mesmo o governador romano Aegeas, ficou louco e sua esposa Maximila, que tinha sido batizada por André, foi quem o sepultou.
Santo André é o patrono da Escócia, Rússia, Grécia, Burgundy, Espanha, Sicília, Baixa Áustria, Nápoles, Ravenna, Brescia, Amalfi , Mantua , Manila, Bruges, Bordeux e Patras. Ele é ainda o padroeiro dos açougueiros, pescadores, mineiros, fazedores de cordas e dos casamentos.
Ele é invocado na proteção contra a gota, contra dores de garganta e tosse e pelos casais com problemas de infertilidade.
Algumas relíquias de Santo André foram levadas para Constantinopla (moderna Istambul) e outras relíquias para Ravenna, Milão, Brescia , Nola e Namur.
Santo André é mostrado na arte litúrgica da Igreja como pescador ou missionário e normalmente com a sua cruz em forma de X.
Sua festa é celebrada no dia 30 de novembro.

Tomé

Apóstolo e mártir, mais conhecido como Tomé o Incrédulo, é um dos doze apóstolos e é citado nos 4 evangelhos embora o de São João é o mais detalhado nas epistolas envolvendo Tomé.
Chamado por João Didymus, que em grego significa gêmeos, ele aparece em três momentos especiais:
Primeiro quando se proclama pronto para morrer por Cristo, dizendo no caminho para Bethany "Vamos morrer com ele". Depois quando ele diz a Jesus: "Mestre nós não sabemos onde você está indo: como vamos saber o caminho?" E prontamente Jesus responde " Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai, exceto através de mim".
Finalmente, Tomé duvida dos seus companheiros discípulos quando eles dizem que eles haviam visto Jesus ressuscitado: "Se eu não ver as marcas dos pregos nas suas mãos e não colocar o meu dedo nas chagas das mãos e minha mão em seu lado, eu não acreditarei". Mas ele grita "Meu Senhor e meu Deus " quando fica face a face com o Senhor.
( Alguns estudiosos pensam que esta dúvida foi propositadamente sugerida por Deus, para que fosse possível alguém tocar nas chagas de Jesus, ficando assim sem a menor duvida, que Jesus havia ressuscitado. Este raciocínio ainda é confirmado, porque a frase "Vamos morrer com ele" foi dita quando os outros apóstolos não queriam que Jesus fosse ressuscitar Lázaro dos mortos e Tomé insistiu e foi o maior milagre de Jesus).

São Gregorio, o magno em uma de suas homilias diz claramente:
" O que vocês pensam quando São Tomé não acreditou e Ele voltou para ser visto, ouvido, tocado e acreditado!? Uma maravilhosa Providencia Divina visto que Tomé era o único ausente e tudo foi arranjado por Ele para que Tomé fosse ser a maravilha da misericórdia Divina aos descrentes e Tomé ao tocar as feridas, curou a grande ferida da descrença.".
Pouco é conhecido sobre sua vida posterior a morte de Jesus embora Euzébius da Cesárea confirmou na sua "Historia Eclesiástica" que Tomé pregou entre os Parthias no Leste. Esta assertiva confirma as varias lendas e tradições de São Tomé teria sido um missionário na Índia, onde ele é considerado o fundador dos Cristãos Malabares, perto de Madras, uma descrição a qual é prescrita nos "Atos de Tomé", escrito em Syriaco durante o terceiro século e influenciado os Agnósticos.
Outros escritos atribuem a São Tomé o Evangelho de São Tomé , o Atleta, que outros consideram apócrifo.
Suas relíquias estão supostamente guardadas em um santuário em Ortona, na Itália.
Seus símbolos são a lança , o machado e o esquadro de carpinteiro.
Sua festa é celebrada no dia 3 de julho.


Judas Iscariotes

Seu nome verdadeiro era Judas de Simão.
Era originário da cidade de Kerioth. Todos os chamavam de "Ish-Keriot", que significava, "da cidade de Keriot". O que se deu o nome de Judas Iscariotes.
Suicidou-se por ter traído a Cristo "Ora, chegada a manhã, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem, e, maniatando-o, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador.
Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente.

Responderam eles: Que nos importa? Seja isto lá contigo.
E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se.
Os principais sacerdotes, pois, tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.
E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo do oleiro, para servir de cemitério para os estrangeiros.
Por isso tem sido chamado aquele campo, até o dia de hoje, Campo de Sangue.
Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, a quem certos filhos de Israel avaliaram, e deram-nas pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor."

Fonte:www.angelfire.com

IRMÃOS DE JESUS


Devido ao comentário postado por um ANÔNIMO em Maria na Bíblia, me sinto no compromisso de esclarecimentos referente a citação.
Infelizmente são muitos os irmãos que vivem em confusão,para se conhecer nossa historia de salvação em e por Jesus,é imprescindivel que se leia a Escritura em espírito de oração e não com espírito critico, somente sob a Luz do Espírito Santo é que podermos ver e seguir a VERDADE revelada.

Querido anônimo , pena que tenho de chama-lo assim, visto que você não se identificou.
O texto que você mencionou (Marcos 6.1 “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito “) realmente causa muita confusão as pessoas que não estudam a Bíblia em seu contexto todo, e sim se fixa em verciculos isolados.
A própria escritura esclarece esta questão .
Veja as citações Biblicas:

Lucas 6
13. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos:
14. Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu,
15. Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador;
16. Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor.

Mt. 4
18. Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
21. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,
22. e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.

Mc. 3
16. Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
17. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão.
18. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador;
19. e Judas Iscariotes, que o entregou.


Mc.3.17 O seu irmão mais novo era João. Devido ao seu enorme fervor, Jesus conferiu-lhes o título de "filhos do trono"
Judas Tadeu, nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe.
Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.
Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .
Dos irmãos dele(Judas Tadeu), Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.
É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, levou Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).


FICA EVIDENTE QUE JESUS NÃO TEVE IRMÃOS DE SANGUE, E SIM FOI FILHO UNICO, contando ainda que era costume no tempo de Jesus tratar os parentes de irmãos.

Nossa Senhora das Neves

Nossa Senhora das Neves ou Santa Maria Maior

Depois da proclamação do dogma da Maternidade divina de Maria no Concílio de Éfeso (ano 431), o Papa Sixto III consagrou em Roma uma Basílica em honra da Virgem, chamada posteriormente Santa Maria Maior. É a mais antiga igreja dedicada a Nossa Senhora.

Santa Maria Maior é também invocada como Nossa Senhora das Neves, devido a uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem luzes para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Santa Maria desejava que lhe fosse erigido um templo precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve.

- “Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve”.

Ora, nos dias 4 e 5 de agosto, é a época de maior calor na Itália. Mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve.

A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o Papa Libério que recebeu a mesma revelação também em sonho, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu.

Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático.

Este templo, no entanto, é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior(Basilica di Santa Maria Maggiore) por ser a mais importante entre todas as Igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima.

Essa é basílica de Santa Maria Maggiore, foi construída no séc. IV pelo Papa Libério, inspirado por um sinal da Virgem, que fez nevar neste local em pleno verão de Roma. É a primeira Igreja dedicada a Virgem Maria no Ocidente, e uma das mais belas e adornadas de toda a cidade. Abriga entre outras coisas um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus.



Relicário com a manjedoura do Menino Jesus abaixo do altar central.

A exuberância desta basílica é representada pela mais pura perfeição artística e se torna num dos mais convidativos locais para recolhimento e oração.

A mensagem: Quando há fé e sinceridade em Seus filhos, DEUS acolhe., manifesta-se e com seu amor e poder assume o propósito e o conduz a bom termo.


Na Basílica de Santa Maria Maior onde encontra-se o ícone “Maria Salvação do Povo Romano”, segundo tradição, pintado por Lucas Evangelista.



A Basílica de Santa Maria Maior de Roma, a mais antiga igreja do Ocidente consagrada à Virgem Maria, onde se deram tantos acontecimentos relacionados com a história da Igreja; especialmente, relaciona-se com essa igreja a definição dogmática da Maternidade divina de Maria, proclamada pelo Concílio de Éfeso. O templo foi construído sob essa invocação no século IV, sobre outro já existente, pouco tempo depois de encerrado o Concílio. O povo da cidade de Éfeso celebrou com grande entusiasmo a declaração dogmática dessa verdade, na qual, aliás, acreditava desde sempre. Essa alegria estendeu-se por toda a Igreja, e foi então que se construiu em Roma a grandiosa Basílica. Esse júbilo chega-nos hoje através desta festa em que louvamos Maria como Mãe de Deus.

Igreja de Nossa Senhora das Neves em João Pessoa – Brasil


Segundo uma piedosa lenda, certo patrício romano chamado João, de comum acordo com a sua esposa, resolveu dedicar os seus bens a honrar a Mãe de Deus, mas não sabia ao certo como fazê-lo. No meio da sua perplexidade, teve um sonho – como também o teve o Papa – pelo qual soube que a Virgem desejava que se construísse um templo em sua honra no monte Esquilino, que apareceu coberto de neve – coisa insólita – no dia 5 de agosto.

Embora a lenda seja posterior à edificação da Basílica, deu lugar a que a festa de hoje seja conhecida em muitos lugares como de Nossa Senhora das Neves e a que os alpinistas a tenham por Padroeira.

Em Roma, desde tempos imemoriais, o povo fiel honra a nossa Mãe nesse templo sob a invocação de Salus Populi Romani. Todos acorrem ali para pedir favores e graças, na certeza de estarem num lugar onde sempre são ouvidos. João Paulo II também visitou Nossa Senhora nesse templo romano, pouco depois de ter sido eleito Papa. “Maria – disse o Sumo Pontífice nessa ocasião – tem por missão levar todos os homens ao Redentor e dar testemunho dEle, mesmo sem palavras, apenas mediante o amor, com o qual manifesta a sua índole de mãe. É chamada a aproximar de Deus mesmo os que lhe opõem mais resistência, aqueles para quem é mais difícil crer no amor (…). É chamada a aproximar todos – quer dizer, cada um – do seu Filho”. E aos seus pés fez a dedicação de toda a sua vida e de todos os seus anseios à Mãe de Deus, com palavras que nós podemos repetir, imitando-o filialmente: “Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in me omnia; sou todo teu, e todas as minhas coisas são tuas. Sê o meu guia em tudo” (João Paulo II, Homilia em Santa Maria Maior, 8-XII-1978). Com a proteção da Virgem, caminhamos bem seguros.

São Bernardo afirma que Santa Maria é para nós o aqueduto por onde nos chegam todas as graças de que necessitamos diariamente.

Devemos procurar constantemente o seu auxílio, “porque esta é a vontade do Senhor, que quis que recebêssemos tudo por Maria”, especialmente quando nos sentimos mais fracos, nas dificuldades, nas tentações…, e tanto nas necessidades da alma como nas do corpo.

Abadia Santa Maria Maior em Ferentino – Itália

Basílica Santa Maria Maior em Roma – Itália


No Calvário, junto do seu Filho, a maternidade espiritual de Maria atingiu o seu cume. Quando todos desertaram, a Virgem permaneceujunto à cruz de Jesus (Jo 19,25), em perfeita união com a vontade divina, sofrendo e padecendo com o seu Filho, corredimindo. “Deus não se serviu de Maria como de um instrumento meramente passivo.

Ela cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência” (Lumen gentium, 56). Esta maternidade da Virgem perdura sem cessar, e agora, no Céu, “não abandonou esta missão salvífica, mas pela sua múltipla intercessão continua a obter-nos os dons da salvação eterna” (Lumen gentium, 62).

Temos de agradecer muito a Deus que tenha querido dar-nos uma Mãe a quem recorrer na Vida da graça; e que essa Mãe tenha sido a Sua própria Mãe. Maria é nossa Mãe não só porque nos ama como uma mãe ou porque faz as suas vezes; a sua maternidade espiritual é muito superior e mais efetiva que qualquer maternidade legal ou baseada no afeto. É Mãe porque realmente nos gerou na ordem sobrenatural. Se recebemos o poder de chegarmos a ser filhos de Deus, de participarmos da natureza divina (cfr. 2Pe 1,4), foi graças à ação redentora de Cristo, que nos tornou semelhantes a Ele. Mas esse influxo passa por Maria. E assim, do mesmo modo que Deus Pai tem um só Filho segundo a natureza, e inúmeros segundo a graça, por Maria, Mãe de Cristo, chegamos a ser filhos de Deus. Das mãos de Maria recebemos todo o alimento espiritual, a defesa contra os inimigos, o consolo no meio das aflições.

Para a nossa Mãe do Céu, “jamais deixamos de ser pequenos, porque Ela nos abre o caminho para o Reino dos Céus, que será dado aos que se fazem crianças (cfr. Mt 19,14). De Nossa Senhora não devemos separar-nos nunca. Como a honraremos? Procurando a sua intimidade, falando-lhe, manifestando-lhe o nosso carinho, ponderando no coração as cenas da sua vida na terra, contando-lhe as nossas lutas, os nossos êxitos e os nossos fracassos.

No Brasil, Nossa Senhora das Neves é padroeira da cidade de João Pessoa. A ermida da Ilha da Maré, no Recôncavo Baiano, fundada em 1584, é uma preciosidade da arquitetura colonial brasileira. A imagem da Padroeira, de madeira estofada, é em estilo maneirista. Nossa Senhora das Neves é também cultuada em Olinda e Igaraçu, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.


Oração de Nossa Senhora das Neves

Ó Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe nossa, por aquela sublime lição que nos destes, conservando vossa Alma mais cândida que a mais pura neve, desde o feliz momento de vossa Conceição Imaculada, desejando levantar em nossos corações um templo místico consagrado ao vosso culto, pedimo-vos, todos, o grande Virgem, a graça sublime de bem cuidar de nossa perfeição interior e principalmente de conservar ilibada a santa virtude da pureza.

Ó Excelsa Virgem das Neves, protegei o Brasil, que vosso foi desde o dia abençoado do seu descobrimento, na colonização, no império e na república e vosso será em todos os tempos, porque assim o desejam vossos filhos, cujo mais aureolado brasão é viver à sombra augusta da Cruz, sob o vosso maternal patrocínio. Assim seja.

Abençoe-nos o Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

T. Amém

Fonte:espacomaria.com.br

INTERCESSÃO



Queridos irmãos e irmãs,

Somos um grupo de intercessão, orando em todo tempo
pelas necessidades do povo de Deus e pelo mundo,
se esta precisando de oração faça seu pedido,
estaremos em oração por você.

Os pedidos podem ser feitos em "comentários" caso prefiram o "ANONIMATO" envie e-mail para:
rosariodenossasenhora@hotmail.com

Maria, Mãe das Dores


Santíssimo, Jesus atravessou um grande mar de sofrimentos de toda espécie. Portanto, o sofrimento não pode ser conseqüência de pecado pessoal. Se o fosse, que sentido teria o convite expresso por Jesus aos discípulos de tomar diariamente a cruz, ou seja, todas as circunstâncias humanas, incluídos o sofrimento e a adversidade, e segui-lo (Lc 14,27)? Conservo comigo uma frase pronunciada em dia de retiro mensal pelo meu Confrade Frei Ademar Spindeldreier, em maio de 1975, um mês e meio antes de morrer num acidente rodoviário. A frase ganha valor, porque Frei Ademar se tornara, por seu permanente estado de saúde, um verdadeiro mestre na espiritualidade do sofrimento: "Só quem não ama a Deus pode dizer que o sofrimento é crueldade".

Maria de Nazaré, imaculada e santíssima, jamais tocada pela sombra do pecado, mergulhou no oceano do sofrimento a ponto de ser identificada como a Mãe das Dores. As raízes de seu sofrimento não estão plantadas na lama do pecado, mas na paixão de seu Filho divino. Seu sim na Anunciação encontra a plenitude de sua sinceridade e de sua grandeza aos pés da Cruz, quando o sofrimento humano da mãe alcança a amplitude do sofrimento do Filho divino e o martírio do Filho plenifica todas as medidas redentoras.

O quadro do Calvário (uma das cenas que mais provocaram místicos, santos, artistas e teólogos) ensina que o sofrimento tem forças e alcances impensáveis. Normalmente, o sofrimento é tido como tolhedor da atividade, limitativo de movimentos. No entanto, nenhum canto da terra ficou sem experimentar a força dinâmica e redentora do Crucificado. Não é, portanto, repetimos, como castigo de pecados cometidos que a Imaculada é a Mãe das Dores. Como também não é por seus méritos pessoais que se tornou Mãe de Deus. Sua conceição imaculada, sua maternidade, seu estado de "cheia de graça" (Lc 1,28), como também suas lágrimas de dor, estão inseparavelmente unidas e dependentes de seu Filho Jesus, Filho de Deus nela concebido por obra e graça do Espírito Santo (Mt 1,18). O sim da Anunciação implicou não só sua maternidade milagrosa, mas também as trevas do Calvário. Se Paulo afirma completar em seu corpo as tribulações de Cristo (Cl 1,24), o que não deveria acontecer com Maria, a mãe do Crucificado?

Quando se fala em Nossa Senhora das Dores, a imagem clássica que nos vem à mente é a da mulher com uma espada atravessada no coração. Às vezes, sete espadas. Quando se fala em Nossa Senhora da Piedade, outro título da Mãe das Dores, a figura clássica é a da Mãe com o Filho chagado e morto nos braços. Como não lembrar, nesse caso, a famosa Pietà, de alvíssimo mármore, esculpida por Miguelângelo, venerada e admirada na primeira capela lateral à direita de quem entra na Basílica de São Pedro, em Roma? Lembramos esta, mas são tantíssimas as esculturas, pinturas e poemas em todos os tempos e em todas as culturas. O mistério do sofrimento não exclui nenhum segmento social. Por mais que tenha se desenvolvido a ciência e por mais que ela tenha encontrado antídotos para a dor, o mistério do sofrimento continuará a ocupar por extenso todas as direções da história humana. Lembrou o Concílio Vaticano II: "Todas as conquistas da técnica, ainda que utilíssimas, não conseguem acalmar a angústia da criatura humana" (Gaudium et Spes, 18). As dores de Maria são parte integrante da História da Salvação, como os sofrimentos das criaturas são inseparáveis da história humana na terra.

No momento em que Maria levou o Filho ao templo para consagrá-lo, segundo a Lei de Moisés, o velho Simeão, tomando o Menino em seus braços, o proclamou "luz das nações" e "salvação dos povos" (Lc 2,30-32), profecia que vinha perfeitamente ao encontro das palavras do Arcanjo a Maria, que mandara dar ao Menino o nome de Jesus, que significa "Deus é salvação" (Lc 1,31-33). Acrescenta, porém, Simeão: "Ele será um sinal de contradição ... e tu, Maria, terás a alma traspassada por uma espada" (Lc 2,34-35).

Comenta o Papa João Paulo II: "As palavras de Simeão colocam sob uma luz nova o anúncio que Maria tinha ouvido do Anjo. O Filho de Maria e com ele a sua Mãe, experimentarão em si mesmos a verdade daquela palavra de Simeão: sinal de contradição. Aquilo que Simeão diz apresenta-se como uma segunda Anunciação a Maria, uma vez que indica a dimensão histórica concreta em que o Filho realizará a sua missão, ou seja, na incompreensão e na dor. Se este outro anúncio confirma a sua fé no cumprimento das promessas divinas da salvação, também lhe revela que ela terá que viver a sua obediência de fé no sofrimento, ao lado do Salvador que sofre, e que a sua maternidade será obscura e marcada pela dor" (Redemptoris Mater, 16).

A devoção popular considera a profecia de Simeão como a primeira das sete grandes dores de Maria. Na verdade, nela se encerram todas, como seu sim na Anunciação aceitava todos os passos da missão de Jesus. Maria não demorou em perceber que a profecia de Simeão era o reverso da linda e esperançosa medalha da Anunciação. Com o filho ainda no colo, teve de refugiar-se no Egito, fazendo o percurso de 250 km de deserto inóspito, na companhia de algum caravaneiro mascate. Os artistas suavizam muito a travessia, fazendo Maria montar uma serena mula puxada pela obediência de José. Quadro nenhum poderá exprimir o que ia pelo coração da jovem mãe, carregada ao mesmo tempo de privilégios e angústias. Outros caravaneiros lhe terão levado a notícia da chacina de Belém. Como não unir a matança dos meninos de Belém com aquela executada pelo Faraó e da qual astutamente fora salvo Moisés? Como não se lembrar, se estava procurando refúgio na terra dos Faraós? Como não se lembrar das duas carnificinas, ambas de crianças masculinas inocentes, se o Menino que levava nos braços tinha uma missão muito parecida com a de Moisés, o grande profeta dos Dez Mandamentos e da libertação do povo da escravidão? O deserto era o mesmo. A mão de Deus era a mesma. Lá no deserto, encontravam-se a espera/esperança do Antigo Testamento, na recordação de Moisés, com a certeza/esperança do Novo Testamento na pessoa de Jesus Salvador. E Maria, por sua maternidade, se posta entre a antiga e a nova Aliança, como o elo essencial, único e insubstituível.

Há uma necessidade, que corre todo o Antigo Testamento e o Novo: a procura de Deus. Podemos dizer que Deus é alguém que quer ser procurado, ainda que seja ele mesmo a dar a graça do encontro. Nem Maria, santíssima e imaculada, escapou da procura, que traz sempre consigo a marca da angústia. O Evangelista a faz procurar Jesus que "se perdera" no templo (Lc 2,41-50): "Teu pai e eu aflitos te procurávamos!" (Lc 2,48). Pelos caminhos do templo, Maria ainda tinha José a seu lado. Não sei em que momento foi maior a dor de Maria: se ao procurar Jesus pelas repartições públicas (casa de Caifás, pretório de Pilatos, corte de Herodes, pátio da flagelação), se na estrada do Calvário, flagelado, coroado de espinhos, carregando a cruz. Apoiada em João, não terá Maria perguntado: "Onde estão os Apóstolos"?

A piedade popular separa a dor de Maria ao presenciar impotente a crucificação, ao tê-lo morto nos braços e ao vê-lo deposto na sepultura. Na verdade, a dor é uma só, imensa, em total consonância com o sofrimento do Filho crucificado. Na Anunciação, oferecera-se, dizendo sim à vontade de Deus. No templo, consagrara o Filho a Deus. No deserto o protegera. No Calvário, repete consciente seu sim, unindo o ofertório de si mesma ao ofertório salvador do Filho, na força e na graça do mesmo Espírito Santo da Anunciação. No martírio do Filho está a razão e o sentido do martírio da Mãe. Um vergonhoso martírio humano, que se transforma em fecundo e glorioso parto: da Cruz, passando por Maria, nasce o Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja (Cl 1,17). Ó feliz martírio, que abriu para sempre as portas da eternidade e o coração do Pai celeste!

Conta uma velhíssima tradição que Adão estava sepultado no Calvário que, por isso mesmo, levava esse nome, que significa "caveira". Os pintores costumam desenhar a caveira aos pés da cruz. Não importa a lenda. O que importa é que a árvore da vida do Paraíso terrestre perdido (Gn 2,9) chama-se agora "Cruz" e o que a virgem Eva perdeu com seu orgulho e sua incredulidade, a virgem Maria recuperou com sua humildade e sua fé. Da árvore da vida do paraíso, enroscada pela serpente, nasceram o desequilíbrio e a desgraça. Da árvore da vida do Calvário, da qual pendeu o corpo do Filho de Maria, nasceram a comunhão com Deus e a graça.

Ao contemplar a Mãe dolorosa, nosso coração deve ir além do sentimento de compaixão, porque de seu sacrifício doloroso, nascemos para a plenitude da vida, merecida pela Cruz de Cristo. Com a Mãe das Dores aprendemos que a salvação é fruto do sofrimento.

Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M
www.franciscanos.org.br

Bendita és tu entre todas as mulheres




Tu és bendita entre todas as mulheres!
Porque foste digna de abrigar um tal Senhor, porque, por vontade própria contiveste em ti Aquele que nada nem ninguém seria capaz de conter,
porque acolheste Aquele que preenche todas as coisas,
porque te tornaste lugar puríssimo, onde se realiza a salvação,
porque quando o Nosso Rei adentrou esta vida, tu O recebeste como Sua digna morada.
Porque te revelaste como estojo da pérola espiritual, tu és bendita entre todas as mulheres!
São João Crisóstomo
Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja (+ 407)

Terço da Providência


A prece a seguir é feita com a ajuda de um terço comum, onde costumamos rezar o Rosário*. Que Deus o abençoe!

Terço da Providência
(Terços de um povo de Fé, Canção Nova e Loyola)

Sinal da Cruz:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Credo ou Símbolo dos Apóstolos

Nas contas grandes:
Mãe da Divina Providência, providenciai!

Nas contas pequenas:
Deus provê! Deus proverá!
A Sua misericórdia não faltará!

No final:
Vinde, Maria, chegou o momento.
Valei-nos agora e em todo tormento.
Mãe da Providência, prestai-nos auxílio
no sofrimento da Terra e no exílio.

Mostrai que sois Mãe de amor e de bondade,
agora que é grande a necessidade. Amém.

Sinal da Cruz:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

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