Archive for 2012

SOLENIDADE DE SANTA MARIA MÃE DE DEUS DIA MUNDIAL DA PAZ

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Estamos vivenciando as festas natalinas, com a celebração da manifestação do Senhor em nossa vida e história. Nossa atenção se volta ao mistério da Mãe do Senhor sob o título de ‘Mãe de Deus’. Ao afirmar que o Menino, nascido de Maria, é Deus, em decorrência disso, a Igreja proclamou que Maria é Mãe de Deus. E isso não é de agora. Desde muito, nós cristãos honramos ‘... Maria sempre Virgem, solenemente proclamada Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso, para que Cristo fosse reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do homem, segundo as Escrituras’ (UR, n. 15: Decreto conciliar sobre a reintegração da Unidade dos cristãos). Neste Dia Mundial da Paz, iniciando um novo ano, a paz é desejada, suplicada como sinal da bênção e da proteção permanente de Deus. É em nome de Jesus, a plenitude da bênção, que invocamos bênçãos de paz sobre nós e sobre os povos em conflito. ‘A alegria deverá orientar nossa primeira celebração religiosa do novo ano civil. [...] As festas e os brindes da Passagem do Ano, geralmente, impedem as pessoas de participarem desta significante celebração. Muitos dormem sua ressaca, outros nem conhecem a profundidade de tão linda celebração, que deveria ter maior prioridade entre os cristãos, especialmente neste ANO DA FÉ! [...] Acolhidos por Maria, Mãe de Deus e nossa, desperdiçamos a oportunidade de pedir a ela que nos acompanhe ao longo dos próximos 365 dias. Neste Dia Mundial da Paz, somos conclamados a fazer nossa a proposta do Papa: ‘Bem-aventurados os que promovem a paz’. O Deus da bênção e da paz nos congregue numa só família. O povo pode contar sempre com as bênçãos de Deus. A maior delas é a vinda do seu Filho, graças ao sim de Maria. A exemplo dos pastores, vamos abrir o coração e nos dispor para o encontro com Jesus. Deus quer nos abençoar ao longo de todo este ano. Os pastores, gente pobre e desprezada, são os primeiros a ir ao encontro de Jesus. Deus conta com a colaboração humana para realizar seus projetos. [...] Os pastores cheiram mal, pois cuidavam de ovelhas e viviam ao relento. Poderíamos compará-los, em nossos dias, aos irmãos coletores de lixo. Imaginem que eles correm mais de trinta quilômetros por noite, em nossa metrópole rica e privilegiada, recolhendo nosso lixo depositado nas calçadas. Enquanto as autoridades eclesiásticas, políticas, civis e a nata da elite de uma sociedade economicamente privilegiada pensam anunciar o Salvador do mundo, este se revela, através da Corte Celestial dos Anjos, aos preteridos e ‘fedidos’ entre todos: na época os Pastores; hoje, talvez, nossos Coletores de Lixo. Se não estivermos abertos ao diferente, ao simples, e não fizermos a experiência da humildade, deixando de lado nossa prepotência, arrogância, auto-suficiência, corremos o risco de desencontrar-nos com o Senhor que só nasce mesmo em manjedouras simples, humildes, puras e livres para acolhê-lo. [...] A exemplo de Maria, humilde serva do Senhor e bendita entre as mulheres, cantemos um hino de ação de graças ao Pai, que nos cumulou de bens por meio de seu Filho’ (cf. Liturgia Diária de Janeiro de 2013 da Paulus, pp. 15-17). A palavra de hoje ressalta a imposição do nome de Jesus, sua inserção na sociedade humana. Como o Filho de Deus, nós também recebemos um nome ligado à nossa existência e à nossa missão. A atitude dos pastores nos ensina a acolher e anunciar a Boa Notícia da presença do Salvador em nosso meio. Com Jesus, nos tornamos herdeiros da salvação e podemos clamar: Abba, Pai, vivendo fraternalmente como irmãos e irmãs. Maria, a mãe de Jesus, é imagem da comunidade fiel e comprometida com o plano da salvação. Com o exemplo de Maria no seu sim incondicional, assumimos ‘de boa vontade’ a proposta de Jesus de sermos promotores da paz em nossos lares e na sociedade em que vivemos. Invoquemos com confiança a bênção do Senhor, o Deus de bondade, sobre todos os povos e nações, neste Dia Mundial da Paz. Que ele guarde, ilumine, mostre a sua face de Pai e dê a paz a todos. Com Jesus, o Filho de Maria, a maior bênção da salvação para toda a humanidade, nos comprometemos a trabalhar alegremente na construção da paz” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, n. 24, pp. 46-53). Saibamos rezar por nossos Governantes: os Prefeitos e Vereadores eleitos para promover, além da paz, a maior dignidade de todos os Filhos de Deus. Estejamos atentos e tenhamos a coragem e ousadia proféticas de “cobrar” melhores condições de vida em todos os setores que garantam uma vida digna a cada cidadão, sem nenhuma acepção ou discriminização. Sejam todos muito abençoados neste Novo Ano que se inicia. Sejamos protagonistas da paz por onde passarmos, exalando o perfume da ternura em nossas relações. Com a mesma ternura, o abraço amigo, Pe. Gilberto Kasper (Ler Nm 6,22-27; Sl 66(67); Gl 4,4-7 e Lc 2,16-21).

HOMILIA PARA A FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé “A Festa da Sagrada Família se insere no Tempo do Natal, ou seja, ‘tempo de manifestação’ do Senhor. Quer dizer, o Verbo eterno do Pai se torna humano, vem morar entre nós. Celebrando a Sagrada Família, valorizamos a vida de nossas famílias como santuário da vida, lugar da vivência da gratuidade, do amor e do perdão, sacramento do mundo novo, apesar dos seus inevitáveis contratempos. Nesta celebração, o Pai nos convida a entrar no mistério sempre atual da encarnação do Filho, na realidade de uma família que, independente de seus limites, é convidada a assumir o caminho de Jesus como Maria e José que foram fiéis a Deus, apesar das vicissitudes da época. ‘Na festa da Sagrada Família, celebramos em comunhão com todas as nossas famílias. Elas são convidadas a praticar hoje os valores vividos pela família de Jesus, Maria e José. A Sagrada Família é exemplo de amor e cuidado mútuos e de obediência à vontade de Deus. A liturgia da Palavra nos mostra o projeto de Deus para nossas famílias. Acolher a Palavra significa deixar-nos iluminar por ela e traçar nossos caminhos segundo sua proposta. A família é uma pequena Igreja em que se partilham valores humanos e cristãos. A família é o lugar privilegiado em que se favorece o amadurecimento dos filhos. A comunidade cristã é a família de Deus em que se partilha a bondade e o amor’ (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2012 da Paulus, pp. 88-91). A Sagrada Família de Nazaré cumpre seus compromissos religiosos e ilumina as relações entre pais e filhos, sendo modelo para todos os lares. Mas Jesus revela que sua família, mais do que nos laços de sangue, está centrada na obediência a Deus, Pai comum de todas as pessoas que creem e realizam a sua vontade. Compreender a vontade do Pai, seus desígnios, seu projeto de amor, exige meditação, oração e contemplação constante de sua palavra. Maria conservava no coração a palavra, os acontecimentos da salvação, acolhendo com fé o plano de amor do Pai, que se revela no Filho. Sua atitude de discípula ilumina a nossa caminhada a serviço do Evangelho de Cristo. O Filho de Deus vindo a terra numa família humana, oferece a ocasião para refletir sobre a família como ambiente vital e social, onde cada ser humano se insere ao nascer. Ele ensina a viver o amor filial, a comunhão, a solidariedade, a partilha. O amor é o elemento essencial que faz reinar a paz e a harmonia nas famílias. É o critério para viver a felicidade em Deus e a fonte da unidade familiar. O Catecismo da Igreja Católica afirma que a ‘família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai. Ela é chamada a partilhar da oração e do sacrifício de Cristo. A oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade. A família cristã é evangelizadora e missionária. As relações dentro da família acarretam uma afinidade de sentimentos, de afetos e de interesses, afinidade essa que provém, sobretudo, do respeito mútuo entre as pessoas. A família é uma comunidade privilegiada, chamada a realizar uma carinhosa abertura recíproca de alma entre os cônjuges e, também, uma atenta cooperação dos pais na educação dos filhos’ (Catecismo da Igreja Católica, p. 576). [...] Com propriedade, lembramos na festa de hoje, uma das três prioridades do Plano Arquidiocesano de Pastoral de nossa Igreja particular de Ribeirão Preto: A Família! Tenho um primo, Padre Jesuíta que ao chegar, costuma perguntar: ‘E a Família, como vai?’ Também nós somos nesta Festa da Sagrada Família, perguntados pela Palavra e pela Eucaristia que celebramos: ‘E nossa Família Arquidiocesana, como vai?’ Temos nos esforçado para zelar e cuidar bem de nossas famílias, especialmente daquelas que foram colocadas de bruços por conta do capitalismo selvagem, da cultura de sobrevivência e nem por último de nossos caprichos cheios de rubricas pastorais? [...] A nossa reunião dominical na casa do Senhor (Igreja) é expressão, sinal de nossa caminhada com o Senhor e do desejo de vivermos como irmãos, numa família sagrada, unidos pelos laços da fé e da solidariedade. [...] Mas nossas Igrejas lotaram nas celebrações natalinas? E se lotaram, quem veio? A família inteira ou alguns de seus membros? Trocou-se a Igreja pelo Shopping (muito mais confortável, elegante e tentador) do que nossas celebrações tantas vezes mal preparadas. As pessoas não se importam esperar muitas horas, enfrentando longas filas nos congestionamentos das estradas que as conduzem ao lazer, nem nos caixas, onde pagam exacerbadamente por presentes tantas vezes supérfluos. Mas não suportam que a ‘Missa do Galo’ ultrapasse uma hora contadinha no relógio. O que percebo, é que nossas celebrações, por maior que sejam nossos esforços, já não contam mais com multidões de famílias que buscam celebrar ‘em família’ o sentido de sua existência. [...] Um desejo, uma busca essencial em relação à vida da família hoje, com certeza, deve ser procurado no exercício da caridade que é a fonte da unidade familiar (caridade entendida como vivência da gratuidade, do perdão e do amor, do exercício de relações verdadeiras, da prática da misericórdia, da partilha e da solidariedade). A Palavra de Deus neste domingo nos introduz no mistério desta Família. Estejamos com olhar atento para ver o quanto de bom existe na nossa pequena família também” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, n. 24, pp. 41-45). Sempre gosto de pensar, que Deus gostou tanto de ver a nossa Família, que também quis uma para Si. Não decepcionemos este Deus de amor, que não se contentou em ser nosso Pai, mas providenciou-nos também uma Mãe e um Irmão tão seletos! Oxalá reanimemos nossas Famílias, reerguendo-as das depressões e dos vazios de sentido de vida em Família. E então poderemos responder a quem perguntar: Nossa Família vai muito bem, sim Senhor! Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço fiel e amigo, Pe. Gilberto Kasper (Ler Ecl 3,3-7.14-17; Sl 127(128); Cl 3,12-21 e Lc 2,41-52).

HOMILIA PARA A SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Natal, festa da luz, das confraternizações e troca de presentes. É festa que desce ao nosso coração e nos move em direção das mãos estendidas que aguardam solidariedade. É a festa da encarnação do Verbo, Palavra eterna do Pai, em que seu ato solidário, assumiu nossa condição humana no seio de Maria pela ação do Espírito Santo. Ele mesmo, em pessoa, é o presente a nós doado de forma incondicional. Ele é a luz que brilha nas trevas, assim entendemos, porque Natal é festa de luz! Ele é a luz que vai fulgurar e nos guiar como o Círio fulgurou no coração e na noite pascal, anunciando o Ressuscitado! Celebrando a festa do nascimento de Jesus (Mistério da Encarnação), celebramos a realização da promessa de Deus, conforme as Escrituras, de fazer Aliança de paz com a humanidade e de inaugurar o seu reinado no mundo: “Hoje nasceu para nós um Salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi” (Lc 2,11). “Hoje” entoamos o anúncio dos anjos “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade”. Vamos tornar célebre o nascimento de Jesus em nossas vidas, em nossas famílias, em nossa comunidade eclesial, com Maria e José, com o empenho de cultivarmos relações solidárias entre nós, com gestos concretos de solidariedade com os irmãos necessitados e a natureza inteira. ‘Somos convidados a formar coro com os anjos: glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra às pessoas de boa vontade. Jesus chegou até nós, trazendo-nos a salvação. Com o nascimento do príncipe da paz, chegou a salvação dos pobres e oprimidos. Por meio de Jesus, Deus entra na história da humanidade para dela fazer parte. A graça de Deus traz salvação a toda a humanidade. A luz se manifestou para iluminar os caminhos da humanidade, que anseia por paz e fraternidade. Acolhamos com alegria a palavra de Deus, fonte de vida e salvação. Os anunciadores da paz trazem grande alegria ao povo. A palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós. Em Jesus, todas as manifestações de Deus foram plenificadas’ (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2012 da Paulus, pp. 74-79). A chegada do Messias Salvador é a Boa Notícia, pois ele traz a vida em plenitude, a paz – ‘shalom’ como a plenitude de bens para todos os povos. Sua manifestação na história humana, no seio de um povo sofrido e dominado, nos compromete a seguir seu projeto com fidelidade, cooperando na nova criação, sonhada por Deus. O anúncio aos pobres, tornando-os testemunhas, revela a gratuidade do seu amor. Jesus é a luz que brilha no meio da escuridão, o Salvador que ilumina a vida dos pobres e discriminados pastores, atentos aos sinais de Deus. Ele é a Palavra do Pai que se faz carne no meio dos pequenos para ser o Emanuel, o Deus conosco. Em sua vida solidária revela-se o amor e a ternura de Deus, a graça da salvação oferecida a toda a humanidade. Seu exemplo nos impele a viver a solidariedade com os mais desamparados, a fim de que todos participem da alegria e da felicidade em Deus. Vamos render graças ao Pai por ter trazido, em Cristo Jesus, a aliança definitiva conosco. Ele, Jesus, que nasce pobre entre os pobres, em Belém, está entre nós com os sinais pobres e simples do pão que compartilhamos, dando graças ao Pai por tal mistério” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 24, pp. 33-40). Gosto de resumir o mistério do Natal naquela frase que se pronuncia, durante a Celebração Eucarística, enquanto, na Preparação das Oferendas, se coloca uma gotinha de água no vinho a ser transubstanciado no precioso sangue do Senhor: “Pelo mistério desta água e deste vinho, possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade”. Aí está descrita a profundidade do mistério de Deus que nasce igual a nós em tudo, menos no pecado. Nossa participação neste mesmo mistério da Encarnação é apenas uma mínima gotinha de água. Todo o resto é por conta de Deus, que oferece seu Filho amado em holocausto. Jesus derrama todo seu sangue, lavando-nos de nossos limites e tornando-nos seres divinizados, ou seja, candidatos à santidade. Basta seguirmos suas instruções evangélicas. Portanto, viver o Natal do Senhor em nossos dias, nos pede que acolhamos Sua proposta de vida e vida em plenitude. Quando nasceu há mais de dois milênios, precisou cheirar a feno, porque só encontrou lugar entre animais, numa manjedoura que até hoje nos comove, ao contemplarmos os lindos presépios montados em nossos Templos e Lares. Hoje Jesus já não mais meigo Menino, mas o Senhor de nossa vida, quer nascer cheirando a Pessoas. Quer acostar-se na manjedoura de cada coração humano. Oxalá, a manjedoura de nosso coração cheire a amor, paz, justiça, liberdade, verdade e solidariedade. Eis o perfume que agradará ao Senhor, ao procurar acolhida nas entranhas de nossa intimidade. Não corramos o risco de Jesus passar adiante, já que não se deitará em manjedoura mal cheirosa de egoísmo, individualismo, carreirismo, busca de poder e prestígio, mentira, hipocrisia e falsidade. Seja, enfim este Natal do ANO DA FÉ, Um Natal dos Sonhos à luz da Fé madura! Desejando-lhes um abençoado, santo e feliz Natal, abraço-os com a ternura de meu coração, Pe. Gilberto Kasper (Ler para a Missa da Noite: Is 9,1-6; Sl 95(96); Tt 2,11-14 e Lc 2,1-14) (Ler para a Missa do Dia: Is, 52,7-10; Sl 97(98); Hb 1,1-6 e Jo 1,1-18)

A FAMÍLIA: ESPERANÇA DE NOVA HUMANIDADE

NATAL PE. GILBERTO Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. “A Solenidade do Natal do Senhor se prolonga e se desdobra em várias comemorações que ajudam a aprofundar o mistério da encarnação. Todas essas, em íntima conexão com o nascimento do Filho de Deus, revelam aspectos importantes de um único acontecimento: Deus se fez um de nós. É dentro deste horizonte que se situa a Festa da Sagrada Família, que a Igreja celebra nesta sexta-feira, dia 30 de dezembro. Deus vem ao encontro da vida humana por inteiro, não se isentando de participar de nada, somente do pecado, para, em contrapartida conceder a todos a participação na vida divina. Os antigos chamavam isso de sacrum comercium, isto é, sagrado comércio, ou divina troca: Deus entra em comunhão com a vida humana para possibilitar aos seres humanos entrar em comunhão com a vida divina. Maria e José, os pais de Jesus, levam ao templo, lugar do encontro religioso com Deus, duas pombinhas. É a oferenda dos pobres, a expressão religiosa de sua condição e pequenez. É no meio dessa situação onde se situa o Filho de Deus. Na comunicação de dons a humanidade oferece aquilo que tem: fragilidade, pobreza, pequenez... Já Deus escolheu se encontrar com a humanidade no seio da família, é esse o lugar do encontro, profundamente humano e existencial, com a obra preferida de suas mãos. A nós ele oferece o seu Filho. A humanidade, figurada por Maria e José, Simeão e Ana, acolhe Jesus, que na economia da Nova Aliança vai salvar a humanidade do pecado e da morte. Outrora Deus, para provar a fé do seu servo, pede o sacrifício do seu único Filho. Na nova economia, Deus aceita a oferenda livre de Jesus, que gera a fé e confirma A Família: Esperança de Nova Humanidade” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, pp. 46-48). Lamentavelmente o Papai Noel tenta ocupar o lugar do verdadeiro homenageado, Jesus Cristo! O grande convite deste Natal foi uma nova contemplação do Presépio em nossas residências, templos e praças. Imaginemos um Presépio sem os protagonistas do mesmo: Jesus, Maria e José: sobrariam apenas animais e o feno que serviu de berço ao Recém-Nascido, o Salvador do Mundo! Não caiamos na tentação consumista de subtrair do “presépio de nossa sociedade” a Família. Sem ela, seremos ainda mais ocos, vazios, estéreis da presença de um Deus amoroso, feito pessoa na meiguice e ternura de um bebê, igual a nós em tudo, menos no pecado! Em nossa Igreja Santo Antoninho, na Av. Saudade, 222-1 nos Campos Elíseos de Ribeirão Preto, celebraremos a Festa da Sagrada Família no sábado, dia 31 de dezembro às 19 horas. Já no domingo, 1º de Janeiro, celebraremos a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, no Dia Mundial da Paz, às 8 e 10 horas. Que o Senhor abençoe todas as nossas Famílias, resgatando principalmente aquelas que se encontram de bruços e engolidas pela Cultura da Sobrevivência!

NATAL: LUGAR DO ENCONTRO

Natal é um tempo de encontro. É como se todos os povos marcassem um tempo para, em torno do Presépio, viver um momento de paz e de balanço da própria vida! Quando o ano vai chegando ao seu final, as empresas procuram “fechar para balanço”. É necessário acertar as contas. Ninguém gosta de entrar no novo ano com dívidas e pendências. As famílias fazem o mesmo. É tempo de reconciliação e de paz. O dia 25 de dezembro parece ser a data-limite para tudo o que deveríamos ter feito durante o ano. O Natal é este dia em que as portas se fecham e os corações se abrem. Fala-se até em certo “espírito natalino”. É verdade. Há um mistério em torno desta data que mexe com os corações mais insensíveis. Aquele marido mal humorado faz força para ser mais alegre, pelo menos neste dia. Mesmo os que não costumam ir à Igreja, não conseguem escapar do Natal. Parece que ele é uma festa maior que o próprio Cristianismo. Até povos e pessoas que nunca ouviram falar de Jesus festejam esta data. Os símbolos e sinais se multiplicam por toda parte. O comércio festeja o aquecimento das vendas. O Papai Noel invade os Shoppings Centers e a mesma música de todos os anos parece dar o tom da fraternidade com que todos sonhamos: Noite Feliz... Noite Feliz! Por um minuto é permitido esquecer o crime, a fome, a doença, as injustiças, a violência e a corrupção. Por uma fração de segundos a humanidade perdida em tantos conflitos e mortes fecha os olhos e sonha o sonho de Belém: Glória a Deus nas alturas e paz na terra à humanidade por Ele amados! O Presépio, criado por São Francisco de Assis, rouba a cena nas Igrejas e praças e encanta o coração dos que ainda sabem ser crianças. Celebrar o Natal é, sobretudo, reconhecer que não estamos sozinhos, mas “há um Deus” que caminha conosco, que nos salvou e continua nos salvando cotidianamente. O maior presente do Senhor, eu penso, é o presente da vida. O maior pecado dos seres humanos, a meu ver, seria devolver esse presente sem agradecê-lo e sem abri-lo. Amemo-nos mais em 2013 e sejamos mais felizes! Pe. Gilberto Kasper

MARIA É BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES

Pe. Gilberto Kasper* No próximo domingo celebraremos o Quarto Domingo do Advento, especialmente dedicado à protagonista do Evangelho de Lucas, Maria, o porta-jóias do Salvador. O texto do Evangelho de Lucas pertence aos relatos do nascimento e da infância de Jesus e mostra o seu significado no plano divino da salvação. Maria crê na promessa de Deus, anunciada pelo anjo Gabriel (Lc 1,38). Dirige-se, apressadamente, à região montanhosa da Judeia para visitar e servir Isabel que estava grávida. A cheia de graça entra na casa de Zacarias, aquele que foi lembrado por Deus, e cumprimentou Isabel (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, nº 24, pp. 28-29). É intrigante a “fuga apressada” de Maria. Imagino o quanto Nazaré não falaria mal daquela que prometida em casamento a José, de repente aparece grávida do Espírito Santo. Quem acreditaria nisso? Do ponto de vista humano, ela fugiu das más línguas de sua cidade. Pois até em nossos dias, discriminamos mães solteiras ou não casadas! Imaginem na pequenina cidade de Nazaré no tempo de Maria! Já do ponto de vista teológico, Maria torna-se, segundo Paulo VI, “A Estrela da Evangelização”, a primeira missionária, levando ainda em seu útero o Salvador para além de si. Aquele encontro das duas mulheres é encantador. As duas mães agraciadas se encontram para louvar e agradecer a ação libertadora do Senhor em suas vidas e na vida do povo. O encontro delas, torna-se, também, o do precursor com Jesus. João, chamado por Deus desde o ventre materno, como os antigos profetas (cf. Is 49,1; Jr 1,5), exulta de alegria diante da presença do Salvador. A alegria do precursor sinaliza o cumprimento das promessas de Deus em Jesus, o Messias. A força do Espírito capacita Isabel a bendizer o Senhor com palavras que recordam a libertação do povo: “Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42; cf. Jz 5,24; Jt 13,18). Maria é bendita entre todas as mulheres, porque carrega dentro de si o Filho de Deus. Ela é como a arca da aliança (cf. 2Sm 6,9), portadora da presença salvífica do Senhor, para o povo. Em nossa Igreja Santo Antoninho, encerra-se no próximo domingo o IXº Concerto Ecumênico de Natal de Ribeirão Preto, cantado pelas Pupilas Antoninhas de nossa Reitoria, durante a Missa das 10 horas, na Av. Saudade, 222-1, nos Campos Elíseos. As celebrações do Natal serão na véspera, dia 24 às 19h30 e no dia 25 de dezembro às 8 e 10 horas. Sentindo-nos grávidos de Jesus, saibamos levá-lo para além de nosso individualismo, tornando-nos a exemplo de Maria, evangelizadores, missionários e discípulos do Deus feito Pessoa, nosso Salvador! *pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

UM NATAL DOS SONHOS À LUZ DE FÉ MADURA

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. Neste ano o Natal tem o sabor do Ano da Fé, que nos leva a renovar nossa Fidelidade a Cristo feito pessoa tão frágil, que mais parece Um Natal dos Sonhos à Luz de Fé Madura. Cada vez que celebro a Eucaristia, encanta-me rezar: "Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade de vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade", enquanto mistura-se uma gotinha de água ao vinho, que transubstanciado, tornar-se-á o precioso sangue de Cristo no momento da Consagração! É a nossa participação mínima no grandioso gesto de Deus que se faz gente, como nós em tudo, menos no pecado, a fim de podermos apalpá-lo, vê-lo, senti-lo, amorosamente entre nós. E a partir deste elegante mistério, realizar o Sonho Divino que o próprio Menino Deus nos propõe, desde que mergulhemos no mesmo mistério com o dom de nossa fé, à luz daquela que acreditou primeiro: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,45). Um Natal dos Sonhos à Luz de Fé Madura é celebrar a vida em sua totalidade, onde todos possam sentir-se pessoas dignas e realizadas.Onde pessoas não tenham medo umas das outras. Onde não haja mentira, nem fingimento. Onde não haja inveja, nem arrogância ou prepotência. Onde mães não joguem seus filhinhos recém-nascidos no lixo. Onde pais sem perspectivas de futuro não se afoguem no alcoolismo. Onde filhos não sejam engolidos e exterminados pelas drogas. Onde as pessoas não disputem desrespeitosa e violentamente espaço no trânsito. Onde seja possível andar sem medo de ser assaltado ou atingido por balas perdidas. Onde seja possível confiar nos eleitos neste ano, a fim de nos governarem, sem que nos decepcionem, mas se esforcem por promover o bem comum e a dignidade de todos, sem acepção de partidos e alguns poucos privilegiados. Um Natal dos Sonhos à Luz de Fé Madura só será realidade, na medida em que todos colocarmos nossa gotinha de água no precioso cálice do Senhor, na celebração da Vida! Deus não impõe Seu amor a ninguém. Prefere que sintamos, que cheiremos, que experimentemos seu amor com sabor divino, na relação humano-divina, sendo uns para os outros verdadeiros Anjos, que possam cantar com a corte celestial: "Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Lc 2,14). Possamos todos renovar nossa fidelidade, neste Ano da Fé celebrando um Natal dos Sonhos que não acabe até o dia em que nosso nome ecoar na manjedoura celestial! As celebrações natalinas na Igreja Santo Antoninho serão: na véspera, dia 24 de Dezembro às 19h30 e a Solenidade do dia 25 será celebrada como nos domingos, às 8 e 10 horas, na Av. Saudade, 222-1, nos Campos Elíseos, para as quais todos são convidados com profunda ternura.

A Expectativa do parto de Nossa Senhora

Esta festa, comemorada no dia 18 de dezembro, deve a sua origem aos bispos que participaram do segundo Concílio de Toledo (Península Ibérica), em 656. Estes prelados acharam algo de inconveniente no antigo costume de se celebrar a festa da Anunciação da Santíssima Virgem, no dia 25 de março. Tendo em vista que esta solenidade festiva se encontrava, geralmente, no período em que a Igreja estava preocupada e mergulhada nas dores da Paixão, criou-se o decreto declarando que, a partir de então, esta festa seria comemorada oito dias antes do Natal, e que seria uma festa solene, com oitava, em memória da Anunciação, servindo, igualmente, de preparação para a grande solenidade da Natividade. Mais tarde, a Igreja da Espanha sentiu necessidade de retornar à prática da Igreja Romana e de todas as Igrejas existentes em todo o mundo que solenizavam o dia 25 de março, como o dia consagrado universal e perpetuamente à Anunciação da Santa Virgem e à Encarnação do Filho de Deus. Porém, a devoção dos povos dedicada à festa do dia 18 de dezembro era tal que se julgou necessário conservar, pelo menos, um vestígio da mesma. Aplicou-se à piedade dos fiéis, o ato de considerar a divina Mãe nos dias que precedem o seu extraordinário parto. Uma nova festa foi, então, criada e denominada "A Expectativa do parto da Santíssima Virgem". Esta também é chamada festa de Nossa Senhora do Ó, por causa das antífonas que são cantadas neste dia, e que se iniciam com a interjeição "Ó", exprimindo a expectativa e a esperança dos anciãos, patriarcas e profetas da vinda do Messias. Segundo Guéranger (1805 - 1875) Ano Litúrgico - 18 de dezembro

NOS CAMINHOS DA BÍBLIA COM PE.GILBERTO KASPER

NOS CAMINHOS DA BÍBLIA COM PE.GILBERTO KASPER PEREGRINAÇÃO A TERRA SANTA E ITALIA Visitando: Atenas, Epidarius, Mycenae, Nauplia, Olympia, Tel Aviv, Jaffa, Tiberíades, Cafarnahum, Tabgha, Jerusalém, Roma, Assis & Padua. Modalidade: Terrestre Duração: 20 dias / 19 noites Saída: 05 outubro 2013 ROTEIRO PRINCIPAL (Sugerido) 1º Dia – 05 outubro 2013 RIBEIRO PRETO – *SÃO PAULO - ROMA Chegada ao aeroporto de Ribeiro Preto para embarque em voo com destino a São Paulo, embarque em voo com destino a Atenas com conexão em Roma. Pernoite a bordo. 2º Dia – 06 outubro 2013 ROMA - ATENAS Chegada a Roma e espera para embarque em voo com destino a Atenas. Chegada a Atenas e saída para visita a cidade e a Acrópoles. Chegada ao hotel. Pernoite. 3º Dia – 07 outubro 2013 EPIDARIUS - MYCENAE, NAUPLIA – OLIMPIA Café da manhã e saída para Olympia, passando por Epidarius, Mycenae e Nauplia. Chegada a Olympia, check-in no hotel e pernoite. 4º Dia – 08 outubro 2013 OLIMPIA - ATENAS Café da manhã e saída para visita a cidade de Olympia, passando pelo museu. Retorno a Atenas. Pernoite. 5º Dia – 09 outubro 2013 ATENAS – AEGINA – HYDRA – POROS - ATENAS Café da manhã e traslado para o porto de Piraeus, Saronic do Golfo, para visitar as ilhas de Aegina, Poros e Hydra. Retorno a Atenas a tarde. Pernoite. 6º Dia – 10 outubro 2013 ATENAS – TEL AVIV Café da manhã e em horário pré-determinado traslado para o aeroporto de Atenas para embarque em voo para Tel Aviv. Recepção e traslado para o hotel. Jantar e pernoite. 7º Dia – 11 outubro 2013 TEL AVIV – JAFFA – TIBERIADES Café da manhã e partida em direção ao Norte de Israel. Iniciaremos a nossa peregrinação por JAFFA, a aldeia onde estava hospedado Pedro e onde teve a sua visão dos animais impuros. Esta é a mesma Jaffa do Profeta Jonas e outras passagens da Biblia. Continuaremos viagem pelo trajeto da antiga estrada da Via Maris em direção as ruinas de Cesesaria marítima. Visitaremos o Teatro a o Aqueduto. Continuaremos ao Monte Carmel, palco da atuação do Profeta Elias. Continuaremos ao Tel Megido a colina arqueológica no centro do Vale do Armagedon, centro da Galiléia onde Jesus passou a sua infância e adolescencia. Visitaremos uma reconstrução de uma Aldeia como na época de Jesus lembrando a Nazaré daquela época. Finalizaremos o dia com a viagem até as margens do Lago de Tiberíades onde passaremos a noite.Chegada ao hotel, jantar e pernoite. 8º Dia – 12 outubro 2013 TIBERIADES – CAFARNAHUM – TABGHA Café da manhã e saída para passeio de travessia do Lago de barco desembarcando no Vale do Magdala. Continuação até as ruínas de Cafarnahum, onde estava a casa da sogra de Pedro e ali Jesus esteve hospedado e realizou uma série de milagres. Prosseguiremos a Tabgha, lugar da Multiplicação do Pães e Peixes. Finalizaremos a parte da manhã com um culto no Monte do Sermão da Montanha. No período da tarde, seguiremos ao Norte da Galiléia para visitarmos Banias ou Cesária De Filipe, onde se encontra uma das principais fontes de água do Rio Jordão nas colinas do Golan. No retorno passaremos pela Terra dos Gadarenos. Retorno a Tiberíades. Chegada ao hotel, jantar e pernoite. 9º Dia – 13 outubro 2013 TIBERIADES – JERUSALEM Café da manhã e saída de Tiberíades para as margens do Rio Jordão, oração e batismo. Partiremos pelo Vale do Jordão onde visitaremos a Fonte de Gedeão e depois atravessaremos o Deserto da Samaria e da Judéia, passando por Jericó onde lembraremos a conquista de Jericó por Josué e a passagem de Jesus pela cidade quando estava a caminho de Jerusalém. Iniciaremos a subida a Jerusalém com uma chegada Triunfal na cidade com uma oração especial. Chegada ao hotel, jantar e pernoite. 10º Dia – 14 outubro 2013 JERUSALEM Café da manhã e saída para passeio iniciando pelo Monte das Oliveiras onde lembraremos a ascenção de Jesus e a mais bela vista panorâmica da cidade. Chegaremos ao Horto do Getsemani onde teremos tempo para oração e culto entre as oliveiras antigas da torrente do Cedron. Prosseguiremos para o Monte Sião visitando o Cenáculo lugar da última ceia de Jesus e ao Túmulo do Rei David. No período da tarde, seguiremos paras as montanhas de Jerusalém conhecendo Yad Hasmona onde esta o kibutz da comunidade messianica com visita ao parque biblico tematico da vida do dia a dia na epoca de Jesus. Retorno ao hotel, jantar e pernoite. 11º Dia – 15 outubro 2013 JERUSALEM Café da manhã e saída para visita da Antiga Jerusalém, atravessaremos o bairro judeu para chegarmos no Muro das Lamentações a ao Monte do Templo onde hoje se encontram as Mesquitas mulçumanas, passando pelo Monte Moriah. Prosseguiremos a pé ao lugar do Pretorium onde Jesus foi condenado por Pilatus e dela seguiremos o caminho pela via dolorosa nos passos de Jesus ao Jardim do Golgota, o lugar da Crucificação e do Sepulcro Vazio. Tempo para Culto e Comunhão. No período da tarde, dedicaremos para conhecer a parte nova de Jerusalém com a visita a Menorah diante do Knesset e ao Memorial do Holocausto. retorno ao hotel, jantar e pernoite. 12º Dia – 16 outubro 2013 JERUSALEM Café da manhã e viagem ao Deserto do Mar Morto. Visitaremos as ruinas de Kumran onde viviam a comunidade dos Essenios que nos deixaram nos seus pergaminhos as cópias mais antigas dos textos da Bíblia. Visitaremos o Kibutz Almog dos jovens pioneiros de Israel que tornaram o deserto em verde. Prosseguiremos para a Fortaleza de Massada, onde visitaremos esta sensacional obra realizada a mais de 2000 anos atrás pelo Rei Herodes e o palco de um dos momentos mais dramáticos da história do povo judeu. Breve passeio de Camelo. Tempo livre para banho nas águas salgadas do Mar Morto. Retorno a Jerusalém. Jantar de confraternização e despedida. Pernoite 13º Dia – 17 outubro 2013 JERUSALEM – TEL AVIV – ROMA Café da manhã e em horario pré-determinado traslado para o aeroporto de Tel Aviv passando por Emaus. Embarque em voo com destino a Roma. Chegada a Roma. Traslado para o hotel. Pernoite. 14º Dia – 18 outubro 2013 ROMA Café da manhã e saída para visita de meio dia a cidade de Roma. Restante do dia livre para atividades pessoais. Pernoite. 15º Dia – 19 outubro 2013 ASSIS Café da manhã e saída para visita de meio dia a cidade de Assis. Retorno ao hotel e restante do dia livre para atividades pessoais. Pernoite. 16º Dia – 20 outubro 2013 ROMA Café da manhã e restante do dia livre para atividades pessoais. Pernoite. 17º Dia – 21 outubro 2013 PADUA Café da manhã e saída para passeio de dia inteiro a Pádua de trem. Retorno a Roma e pernoite. 18º Dia – 22 outubro 2013 ROMA Café da manhã e restante do dia livre para atividades pessoais. Pernoite. 19º Dia – 23 outubro 2013 ROMA – SÃO PAULO Café da manhã e em horário pré-determinado traslado para o aeroporto de Internacional de Roma, para embarque em voo com destino a São Paulo. Pernoite a Bordo 20º Dia – 24 outubro 2013 SÃO PAULO – RIBEIRAO PRETO Chegada a São Paulo e embarque em voo com destino a Ribeirão Preto. Fim de nossos serviços. Roteiro inclui: Traslados de chegada e saída conforme mencionados com assistência local falando Português; Hospedagem na categoria escolhida com café da manhã e banheiro privativo (check-In 15h00, check-Out 12h00) e refeições de acordo ao descrito no roteiro; Guia local falando português / espanhol sujeito a confirmação, sendo: Grécia: Guia acompanhando do 2º ao 6º dia Israel: Guia acompanhado do 6º ao 13º dia Itália: Guia Acompanhando nos dia 14º, 15º e 17º; Excursões de acordo ao descrito no roteiro sugerido; 01 mala por pessoa; Cartão assistência TRAVEL ACE – Produto Turista por 20 (vinte) dias. Coberturas e valores válidos para passageiros de até 70 anos de idade. Acima disso, favor nos consultar sobre diferença de preços e/ou redução de coberturas. Roteiro não inclui: Passaportes e vistos consulares; Parte aérea; Taxas de embarque ou governamentais Alimentação, exceto café da manhã ou que não estiver mencionado no roteiro; Todo ou qualquer serviços que não estiver especificado como incluído. HOTÉIS DO ROTEIRO (Sugeridos) Opção Cidade Período Nº Noites Hotel Categoria 01 Atenas Outubro 2013 03 Metropolitan Olympia Outubro 2013 01 Europa Tel Aviv Outubro 2013 01 Marina Tiberíades Outubro 2013 02 Leonardo Club Jerusalém Outubro 2013 04 Olive Tree Roma Outubro 2013 06 NH Villa Carpegna ROTEIRO AÉREO & TERRESTRE PRINCIPAL (Sugerido) Valores por pessoa (Mínimo 15 pessoas) € - Euros Opção Nº Pessoas Apto. Duplo Sup. Single - 01 20 + 01FOC € 3.050 - € 1.002 - - - 02 25 + 01FOC € 2.890 - - - - - 03 30 + 01FOC € 2.830 - - - - - Legenda: 01FOC – 01 Tour Leader em ½ duplo compartilhado. VALORES EM EUROS AO CÂMBIO DO DIA Prezados clientes, os preços são por pessoa e estão sujeitos a alteração sem prévio aviso. Não incluem taxa de embarque e são válidos para viagens no período acima. Os valores em Dólar e Euros serão convertidos para Real conforme o câmbio vigente no dia do pagamento. Confirmação de reserva sujeita à disponibilidade de lugares em voos e hotéis. Informações Importantes: Formas de Pagamento Parte Terrestre Á vista – 3% (três por cento) de desconto, dinheiro ou cheque; Entrada de 25% (vinte cinco por cento) em cheque ou dinheiro e saldo parcelado em até 09 (nove) vezes sem juros em cheque pré-datado ou nos cartões de crédito (Visa, Mastercard & American Express); Todas as formas de pagamento deverão ser pagas em reais convertidas ao câmbio do dia do pagamento; Solicitar o contrato de intermediação de serviços turísticos com as informações (cláusulas de cancelamento/alteração/transferência de serviços); As condições podem ser substituídas ou complementadas conforme o contrato de intermediação de serviços turísticos que será apresentado na solicitação da reserva; Favor consultar nossos Dados Bancários. Todos os preços e formas de pagamento expressos neste documento estão sujeitos a alterações sem prévio aviso. Parte Aérea.- GRU-FCO-ATH-FCO-TEL-FCO-GRU Custo por pessoa USD 1508,00 + Taxa de embarque a ser reconfirmada quando da emissão do Bilhete. Valores em USD convertidos ao câmbio do dia.- Forma de pagamento em 05 parcelas sem juros nos cartões de créditos. SIMULAÇÃO DE VALORES EM REAIS EM 04 DEZEMBRO 2012.- PARTE TERRESTRE.- 25 PAX.- EUR.- 2.890,00 X 2.90 = R$ 8.381,00 Entrada de R$ 2.100,00 e saldo em 09 parcelas de R$ 698,00 PARTE AÉREA.- 25 PAX.- USD 1.508,00 X 2.10 = R$ 3.167,00 + taxa de embarque Em 05 parcelas de R$ 635,00 DESPESAS EXTRAS.- Visitas – Passeios Extras - Refeições Extras - Shows EUR.- 150,00 dia X 20 DIAS = EUR.- 3.000,00 Estas formas de pagamentos estão todas calculadas aos valores do dia 04 dezembro 12 Podendo sofrer alterações em virtude das FLUTUAÇÕES DAS MOEDAS - EURO e DOLARES Também cada pessoa poderá optar por sua forma de pagamento quando do fechamento Da viagem Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Tel.: (16) 3236-4410 Cel.: (16) 9217-6540 ou João Alberto – Elite Turismo Rua Altino Arantes, 669 – Tel.: (16) 3610-0157 Jardim Sumaré – CEP 14025-030 – Ribeirão Preto – SP E-mail: joaoelite@terra.com.br

HOMILIA PARA O TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO DE 2012

GAUDETE – DOMINGO DA ALEGRIA “Alegrai-vos! O Senhor está próximo! Nesta certeza, celebramos o Terceiro Domingo do Advento, chamado o ‘domingo da alegria’. Há muitas definições de alegria, uma delas é a manifestação de contentamento e júbilo. Estamos em tempo de preparação, espera, mas a liturgia, neste domingo, nos convida a uma espera alegre. O ‘Prometido’ está para chegar, por isso somos tocados por uma alegre exultação. O ‘Esperado’ se aproxima, e mesmo em meio à dor, somos convidados a cantar de alegria e rejubilar. [...] Os cristãos não têm direito de desesperarem-se. É a esperança nossa razão de viver, sempre com novas perspectivas de vida, e de Vida em Abundância! Gosto de pensar que o Reino de Deus (que na Pessoa de Jesus já está entre nós), é um Reino de Justiça. Logo, onde não há Justiça, Liberdade, Fraternidade, Amor e Paz, também não há Reino de Deus. Nossa tarefa, nossa demonstração da fé em Deus, deve ser profética, sacerdotal e real: Anunciar Deus no meio de nós (e não há nada melhor) e Denunciar tudo aquilo que impede os efeitos do Reino de Deus, anunciado por Jesus, como um mundo de irmãos que se amam, se querem bem, se ajudam, onde ninguém inveja ninguém, onde não se disputa nem mesmo os espaços públicos, onde não há mentiras e nem enganações. Onde todos sejam ANJOS uns para os outros [...]. ‘A alegria invade nosso coração, pois o Natal de Jesus está cada vez mais próximo. Essa alegria, porém, não pode ser ofuscada pelo consumismo nem por interesses egoístas. João Batista tem para cada um de nós uma mensagem de esperança e de compromisso. Enquanto comunidade alegre e orante, acolhamos a palavra de Deus. Ela aponta a presença do Senhor em nosso meio e, por intermédio de João Batista, traz a cada um de nós uma proposta de vida. Exultemos de alegria, pois Deus está em nosso meio. A alegria deve nos motivar para a retidão e a bondade em nosso agir. Qual é nossa tarefa neste mundo e como devemos proceder? Demos graças, porque Deus está no meio de nós. Por meio de sua palavra e da Eucaristia, ele quer nos alimentar e iluminar, para que sejamos testemunhas vivas da alegria da encarnação do seu Filho. Agradeçamos a Deus o trabalho de evangelização realizado pela Igreja e também os seus evangelizadores’ (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2012 da Paulus, pp. 52-54). Este é o domingo ‘Gaudete’, isto é, da alegria, pois ‘o Senhor está próximo’. Sua salvação já está atuando em nosso meio pela ação do Espírito Santo, fortalecendo a nossa missão a serviço da vida. João Batista nos chama a uma conversão autêntica, manifestada com frutos de justiça e de fraternidade. O apelo do precursor do Messias leva a assumir atitudes essenciais que consistem em compartilhar roupas e comida, ou seja, os bens que possuímos; a não praticar injustiças, extorsões; a não oprimir, abusando do poder e acusando falsamente. Trata-se de uma conversão pessoal e social para acolher Jesus Cristo, Palavra do Pai, que vem revelar o seu amor. A exortação da liturgia de hoje é parte integrante da mensagem da alegria e salvação, que vem de Deus. É necessário manifestar nossa alegria na retidão e na bondade de nossa forma de viver. A proximidade do Senhor, a sua presença em nosso meio, nos proporciona viver na alegria, na tranquilidade, na oração e na paz. A transformação pessoal nos compromete a tornar as estruturas deste mundo mais de acordo com o Evangelho e o Reino de Deus Perante a proximidade da vinda do Senhor, somos convidados a mudar atitudes, comportamentos. Madre Teresa de Calcutá dizia: ‘... sermos felizes com Deus agora significa: amar como ele ama, ajudar como ele ajuda, dar como ele dá, servir como ele serve, salvar como ele salva, ficar vinte e quatro horas com ele, encontrá-lo em suas tristes aparências’. Neste domingo, fazemos a coleta nacional da Campanha para a Evangelização, para a sustentação dos diversos serviços de evangelização da Igreja no Brasil. Por causa desta Campanha a Igreja no Brasil pode levar a alegria do Evangelho a muitos lugares e por diversos meios de ação pastoral” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB nº 24, pp. 22-27). Sejamos generosos na Coleta para a Evangelização. Nossa oferta deverá ser o resultado daquilo que deixamos de gastar, pensando em quem tem menos do que nós. Presentes, Enfeites e Guloseimas de Natal poderiam ser menos exagerados e ao invés, abrirmos mais nosso coração às necessidades que a Evangelização no Brasil, um País de dimensões continentais, têm, para anunciar com maior eficácia que Deus está no meio de nós, embora nem sempre o reconheçamos! Uma quantia qualquer por simples desencargo de consciência não agrada a Deus e nem ajuda a Igreja a cumprir, em nome dos cristãos já evangelizados, sua missão evangelizadora! O IXº Concerto Ecumênico de Natal em nossa Santo Antoninho, acolhe neste Domingo da Alegria o Coral Coopercitrus-Credicitrus de Bebedouro, com seu Diretor Artístico e Regente, Maestro Sérgio Alberto de Oliveira, a Regente-assistente e Pianista, Suzana Samorano e o Orientador de técnica vocal, Alexandre Mazza. Sob o tema de nosso Concerto: Um Natal dos Sonhos à luz da fé madura. Sintam-se todos convidados! Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço sempre fiel e amigo, Pe. Gilberto Kasper (Ler Sf 3,14-18; Sl Is 12; Fl 4,4-7 e Lc 3,10-18)

A OBSESSÃO PELO MELHOR

Leila Ferreira Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples, em Belo Horizonte. Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter. O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"? Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo... O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na buscado "melhor" a gente nem percebeu? Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos. Shakespeare

Este ou aquele... Ou, este com aquele!

Uma das formas de definirmos nossa fé é que ela faz viver novo modo, novo comportamento. E muitas vezes entendemos isso com um modo que exclui o outro. Dizíamos que o mundo é mau, que ele não presta, que é do diabo – do adversário; temos que fugir do mundo, evitá-lo. E isso leva até a atitudes descabidas de vivermos atrás de expulsar demônios... A partir do Concílio Vaticano II, cujo cinquentenário estamos comemorando neste Ano da Fé, começamos a descobrir que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo.” (GS, 1). Então, há também alegrias e esperanças no mundo de hoje? Há possibilidade de sadia esperança e robusto otimismo? Pois é! É isso mesmo. É possível lançar um olhar de amor para o mundo em que vivemos, amor que inspira crescimento, compromisso... sem desviarmos o olhar dos que carecem de tudo. Há muito que se amar em torno de nós, além de nós e, às vezes, apesar de nós! Estamos vivendo o mês de Dezembro. Nele é impossível deixar de pensar em viver o Natal. Tantas vezes insistimos que o Natal é Jesus, com seu nascimento decisivo para a história da humanidade e para a nossa fé. Ele é a imagem do Deus invisível, ele é o centro de nossa adesão ao plano de Deus, Ele é o caminho, a verdade e a vida! E tanta gente faz do Natal apenas a consagração do consumismo, a obrigação de frequentar as catedrais das compras – os shopping centers -, deixar-se paralisar pela febre do ter... Será que basta se condenar o endeusamento do consumo? Será que resolve alguma coisa lançar no inferno este mundo de correria, de competição, de autoafirmar-se pelo que se tem e pela qualidade do que compramos? Será que é bom, é o melhor, caracterizar nosso mundo como os que vivem com Deus, no seu canto, e os que fazem do ter o seu deus, bem distantes de nós? Ora, a fé se estabelece no diálogo entre o Deus que ama, que se propõe e se revela e aquele que acolhe, responde e se transforma! É hora de estabelecermos diálogo com as pessoas que estão se arriscando a se esvaziar de vida, consumidos pelas compras. Não é verdade que vivemos num ambiente que favorece este surto de consumismo, com 13º salário, fim de ano, férias? Não é verdade que muitos passam o ano inteiro esperando esta hora de poder comprar algo mais? Será que não é possível iluminar pela fé esta ânsia de comprar, esconder-se atrás dos bens matérias? Será que não podemos encontrar critérios para limitar o fogo do consumismo, para controlar a corrida às lojas? Não é possível nos ajudar a não ficar dependentes do que temos e compramos? Será que não é possível viver o Natal de Jesus com as compras que nos permitam viver com dignidade, com alegria, sem deixar de lado as angústias e sofrimentos dos pobres? Tenham todos um feliz Natal, com Jesus e com os outros! Pe. Nasser Kehdy Netto, administrador arquidiocesano

HOMILIA PARA O SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO DE 2012

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Quando vier pela segunda vez, o Senhor deverá nos encontrar preparados, razão pela qual temos de nos converter, tal como o Batista pregava junto ao rio Jordão. Será necessário preparar o caminho do Senhor, endireitar suas veredas, aterrar os vales, rebaixar as montanhas e colinas, tornar retas as passagens tortuosas e aplainar os caminhos acidentados. A convocação é para uma mudança radical, conversão de verdade. Mudança de mentalidade e de atitudes profundas. Se olharmos para a nossa realidade, percebemos tantos ‘caminhos’ que precisam ser endireitados. O Senhor virá e toda a terra verá a salvação, os frutos da justiça irão florescer. Ele nos dará o dom do discernimento para fazermos opções, de acordo com a proposta do seu Reino. Neste Segundo Domingo do Advento, renovamos nossa fé no Senhor que não nos abandona jamais. ‘Por meio do testemunho de João Batista, Deus nos chama a preparar os caminhos para a chegada do Salvador e para nosso encontro com ele, em espírito de conversão. Celebrar a eucaristia é fazer memória da misericórdia do Pai celeste, que nos salva em Jesus Cristo. Somos motivados a nos deixar guiar pelo Senhor e contemplar a sua salvação. Somos convidados a despir a veste de luto e de aflição e trajar os adornos da glória de Deus, buscando crescer no amor e empenhando-nos para que todos possam ver a salvação que Jesus nos traz. É hora de levantar a cabeça e olhar para frente, pois Deus vem em socorro dos sofredores. João é a voz que clama, convocando as pessoas à conversão e anunciando a salvação para todos os povos. Os líderes da comunidade devem ser os primeiros a rezar por ela para que viva o amor, preparando-se para acolher Cristo’ (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2012 da Paulus, pp. 35-39). Neste Segundo Domingo do Advento o Senhor nos chama a preparar o caminho, de maneira especial, através da mensagem e do testemunho de João Batista. O apelo à conversão, ‘metanoia’, em grego, convida a uma mudança na forma de viver, de pensar e de agir, para seguir com radicalidade o projeto de Deus a serviço da vida. Um novo céu e uma nova terra surgem a partir da transformação do nosso coração. João vem do deserto, lugar do encontro com Deus, para convidar a preparar o caminho, a endireitar as veredas, para fazer a experiência da salvação. É necessária disponibilidade interior para acolher o dom gratuito do amor de Deus, revelado em Jesus. O Reino de justiça, inaugurado com a vida e a entrega de Jesus, nos compromete a trabalhar em prol de sua realização plena. Somos chamados a vestir o manto da Justiça e da misericórdia, a levantar e a subir ao alto, para perceber os sinais de libertação que estão chegando com o Messias Salvador. É preciso preparar o caminho para que a ‘Paz na Justiça’ se manifeste plenamente. Os gestos de amor solidário nos mantém no caminho de Jesus, na fidelidade aos valores do Evangelho. Orientados pela Palavra de vida e salvação, neste Ano da Fé, renovamos nossa fé no Reino de Deus, com o coração convertido e disposto a trabalhar, para que a Boa Notícia seja anunciada a todos, como nos pede o Sínodo dos Bispos realizado em Outubro deste ano. Só seremos capazes de tal prática, auxiliados pela misericórdia do Senhor que nos dá sabedoria para discernirmos o que é melhor. Um exercício bem prático e que parece simples, mas não é, será não falarmos nada mal de ninguém nesta segunda semana do Advento. Se não soubermos nada de bom sobre as pessoas de nossas relações, saibamos silenciar, calar. Só falemos algo de bom que venhamos a saber sobre os outros, especialmente sobre os irmãos de nossas Comunidades. A experiência do silêncio profundo nos remete à conversão, que por sua vez nos santifica! Em nossa relação com Deus, conosco mesmos e com os outros, mergulhar às entranhas de nossa intimidade, movidos pelo silêncio, é a estética da ternura, da bondade e da misericórdia evangélicas! Não esqueçamos a Campanha da Evangelização, cuja coleta realizaremos no Terceiro Domingo do Advento. A partilha de nossa pobreza deverá ter sabor de solidariedade e compromisso com a Evangelização em nosso País com dimensões continentais. Ao comprarmos os presentes de Natal, abrindo mão de alguma guloseima, seja revertido o valor àqueles que dependem de nossa generosidade. Assim nossa participação na Coleta será agradável ao coração de Deus! No dia 10 recorda-se o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o dia internacional dos povos indígenas. No dia 12 de dezembro é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira da América Latina. Ela traz em si, os sinais da cultura indígena, e, ao mesmo tempo, o nome de Maria, grávida de Jesus” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB nº 24, pp. 16-21). Em nossa Reitoria Santo Antônio, Pão dos Pobres, a Novena de Natal preparada com zelo e carinho pelo Seminário Maria Imaculada de Brodowski e pelo Serviço Arquidiocesano de Animação Litúrgica, está organizada pela Pastoral da Pessoa Idosa, e acontece nas residências de nossos irmãos assistidos, mensalmente, pelas Missionárias da PPI Dra. Zilda Arns Neumann. Quem desejar unir-se aos Grupos, deverá entrar em contato com a coordenadora Maria Helena Salvi Pontan. Já as confissões são agendadas, a fim de que possamos atender o maior número possível de pessoas enfermas e idosas. No espírito da Igreja do Ir já agendamos 180 residências para o rico tempo do Advento. Finalmente, nos preparamos também para o Natal do Senhor através do IXº Concerto Ecumênico de Natal de Ribeirão Preto. Durante a Missa das 10 horas do Segundo Domingo do Advento, dia 9 de Dezembro, a Santo Antoninho, acolherá os Corais Branca Mora do Centro do Professorado Católico (CPC) e Espaço Aberto da Terceira Idade do Sindicato dos Comerciários de Ribeirão Preto, sob a regência da Profª Adriana Moraes e a pianista Patrícia Carvalho. Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo, Pe. Gilberto Kasper (Ler Br 5,1-9; Sl 125(126); Fl 1,4-6.8-11 e Lc 3,1-6)

“PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR”

Pe. Gilberto Kasper* O texto proposto pelo evangelista Lucas para a celebração do Segundo Domingo do Advento pertence ao bloco narrativo de preparação para o ministério público de Jesus (Lc 3,1-4,13). O protagonista é João Batista, que é chamado a preparar o caminho do Senhor. O seu ministério está situado num tempo histórico bem determinado (Lc 3,1-2), para mostrar que a salvação de Deus se manifesta na realidade humana concreta. João é o profeta de Deus que inaugura o período do cumprimento de suas promessas, centradas em Jesus. O filho de Zacarias, aquele que foi lembrado por Deus, instaura o novo tempo de salvação. O chamado de João recorda o do profeta Jeremias: “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jr 1,5). O precursor do Messias começa sua atuação no deserto, lugar do êxodo da escravidão para a vida nova. João percorre a região do Jordão e sua palavra profética convida à conversão, a uma mudança de atitudes. O seu batismo expressa a disposição interior de caminhar na vida nova, proporcionada pela experiência da salvação. Sua missão prepara o povo para acolher o Reino de Deus, revelado plenamente em Jesus. Lembrando a mensagem profética de segundo Isaías, que havia sustentado a esperança dos exilados, João é a voz que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. As pastagens tortuosas serão endireitadas. Todas as pessoas verão a salvação de Deus” (Lc 3,4-6; Is 40,3-4). Trata-se de uma mudança radical de vida para acolher o dom gratuito da salvação, oferecido a todas as pessoas em Cristo (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB nº 24, pp. 16-17). Durante a Missa das 10 horas na Igreja Santo Antoninho, na Av. Saudade, 222-1, nos Campos Elíseos, continuaremos o IXº Concerto Ecumênico de Natal de Ribeirão Preto, com os Corais Branca Mora do Centro do Professorado Católico e Espaço Aberto da Terceira Idade do Sindicato dos Comerciários de Ribeirão Preto, sob a regência de Adriana Moraes. Sintam-se todos convidados a prepararmos bem o Natal do Senhor através tanto de nosso Concerto de Natal, bem como da Novena preparada com profundo carinho pelo Seminário Maria Imaculada de Brodowski e o Serviço de Animação Litúrgica da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Ainda há tempo de organizarmos nossos grupos em Família, juntando os parentes e vizinhos, bem como as pessoas de nossos quarteirões ou ainda Grupos Eclesiais e Sociais. *pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

PAZ NA JUSTIÇA E GLÓRIA NA PIEDADE

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. A Igreja Santo Antoninho continua no Segundo Domingo do Advento, durante a Missa das 10 horas, na Av. Saudade, 222-1 nos Campos Elíseos o IXº Concerto Ecumênico de Natal de Ribeirão Preto, com a participação dos Corais Branca Mora do Centro do Professorado Católico e Espaço Aberto da Terceira Idade do Sindicato dos Comerciários de Ribeirão Preto, sob a regência de Adriana Moraes, para o qual dia 9 todos são convidados! Na primeira leitura do próximo domingo, o Segundo do Advento, o Profeta Baruc apresenta uma mensagem de esperança, convidando a mudar a veste, como sinal da libertação que está surgindo. Durante os ritos de lamentação, as vestimentas eram substituídas por vestes de saco (Gn 37,34). Jerusalém, iluminada pela luz do Senhor, o Sol nascente, veste o manto da justiça e recebe um nome novo: “Paz na justiça e glória na piedade”. Com esperança profética do segundo Isaías, Baruc descreve a nova estrada no deserto, o caminho do encontro com Deus, que leva a “abaixar os montes, as colinas, encher os vales, até aplainar o solo, para que o povo caminhe com segurança”. O solo árido é transformado pelas chuvas, e a caminhada de esperança pela presença do Senhor que guia para um novo êxodo com sua justiça e misericórdia (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB nº 24, pp. 17-18). O salmo 126(125) celebra a alegria e a gratidão pela volta dos exilados. A linguagem da semeadura e do crescimento da planta descreve a mudança da situação, proporcionada pela bondade do Senhor. A lembrança das intervenções salvíficas de Deus no passado suscita a esperança na ação que continua no presente. A segunda leitura pertence à ação de graças que Paulo eleva a Deus pela participação dos filipenses no anúncio do evangelho. A comunidade compartilha a alegria e o sofrimento por causa da Boa Nova de Jesus. A evangelização é obra da ação do Senhor que levará à perfeição o trabalho começado. Com a ternura de Cristo Jesus, Paulo suplica que “o amor cresça sempre mais, em todo conhecimento e experiência, para discernir o que é melhor” (Fl 1,9-10). Assim, as pessoas podem esperar a vinda do Senhor, plenas dos frutos da justiça. A vida ética torna-se o fruto do novo relacionamento com Deus.

A Maria, arrebatadora dos corações

Ó doce soberana, Vós conforme a expressão de São Boaventura, arrebatais os corações dos que Vos servem cumulando-os da vossa ternura e liberalidade: eu Vos suplico, tomai também o meu miserável coração que arde no desejo de Vos amar muito. Pela Vossa beleza, ó minha Mãe, atraístes o vosso Deus, a ponto de faze-Lo descer do céu à terra: e eu viveria sem Vos amar? Não, certamente; não me darei repouso enquanto não tiver obtido amor terno e constante a Vós, ó minha Mãe que fostes tão boa a meu respeito, ainda quando eu era um ingrato! Ai que seria de mim agora, ó Maria, se não me houvésseis amado e obtido tantas misericórdias? Ah! Se tanto me amastes quando eu não Vos amava, que devo esperar da vossa bondade agora que Vos amo! Sim, amo-Vos ó minha Mãe, e quisera ter um coração capaz de Vos amar por todos os infelizes que não Vos amam; quisera ter uma língua capaz de Vos louvar com mil línguas, para fazer conhecer a todo mundo a vossa grandeza, a vossa santidade, a vossa misericórdia, e o amor com que amais os que Vos amam. Se tivesse riquezas todas quereria empregar em Vos honrar; se tivesse súditos, todos quereria enfim sacrificar pelo vosso amor e glória, se fosse mister, até minha vida. Amo-vos pois, ó minha Mãe, mas ao mesmo tempo, ai! Temo não Vos amar, porque ouço dizer que o amor faz os que amam semelhantes à pessoa amada. Devo crer então que bem pouco Vos amo, vendo-me tão longe de me parecer conVosco: Vós, tão pura, eu, tão manchado; vós, tão humilde, eu, tão orgulhoso; vós, tão santa, eu, tão criminoso! Mas, ó Maria, eis aqui o que deveis fazer: já que me tendes amor, tornai-me semelhante a Vós. Para mudar os corações tendes poder superabundante; tomai então o meu, e mudai-o; conheça o mundo que podeis em favor dos que amais: tornai-me santo, e seja eu digno filho vosso. Assim o espero, assim seja. Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”. Autor da oração: Santo Afosno de Ligório

HOMILIA PARA O PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO DE 2012

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Advento, ou o ‘dia da vinda’, é um tempo de preparação para as festas epifânicas, tem como tarefa preparar-nos para receber o Senhor que vem e se manifesta a nós. Sendo assim, a manifestação do Senhor tem dois aspectos: 1. A sua manifestação em nossa carne, que constitui sua primeira vinda; 2. A sua manifestação em glória e majestade no final dos tempos, que constitui sua segunda vinda. O tempo do Advento terá, por conseguinte, esta dupla estrutura: será advento escatológico e advento natalício. O primeiro compreende o tempo que vai do primeiro domingo do advento ao dia 16 de dezembro inclusive; o segundo constitui-se pelas semanas de 17 a 24 de dezembro que propõem a preparação mais imediata para a festa do Natal. Neste primeiro domingo, somos convocados a atitudes bem concretas diante da vinda do Filho do Homem: levantar, erguer a cabeça, tomar cuidado, ficar atentos. Ou seja, é preciso ficar de pé diante do Filho do Homem. ‘O Advento nos prepara para o Natal, festa da encarnação de Deus na pessoa de Jesus. A liturgia deste primeiro domingo do Advento nos convida à oração e à vigilância, fundamentada no amor. Fiquemos bem despertos para perceber e acolher as visitas que Deus nos faz. A vinda do Filho de Deus significa o plantio da semente da justiça no coração da humanidade. Cabe a cada pessoa e comunidade acolhê-la e cultivá-la com amor, para que produza em nós a salvação. Todos somos responsáveis para que a justiça se estabeleça na sociedade. É necessária uma vigilância ativa para perceber a salvação próxima. A vinda de Cristo exige de cada um de nós sempre melhor vivência fraterna’ (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2012 da Paulus, pp. 17-20). Cristo revelou a salvação que atua já no presente e mantém firme o nosso compromisso solidário em favor da justiça. A palavra de hoje anuncia a esperança da salvação plena: ‘A vossa salvação está próxima’. O Senhor se manifestará de forma gloriosa para realizar plenamente o seu Reino. Nossa atitude é de espera vigilante, através da oração e do amor fraterno. O Senhor virá e a melhor maneira de manter a espera vigilante é por meio do amor e da oração constante. A vigilância é uma atitude existencial e libertadora que se manifesta na esperança ativa, na fé no trabalho, nas relações humanas de cada dia, no compromisso com a justiça do Reino. É apelo a viver um amor universal transbordante, que leva a construir um mundo novo de paz e fraternidade. O evangelho fala de sinais no sol, na lua, nas estrelas, angústia na terra, bramido no mar e nas ondas, céu abalado, inquietações na humanidade. Palavras atuais diante do clamor pela preservação da natureza. Os países juntos podem promover um desenvolvimento sustentável, que atenda às necessidades das gerações presentes e futuras. Mas, cada pessoa é chamada a colaborar para garantir um futuro de esperança e de vida plena. Celebramos com confiança no Senhor, cumpridor das promessas, pois ele fará brotar de Davi a semente da justiça. Um dos símbolos interessantes, e que nos ajudam a preparar bem o Natal do Senhor, é a Coroa do Advento, que contém uma linguagem de silêncio e fala forte, através do círculo, da luz, das cores, dos gestos correspondentes... Acende-se a primeira vela, que ao final do Advento, com a luz das outras três, terá iluminada nossa preparação adequada para a Solenidade do Natal do Senhor! Em todas as Comunidades do Brasil, levaremos hoje para nossas casas, um envelope para a Coleta da Campanha para a Evangelização. O resultado desta Coleta deverá ser tudo aquilo que, ao longo do Advento guardamos em favor dos que têm menos que nós, bem como em favor da eficaz Evangelização em nosso País, com seus desafios continentais. Ao comprarmos os presentes de Natal, saibamos lembrar de colocar uma parcela no envelope. Não deixemos para a última hora, colocando algo que possa sobrar. Não façamos uma Coleta de Migalhas e Sobras, mas ofertemos algo precioso de nós. Abramos mão de alguma guloseima ou de algum presente, em verdadeiro espírito de penitência, que produza frutos saborosos e resulte na maior e mais significativa Coleta para a Evangelização de todos os tempos. ORAÇÃO DA CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO 2012 Ó Deus, quisestes que a vossa Igreja Fosse no mundo O sacramento da salvação para todas as nações, A fim de que a obra do Cristo Que vem continuasse até o fim dos tempos. Derramai o Espírito prometido, Para que aumente em nós O ardor da evangelização E faça brotar nos corações a resposta da fé. Por Cristo, nosso Senhor. Não nos esqueçamos de celebrar no dia 3 de dezembro o Dia dos Portadores de Deficiência Física, que ainda enfrentam tantos desafios em um País tão rico, mas que descuida de seus cidadãos em sua dignidade básica, por conta de projetos econômicos injustos e de vergonhosa disparidade. Também dia 8 de dezembro, celebraremos a Solenidade da Imaculada Conceição. Maria Santíssima cubra com seu manto materno, especialmente, nossos irmãos mais desprovidos de condições básicas para viver e não simplesmente sobreviverem. Saibamos, na Primeira Semana do Advento intensificar a leitura e a meditação da Palavra de Deus, que vai nos levando dia a dia na experiência do ‘resplandecer da luz do sol nascente que vem nos visitar...’. Vivemos o Ano da Fé: retomemos as opções fundamentais da fé e a entrega ao Senhor na oração, na penitência e na caridade” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, nº 24, pp. 9-15). Em nossa Igreja Santo Antoninho, além dos exercícios propostos pelo Advento como confissões, maior silêncio diante do Senhor, oração mais intensa, participação fraterna na Coleta para a Evangelização, partilhando de nossa pobreza, nos preparamos através dos Concertos Ecumênicos de Natal. Durante a Missa das 10 horas, um Coral diferente participará com hinos natalinos, oferecendo-nos uma deleitosa preparação para o santo Natal. Neste primeiro Domingo do Advento, participará o querido Coral Arco-Íris sob a regência do Profº Osmani Antônio de Oliveira. Haverá, também, a encenação de Maria grávida, acompanhada por José, buscando um lugar para Jesus nascer. Jesus nasceu cheirando a feno, numa estrebaria, porque não encontrou uma manjedoura humana, cheirando a paz, acolhida, humildade, transparência e amor. Será que hoje, nosso coração se abriria para Jesus nascer nele? Sinceramente, será verdade? Será verdade que nosso coração esteja aberto para Jesus, quando tão fechado a tantos irmãos que invejamos, que detestamos, que enganamos ou traímos? Pensemos bem nisso nesta semana, a Primeira do Advento, talvez a única em oportunidades para nossa vida! A Vigilância pedida no Evangelho deste domingo não terá tempo de nos esperar. Terá de ser hoje nossa decisão: ser ou não a manjedoura para Jesus estampado nos outros... Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço sempre amigo e fiel, Pe. Gilberto Kasper (Ler Jr 33,14-16; Sl 24(25); 1 Ts 3,12-4,2 e Lc 21,25-36)

Qual o significado da Coroa do Advento?

Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do advento abrange quatro semanas antes do Natal. Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus. No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva a oração, elas simbolizam as quatro manisfestações de Cristo: 1° Encarnação, Jesus Histórico; 2° Jesus nos pobres e necessitados; 3° Jesus nos Sacramentos; 4° Parusia: Segunda vinda de Jesus. No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos por a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento. Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade. Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se convertera rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos. O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente! Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada Domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar. Oração: Senhor Jesus celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos através do menino Jesus que vai nascer em nossa família. Fonte: www.arquidioceserp.org.br

OS CURANDEIROS CURAM TANTO QUANTO OS MÉDICOS

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. A verdade é que tanto a medicina oficial como a tradicional tem seus méritos e apresenta limitações. Um célebre médico chegou a declarar, num simpósio internacional sobre medicina, realizado há três décadas na Itália, que Os Curandeiros curam tanto quanto os Médicos profissionais, com a diferença de realizá-lo a custos muitíssimo inferiores. Ambos, na verdade, se baseiam na fé: os médicos têm fé na ciência, e os curandeiros creem nas forças magnéticas de que são dotados, ou nos chás que receitam, ou métodos que aplicam. Na cura de alguma doença entram três fatores, que recebem o nome de tríade terapêutica: quem cura, quem é curado e a opinião pública. No caso da medicina alternativa falamos de curandeiro, de paciente e de fama, que se espalhou entre o povo. Quanto maior a fama e quanto maior a fé do paciente, maior será o êxito do curandeiro. Nesse caso podemos considerar que é a fé que salva. Diz-se que 80% das doenças têm fundo psicológico. Por isso, 80% da cura vêm da fé. Normalmente, os curandeiros têm maior êxito em sua especialidade que os médicos! Mesmo estes têm a eficácia de suas receitas ligadas, em grande parte, à confiança que neles se deposita. Não por nada recorrem aos meios de comunicação para ligar sua profissão aos remédios que se propagam. Não se conseguirá promover verdadeiramente a saúde da população sem promover a prática tanto da medicina oficial como a medicina tradicional. A medicina artificial não pode suplantar a medicina natural e as demais medicinas, desde as florais à homeopatia e toda a área ambiental, bem como os métodos artificiais não podem eliminar os métodos naturais em todos os campos da vida humana. O que nos parece muito importante nessa questão é o espírito de ânimo e a fé do paciente, uma vez que se ouve frequentemente dos próprios médicos, que grande parte da responsável pela cura é a ajuda do próprio enfermo. Não entregar-se à enfermidade, lutar contra ela, por uma saúde, auxilia no processo de reabilitação da maioria dos pacientes de qualquer doença. Se verificarmos os milagres de Jesus, a maioria deles trata da cura dos enfermos que tem fé.

AS DOENÇAS ESTÃO NA ORDEM DO DIA

Pe. Gilberto Kasper* Infelizmente vivemos num mundo em que as doenças estão na ordem do dia. Sem tirar nossa atenção da necessidade de prevenção, encontramo-nos diante de doenças que precisam, urgentemente, ser curadas. O assunto da saúde e da doença é demasiadamente grave para ser deixado somente aos cuidados dos médicos da medicina oficial, assim como, no dizer de um estadista, guerra é assunto demasiadamente sério para ser confiado exclusivamente aos militares, e o bem comum é demasiadamente oneroso para ser resolvido apenas pelos políticos de profissão, e a justiça é demasiadamente complexa para ser entregue exclusivamente aos juízes. Temos duas tentativas terápicas frente à doença. Uma é, por assim dizer, a medicina oficial. Forma seus agentes em cursos superiores de medicina e enfermagem. Segue métodos considerados científicos, na suposição de que o homem é um ser natural, composto dos mesmos elementos, que constam nos fármacos. Outra é a chamada medicina tradicional. Compreende as medicinas e artes de curar ancestrais. O que a Organização Mundial da Saúde (OMS) denomina de medicina tradicional, normalmente é entendido como medicina alternativa à oficial, o que lhe dá, muitas vezes, a condição de não ser reconhecida. Daí fluem os mal-entendidos e, não raro, os atritos entre o aprovado e o não aprovado, como que a significar eficácia e autenticidade apenas para um método, com aval das autoridades públicas. À primeira vista, fica a impressão de que os primeiros tratam seus clientes cientificamente, ao passo que os segundos os tratam humanamente; os primeiros, com os recursos técnicos da medicina e os segundos, com o carisma pessoal. Ou, à semelhança da divergência entre técnicos e humanistas, os primeiros são chamados de desumanos, ao passo que aos segundos vai o denominativo de charlatães. O importante seria determinar se a medicina é realmente uma vocação ou mera profissão. Os médicos que a tem como meras profissões dialogam somente com resultados de exames. Já os que vivem a medicina como vocação dialogam também com seus pacientes e, com profunda ternura e compromisso da promoção da saúde. *pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Com a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, encerramos o Ano Litúrgico. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o começo e o fim da história humana, que Deus transforma em história da salvação. A festa de Cristo Rei foi instituída, como celebração litúrgica, pelo Papa Pio XI em 1925. O Papa fixou o último domingo de outubro como data da festa de Cristo Rei, tendo em vista, sobretudo, a festa subsequente de Todos os Santos, a fim de que se proclamasse abertamente a glória daquele que triunfa em todos os santos eleitos’. A reforma litúrgica do Vaticano II transferiu a data do último domingo de outubro para o último domingo do Tempo Comum. Desse modo, concedeu à celebração um significado mais amplo, sublinhando a dimensão escatológica do reino em sua consumação final. Com esta mudança, Cristo aparece como centro e senhor da história, Alfa e Ômega, Princípio e Fim (cf. Ap 22,12-13). É a Festa do Cristo ‘Kyrios’. ‘Meu reino não é deste mundo, Jesus nos diz. Todo o universo, e nele o ser humano, é criação divina, o alfa, e tem um único objetivo: o ômega – a finalização de tudo e todos no amor, que é Deus. Para que isto ocorra, temos de fazer que Cristo seja o rei, o coração, do mundo e de nossa vida. O filho do homem glorioso recebe todo o poder e reinará para sempre. Jesus é o grande vencedor e o modelo de fidelidade a ser imitado. O reino proposto por Jesus não se confunde com os modelos do reino que a sociedade propõe’ (cf. Liturgia Diária de Novembro de 2012 da Paulus, pp. 75-77). Reconheçamos com sinceridade: não é fácil vencer a tentação do triunfalismo. As influências dos tempos de cristandade ainda repercutem e revelam sua força, em muitas manifestações eclesiais e litúrgicas. Hoje o estandarte de Cristo Rei tremula em meio a muitas outras bandeiras da sociedade. É importante deixar claro que a realeza de Cristo não se confunde com a realeza deste mundo. Suas conquistas não se medem pela quantidade de indivíduos batizados, pela eficiência das estruturas e das instituições eclesiais, pela grandiosidade das igrejas, pelo temor que as autoridades eclesiásticas às vezes impõem. O reino de Cristo conquista novas fronteiras pela atitude de serviço, pelos gestos de doação solidária em favor dos mais fracos. Ele se manifesta no respeito de uns pelos outros, no encontro, no diálogo que instaura relações de comunhão. Talvez devêssemos retomar a pergunta de Pilatos: ‘Tu és rei?’ Que rei Jesus é hoje para nós? ‘Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade’. Jesus Cristo é reconhecido como Senhor (Kyrios) e Rei porque realizou (e realiza) a missão de salvar, perdoar, reconciliar, libertar, curar, dar a vida, anunciar a Boa Nova do amor do Pai e da esperança. Nesta perspectiva, celebrar hoje a festa de Cristo Rei é reconhecer que ele é o ponto de convergência da história, da atividade e da peregrinação terrena da humanidade. O Cordeiro que foi imolado, agora é motivo de alegria de todos os corações e plenitude total dos anseios. Por isso podemos proclamar: ‘Jesus Cristo, ontem, hoje, sempre. Aleluia!’ Jesus afirma: ‘meu reino não é deste mundo’. O fato de o reino de Cristo não ser do estilo político dos governos terrenos não significa que esteja ausente, que não se realize já neste mundo. Jesus mesmo nos ensina a rezar: ‘venha a nós o vosso reino’. O senhorio do Cordeiro imolado e vitorioso é reconhecido e perpetuado hoje, no mundo, através dos cristãos e das comunidades eclesiais, não tanto por privilégios e influências sociais, quanto pela presença e serviço, qual fermento na massa, em favor da verdade, da justiça, da fraternidade, da convivência no amor, na paz e na liberdade. ‘Após o Concílio, a teologia cristã insistiu de forma enfática sobre a necessidade de assumir a missão não como implantação da Igreja, mas também como serviço ao mundo, ou mais propriamente, ao Reino de Deus e à Paz que este traz à humanidade’. Pelo batismo somos convidados a reinar com Cristo pelo serviço, pelo perdão, pela reconciliação, enfrentando o desafio da cruz a fim de que todos tenham dignidade e paz. A Igreja comemora hoje o dia dos leigos, os missionários do Reino de Deus nas diferentes áreas e atividades que tecem a vida humana, religiosa e social. Louvamos a Deus por tantas mulheres e homens que vivem profundamente sua vocação batismal, colocando-se inteiramente a serviço da Boa Nova, anunciada, vivida e celebrada. O ‘Dia do Leigo’ recorda os membros da Igreja que, pelo batismo, são em Cristo sacerdotes, profetas e reis, inseridos nas realidades da cultura, da política, do comércio, das ciências, da economia, da ecologia, da vida conjugal... A presença e a atuação de leigos cristãos pode transformar essas áreas em espaços fecundos para os valores do reino de Deus. Neste último domingo do Ano Litúrgico, louvemos e agradeçamos ao Senhor por todas as graças e bênçãos recebidas de sua bondade, ao longo da caminhada do ano que passou. Hoje, em todas as dioceses do Brasil, fazemos a abertura da Campanha para a Evangelização, que é realizada no Terceiro Domingo do Advento” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, nº 23, pp. 109-116). Celebrando o Ano da Fé, o Cinquentenário da Abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e o Vigésimo Ano do Lançamento do Catecismo da Igreja Católica, após o Sínodo que se ocupou com Uma Nova Evangelização para nossa vivência da Fé, somos convidados a rever como tratamos nossos irmãos e irmãs Leigos em nossas Comunidades. Se for verdade que “não há Igreja sem Eucaristia e não há Eucaristia sem Padre”, não menos pertinente nos parece que não é possível haver “Igreja sem os Leigos”, os grandes sacerdotes e sacerdotisas, por conta de seu Batismo, no seio do mundo; da porta dos Templos para fora; lá onde os ministros ordenados não chegam, mas são estendidos pelo testemunho, pela missionariedade e apostolado de nossos Agentes de Pastoral, geralmente tão dedicados e zelosos como Igreja do Ir ao encontro dos que não vêm. Nossos Leigos sintam-se amados e valorizados, uma vez que são eles que edificam o ministério ordenado. O que seria da Igreja, sem a rica presença dos nossos lindos e queridos Leigos? A eles invoco as mais abundantes bênçãos com a ternura de minha gratidão, pedindo que nunca deixem de rezar pela santificação dos sacerdotes ordenados. Se o Padre santifica a Comunidade, é a Comunidade orante que santifica seu Padre! Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço sempre amigo e fiel, Pe. Gilberto Kasper (Ler Dn 7,13-14; Sl 92(93); Ap 1,5-8 e Jo 18,33-37)

MUDANÇA DE HORÁRIOS DAS MISSAS

NOSSA GRATIDÃO E BÊNÇÃOS NA SANTO ANTONINHO Muitas foram as manifestações de solidariedade e desejo de colaborar para repor o que foi furtado. Primeiro o Padre Gilberto está providenciando com os responsáveis, maior segurança, principalmente da casa ao lado, para depois readquirirmos o necessário para nossa Santo Antoninho. Foi aberta uma conta poupança na Caixa Econômica Federal para quem desejar contribuir, partilhando de sua pobreza. A Nina está responsável por esta conta e poderão ver com ela Agência 1612 e Conta Popança 13-00075028-1 – Realina Rosa de Rezende – CPF: 744.846.998-34. Sejam todos recompensados por aquilo que puderem contribuir. MUDANÇA DE HORÁRIOS DAS MISSAS A partir do dia 15 de Outubro, graças aos nossos Benfeitores João Naves, Abranche Fuad Abdo, Dulce Neves e o Engº Hermínio Marchetti, iniciarão as obras de melhorias em nossa Igreja Santo Antoninho, a começar da construção dos banheiros. Por esta razão não teremos as Missas durante a Semana. Porém, passaremos a celebrar aos Sábados às 18h40. Antes, às 17h30 teremos a Hora Santa seguida da Bênção do Santíssimo. As Missas aos Domingos continuarão sendo celebradas as 8 e 10 horas. A partir de 2013, celebraremos uma vez por semana na casa de algum Enfermo ou Idoso. Continuaremos nosso projeto da IGREJA DO IR ao encontro de quem já não pode vir. Padre Gilberto Kasper

DÍZIMO: ATO DE AMOR E GRATIDÃO

“Pagai integralmente os dízimos devido ao Templo para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor, e vereis se eu não abrirei os reservatórios do céu e se não derramo minha bênção sobre vós muito além do necessário” (Ml 3,8-10). Falar em Dízimo, significa falar em dinheiro, e isso é um tanto complicado entre cristãos católicos, já que a nossa religião parece ser a mais liberal da face do mundo. Situados numa determinada “Cultura de Sobrevivência”, tornamo-nos mais “pedintes” do que “agradecidos”. Na medida em que entendemos nossa Igreja, como um “supermercado de sacramentos” nos comportamos demasiado “interesseiros”. Esquecemos que o DÍZIMO é um verdadeiro e profundo ATO DE AMOR E GRATIDÃO! Tudo é de Deus. Nada nos pertence. O que temos, se nos é simplesmente emprestado. Poderíamos dizer que com o Dízimo consciente e comprometido, Deus testa nosso amor e nossa gratidão pelo dom da vida e tudo que Ele nos concede para sermos felizes e realizados. A palavra dízimo significa a décima parte. No Antigo Testamento os Hebreus deviam contribuir para os serviços do templo, com o dízimo, isto é, a décima parte do que colhiam ou lucravam. Para o católico a palavra dízimo quer indicar uma contribuição para a Igreja, contribuição que deve ser sistemática (de preferência, mensal), de compromisso moral – por amor, não por obrigação – e fixado de acordo com a consciência moral de cada um. É uma forma de retribuição do homem a Deus! O homem de fé reconhece que Deus é bondade. Criou o Universo e as coisas materiais. O Universo é um dom do Pai, para que o homem o possua e o transforme. O homem de fé oferece uma parte do que possui em sinal de reconhecimento ao Pai, doador de todo o bem. Não damos diretamente a Deus, pois Ele não precisa de nossos bens (do nosso dinheiro), mas colocamos a serviço desse corpo, a Igreja, pois, a Comunidade é fruto da colaboração de todos. O dízimo não é só arrecadação financeira, mas é um sistema e método de formação comunitária com informações claras, contatos, reuniões e prestação de contas. As finalidades do dízimo, seu destino ou aplicação são: para a conservação, manutenção e ampliação da vida e das atividades da Comunidade, de que fazemos parte e servimos. Para pagamentos de luz, água, telefone, impostos, consertos, e bens da Igreja. Para compra de velas, hóstias, vinho de missa, paramentos e objetos litúrgicos necessários para as celebrações. Para pagamento de folhetos e compra de flores. Para limpeza da Igreja e seu jardim. Para a manutenção do Padre e dos Funcionários. Para as despesas com serviços paroquiais, como: catequese, encontros, cursos de formação e outros. Não por último, o dízimo deverá contemplar sempre os mais pobres da Comunidade: aqueles que não têm como dar sua própria colaboração. O Antigo Testamento apresenta o dízimo como prescrição divina. Inúmeras são as passagens bíblicas onde se prescreve a obrigatoriedade de se dar o dízimo ao culto. No Antigo Testamento prevalece o dízimo legal, no sentido literal de décima parte, consagrada a Deus, para a manutenção do culto, dos ministros e da assistência aos necessitados. “Abraão... lhe dá os dízimos de tudo” (Gn 14,18-20). “De tudo que me concede, lhe consagrarei fielmente a décima parte” (Gn 28,20). “Todo dízimo é coisa consagrada ao Senhor” (Lv 27,20). “Pode o homem enganar a Deus?... Trazei, pois, todo o dízimo para o templo de Deus” (Mt 3,8-10). No Novo Testamento, o dízimo toma o sentido de oferta, consciente e livre, cor-responsável e comunitária, generosa e alegre, numa relação com Deus, para a manutenção do Culto Divino, Evangelização e Assistência da Comunidade Cristã. O próprio Cristo ensina que quem se dedica à Evangelização tem o direito de viver da pregação e nos mostra que, ao lado de deveres para com o estado, temos deveres para com a fé: “Daí a César o que é de César (impostos) e a Deus o que é de Deus (dízimo) (Lc 20,25). Em muitos outros textos no Novo Testamento, sobretudo nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas de São Paulo, encontramos ricos testemunhos e princípios de que os cristãos devem dar a sua contribuição material para a manutenção dos ministros, as despesas do culto e a assistência aos pobres: “Recebestes de graça, daí de graça” (Mt 10,8-10). “Não sabeis que os ministros do culto vivem dos proventos do templo e os que servem o altar participam do altar? Assim aos que anunciam o Evangelho ordenou o Senhor viverem do Evangelho” (I Cor 9,4-14). “Cada um dê, conforme decidiu no seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama a quem dá com alegria” (II Cor 9). “Se entre vós semeamos bens espirituais, será, porventura demasiada exigência colhermos de vós bens materiais?” (I Cor 9,11). “Os fiéis viviam todos unidos e tinham tudo em comum... repartindo tudo... conforme as necessidades de cada um” (At 2,44-45). O Dízimo além de Ato de Amor e Gratidão é Gesto de Participação! Vivemos num tempo de renovação. A Igreja também se renova, pois seria estranho que dentro de um mundo em mudanças e renovação ela ficasse parada. Seria estranho que a Igreja obrigasse o cristão retroceder no tempo para viver sua fé. Embora a Igreja seja uma realidade eterna, isto é, seja a presença da ação Salvadora de Deus e tenha muitas coisas que não mudam, contudo Ela é também uma realidade histórica, que vive no tempo e no espaço, e por isso tem muitas coisas que devem mudar e se renovar. Seria estranho se ela se descuidasse de se renovar no seu tipo de manutenção. E a melhor forma que Ela encontrou para isso foi a implantação do sistema do Dízimo. Sem desmerecer outras formas de contribuição, o Dízimo é a forma mais legítima de expressar a cor-responsabilidade de todos os membros da Comunidade. Todos nós já estamos bastante convencidos de que a Igreja precisa dos recursos humanos e materiais para desenvolver suas atividades. E nós somos responsáveis pelos meios e recursos de que a Igreja precisa, pois nós somos membros dela. DÍZIMO: Oferta espontânea feita consciente !!! Qual é a nossa despesa mensal? Clube, passeio, cigarro, cerveja, presentes, revistas, cinemas, divertimentos... ... e para sua Igreja? O Dízimo é responsabilidade com Deus e não com o Padre! Tornar-se “Dizimista” na Comunidade Paroquial não é apenas uma contribuição para as despesas da Paróquia para se ver livre, ou para “fazer como os outros”. Ser Dizimista é em primeiro lugar, sentir-se responsável e participante na Vida da Comunidade Paroquial. Por isso separamos, do muito que Deus nos deu, uma parte que Ele nos dá e a separamos para oferecer a Deus como Ato de Amor e Gratidão! O dízimo não é “esmolinha” qualquer, não é uma contribuição forçada, não é um pagamento constrangido, porém, é uma atitude de filhos, pela qual dizemos a Deus “muito agradecido” por tudo que Ele nos deu. É a nossa pequena parte oferecida para que não falte o necessário para que os outros O conheçam e O amem. Devido às inúmeras dificuldades de “sobrevivermos” em nosso País, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sugere, que pelo menos reservemos, mensalmente, 2% de nossos salários para o dízimo. Porém, se cada cristão católico, oferecesse 1% de seu salário bruto à sua Comunidade de Fé, ficando com os restantes 99% para as demais despesas, não precisaríamos realizar tantas promoções, a fim de arrecadar o necessário para a sobrevivência de nossas atividades pastorais e materiais. Finalmente, dar o dízimo justo à Comunidade não é favor e nem deve ser recompensado: antes é dever e compromisso, transformados em Ato de Amor e Gratidão! Pe. Gilberto Kasper

A SANTO ANTONINHO NO ADVENTO

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. Celebraremos a partir do próximo domingo o Advento na Igreja Santo Antoninho, e com ele, o início do novo Ano Litúrgico. Além das Celebrações normais, prepararemos mais um Natal do Senhor com o especial atendimento das Confissões: nossa reconciliação com Deus, com os irmãos e conosco mesmos. Teremos o mutirão de Confissões nas Paróquias de nossa Forania, bem como na própria Reitoria. O Sacramento da Reconciliação nos capacita a compreendermos melhor a celebração do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, eixo principal da belíssima Novena de Natal preparada com tanta ternura pelo Seminário Maria Imaculada de Brodowski e a Comissão para a Liturgia de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto. “Que a Novena de Natal nos ajude a viver mais consciente e alegremente nossa fé, confirme nossa esperança, inspire nosso amor fraterno em suas múltiplas e sempre novas exigências” (cf. Côn. Nasser Kehdy Netto, nosso Administrador Arquidiocesano). Uma deleitosa maneira de prepararmos, durante os Domingos do Advento, o Natal do Senhor, com esse sabor de Ano da Fé, é nosso IXº Concerto Ecumênico de Natal de Ribeirão Preto. Durante as Missas das 10 horas, em nosso Espaço Cultural de Espiritualidade, teremos a participação de um Coral diferente, começando com o Arco Íris, sob a regência do Profº Osmani Antônio de Oliveira, já no próximo domingo, dia 2 de dezembro. Adornando a participação do Coral, teremos também, uma belíssima encenação da busca de acolhida de Maria grávida e José em Belém, onde nasceu o Salvador do mundo entre animais, já que nenhum coração humano se dispôs a ser o berço do Criador, que se dignou assumir nossa humanidade na meiguice de um Menino. Nasceu cheirando a feno. Hoje poderá nascer cheirando a paz, acolhida, ternura e a fraternidade que deveria nortear nossas relações humanas, num tempo de tanto desamor e violência. Que o Príncipe da Paz encontre em nossas Comunidades de Fé, a coerência entre o que celebraremos e o que pretendemos viver, concretamente, ao longo do Novo Ano! Sintam-se todos convidados a preparar bem o Natal do Senhor, já a partir do próximo domingo, em nossa Igreja Santo Antoninho, na Avenida Saudade, 222-1, nos Campos Elíseos de Ribeirão Preto.

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