terça-feira, 8 de maio de 2012

Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e sabedoria” (Jr 3,15). Deus promete que jamais seu povo será privado de pastores. Nem em todas as eventuais fraquezas deles, por sua humanidade, Deus deixou de cuidar de seu povo. E onde faltam ministros ordenados, Deus não deixa seu povo, Ele dá o seu jeito. João Paulo II dizia: “Cristo é cumprimento da promessa de Deus: “Eu sou o Bom Pastor”. Nós, que somos ministros ordenados, somos apenas sacramentos do Cristo, que é o Bom Pastor. Quanto mais o sacerdote aprofunda seu conhecimento com Cristo, tanto mais ele se torna padre. O padre não tem consistência em si mesmo, ele é nada e, ao mesmo tempo, é tudo. A Igreja e as pessoas chamadas aos ministérios recebem o convite de permanecer fiéis à graça recebida. Mas, muitas vezes, o chamado acontece e não é cuidado. Nós estamos diante do ministério do relacionamento de Deus com cada pessoa humana. Se você sentiu autenticamente o chamado do Pai, nunca permita que se apague esse chamado do amor de Deus. O profeta diz para não apagarmos a chama que ainda fumega. Ninguém tem direito a uma espécie de “plano de carreira” na Igreja. Você foi chamado livremente por Jesus e Ele marca a vida das pessoas porque quer configurá-las a si mesmo. Algumas pessoas são levadas a criticar a expressão [que afirma que o cristão é:] “um outro Cristo”, mas somos chamados a agir na Pessoa do próprio Cristo. Existe uma mudança radical que ocorre na pessoa quando ela é ordenada. Por isso, não inventem de dar tempo para si mesmos; o tempo do discernimento é agora. Se no tempo da sua ordenação, você não estiver seguro, tenha a coragem de adiar esta decisão, porque estará dando a sua boca e a sua vida para Jesus agir. João Paulo II, quando veio ao Brasil, na homilia, disse: “Se um de vocês cair numa cama e não puder pregar, há algo que ninguém poderá tirar-lhe: a Eucaristia e a oração. Se continuar tendo isso, vocês continuarão sendo padres. É nesse dinamismo contínuo que acontece a sustentação do ministério sacerdotal. O núcleo do sacerdócio é o encontro com Jesus Cristo”. O texto de número 15 do Documento de Aparecida é um convite que a Igreja quer fazer a todo ser humano, para que todos façam uma experiência pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo. O amor de Deus nos dá consciência do pecado e, diante dele, encontramos Alguém que é a “porta”: Jesus Cristo, Salvador. Diante de Cristo você vai experimentar o convite à salvação. Só que você sozinho não consegue viver essa fé, pois é Ele quem derrama sobre você os dons do Espírito Santo. Você já conseguiu colocar em segundo plano qualquer outra coisa na sua vida? Pai, mãe, suas próprias idéias e temperamentos colocando Jesus em primeiro lugar? Essa pergunta é para nós. A escolha fundamental. Eu desejo que hoje, você reflita sobre essa escolha fundamental. Você já escolheu Deus como “o Tudo” na sua vida? Já conseguiu negar todo o resto para ser discípulo de Jesus Cristo? Somos chamados a seguir os passos de Jesus. Dom Alberto Taveira.

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