domingo, 12 de fevereiro de 2012



Ah! de sua estirpe, de sua linhagem de ouro, quando esta flor caiu do céu,
para perfumar os pequenos vales de Israel,
quão suaves eram os ventos a passar pelas nuvens!
Viste nascer, ó Saron, rosas desconhecidas!
Tuas palmeiras, ó Gades, emocionadas num puro suspirar,
rejuvenescidas, embalaram tuas palmas no azul!
Teu cedro, ó velho Líbano, negro como sombra profunda,
certo que estava a rever os primeiros dias do mundo,
saudou o sol que brilha sobre o Éden!
O perfume esquecido do antigo jardim,
como apreciada lembrança e promessa,
dos filhos do exílio suavizou a tristeza e,
celestes vozes, em cantos harmoniosos,
revelaram teu nome, Maria,
para o universo em regozijo.


Charles-Marie Leconte de Lisle (1818-1894)

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