domingo, 12 de agosto de 2012

Padre Gilberto Kasper* Aprendemos do próprio Cristo, que a oração deve ser uma constante em nossa vida. Ele mesmo nos ensinou a rezar. Cristo nos ensinou A Oração do Pai Nosso. O Evangelho de São Mateus apresenta o Pai Nosso, no contexto do Sermão da Montanha (Mt 6,18). Os judeus rezavam desde a infância, mas corriam o risco de se apegar à letra da Lei. Jesus ensina que se deve pedir o que o Pai quer nos dar. São Lucas faz mais catequese sobre a oração, para as pessoas que não sabem rezar. Jesus ensina a intimidade com o Pai. A oração perseverante (Lc 11,5-8), a exortação no imperativo (Lc 11,9-10). No Antigo Testamento já se dava o título de Pai a Deus (Jr 3,19 ss; Ml 1,6; Jr 31,20; Os 11,1). Jesus emprega a palavra "Abba", que significa "papai" para exprimir uma relação especial do Filho com o Pai (Mc 14,36). Papai é a expressão da criança que se dirige ao pai da terra. Os judeus não tinham coragem de se dirigir a Deus assim, conforme ensina o Apóstolo Paulo (Rm 8,15 e Gl 4,6). Dirigindo-se ao Pai, Jesus quer comunicar a nós o direito de dizer Pai, como Ele mesmo o fez. O Cristo deu-nos o direito, isto é, a possibilidade de passar a viver como filhos de seu Pai, como seus irmãos. Jesus, quando deu-nos o direito de dizer Pai, significa a realidade de ser. Daí o direito de dizer Pai significa poder ter a mesma vida de amor com o Pai, à semelhança de Cristo. A Oração do Pai Nosso nos ensina o que devemos pedir. Nossa oração geralmente gira em torno de nossos pequenos desejos. Deus mostra o que devemos pedir: a santa vontade de Deus, mesmo que não coincida com a nossa. Muitas vezes, rezamos: "Seja feita a Vossa Vontade, desde que coincida com a nossa...". Devemos pedir grandes coisas como a glória de Deus, o reino Onipotente, o dom de Sua graça, o pão vivo e a misericórdia infinita de Deus; o que não quer dizer que não possamos apresentar a Deus nossas pequenas necessidades. Podemos sim. Mas elas não devem determinar a nossa oração. Quando rezamos dirigindo-nos ao Pai, Ele já sabe do que precisamos. Em síntese, poderíamos dizer que Jesus nos ensina, através do Pai Nosso o seguinte: "Pedi as pequenas coisas, e Ele vos dará as grandes...". Isso não é magnífico? Aproximando-nos do Dia dos Pais, somos convidados a refletir sobre a Vocação à Paternidade, expressando, de alguma forma, nossa ternura e gratidão por todos os pais, especialmente os que sofrem: enfermidades, exclusões, desempregos, dependências, as mais diversas e frustrações diante de suas Famílias! O importante é que nossa oração brote das entranhas de nosso coração e seja sincera. Do contrário, poderemos correr o risco de falar com Deus, como se fala num telefone desconectado. Nossa oração somente chegará ao coração bondoso de Deus, quando sincera e dialogal. *pe.kasper@gmail.com

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