sábado, 18 de agosto de 2012

Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. Na Solenidade da Assunção de Maria ao Céu, no espírito do Mês Vocacional, a Igreja agradece, como pérolas da evangelização, a rica presença dos Religiosos e Religiosas. Homens e Mulheres que vivem os votos da castidade, pobreza e obediência, abrindo mão de constituir família, para estarem totalmente a serviço do Reino de Deus! Configurados com Maria, a primeira missionária e a “estrela da evangelização”, nossos Religiosos e Religiosas “proclamam que Deus exalta os humildes e destrói a segurança e a prepotência dos soberbos. A sua vida tem a marca da humildade e do serviço. A sua resposta ao anjo na anunciação é um juramento: eis a serva do Senhor. O fato de se tornar mãe do Messias não a tornou orgulhosa nem vaidosa. Como mulher humilde e servidora, foi exaltada na Assunção e agradecida por Deus com o sinal antecipado da glória. Maria, a mulher vestida de sol do Apocalípse e do Magnificat, incentiva os Religiosos e Religiosas a seguir o projeto de Deus em favor dos pequenos. Deus encontra um espaço em Maria para agir e manifestar-se hoje e realizar suas maravilhas em favor da humanidade. Deus olha a condição oprimida do pobre, o estado de desgraça, de aflição e humilhação em que vivem milhões de pessoas, e enviou Jesus para propor um jeito novo de viver que seja bom para todos. O que alegra Maria é ser parte integrante do projeto de Deus para a humanidade – salvação das opressões pessoais, mas também salvação de um povo. A ligação dos Religiosos e Religiosas com Maria existe justamente por ser ela uma entre os pequenos que Deus escolhe. Se houver muita homenagem a ela e pouco compromisso com os famintos e desamparados, estaremos fora da obra que Deus realiza com Maria” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 22, pp. 99-105). Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, agradecendo a rica presença, a sublime missionariedade e discipulado de nossos Religiosos e Religiosas, na Igreja de Jesus Cristo, somos convidados, a exemplo da chamada pelo Papa Paulo VI, “A Estrela da Evangelização”, a sentirmo-nos também grávidos de Jesus. Mais ainda, não guardar para nós mesmos tal gravidez, mas levá-la pelo mundo, como Maria, a primeira missionária a levou à Isabel. O encontro das duas mulheres me encanta sempre. A alegria daquele encontro deve ser sempre nossa alegria, quando nos encontrarmos uns com os outros, porque cheios da presença de Jesus e do Espírito Santo. Gosto, também de pensar, que a exemplo de Maria, podemos sentir-nos porta-jóias do Senhor. Cada vez que O comungamos, nosso coração torna-se Seu Sacrário, Seu Tabernáculo, que deve brilhar para todos que encontramos pelo caminho, conduzindo-nos ao Senhor da Vida.

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