Archive for Outubro 2012

HOMILIA PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E SANTAS

Queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Celebrando a Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus, comungamos com aqueles que já se encontram na casa do Pai e vivem em plenitude as bem-aventuranças. Nós também somos proclamados felizes, porque formamos a grande família de Deus e procuramos seguir a multidão dos que nos deixaram exemplo de fidelidade e amor. A multidão dos fiéis seguidores de Jesus, filhos e filhas amados pelo Pai, reúne-se numa celebração celestial. Ainda em vida são proclamados felizes porque depositaram sua confiança em Deus. Todos os que se mantêm fiéis a Cristo serão vitoriosos. As bem-aventuranças são o caminho da santidade proposto por Jesus. Somos filhos e filhas de Deus, pois ele é nosso Pai, e seremos semelhantes a ele. A Eucaristia transforma-nos, lenta e progressivamente, em seres capazes de contemplar o Pai, unidos a todos os que são salvos” (cf. Liturgia Diária de Novembro de 2012 da Paulus, pp. 24-27). “A celebração de Todos os Santos é a festa da santidade anônima. Da santidade entendida, em primeiro lugar, como dom de Deus e resposta fiel da criatura humana. Torna-se impossível enumerar todos os santos, tido como sinais da manifestação maravilhosa da ação de Deus. A santidade pode ser comparada a um grande mosaico que reflete a grandeza da única santidade de Deus. Cada santo é um exemplar único e exclusivo. Não podemos pensar a santidade como um produto em série. A comemoração de todos os santos nos abre à imprevisibilidade do Espírito Santo. A multiplicidade de santos faz deles um modelo perfeito para a vivência dos carismas pessoais e para a diversidade de opções no seguimento de Jesus e no serviço à Igreja e à sociedade. Quando veneramos ou falamos de um santo de nossa devoção, somos tentados a contemplá-lo (a) pela ótica perfeccionista. ‘Ele foi perfeito’, ‘Um super-humano’. Não! Os santos, antes de tudo, foram pessoas comuns. Eles fizeram sua caminhada de vida seguindo os passos de Jesus. Participaram da realidade do povo santo e pecador. Contudo, eles se destacaram na vivência radical do ideal proposto pelas bem-aventuranças. Foram pessoas que, por seu modo de viver a Boa-Nova, marcaram significativamente a sociedade de seu tempo e se transformaram em referenciais atualizados para a história. O convite evangélico à santidade é proposto a todos. Não é uma realidade impossível de alcançar. Tudo depende do vigor com que se vive o ideal das bem-aventuranças na relação com Cristo e nos compromissos inerentes à vida. Eu e você podemos ser santos. Não importa se somos pessoas de muitas qualidades ou não. O que conta é que sejamos pessoas extraordinárias pela vivência do programa de Jesus resumido nas bem-aventuranças. Fica mais uma vez entre nós a pergunta crucial: como ser santo? O que significa ser santo? A liturgia nos conduz para mais perto da santidade de Deus” (cf. Roteiros Homiléticos do Tempo Comum In Projeto Nacional de Evangelização 18 – O Brasil na Missão Continental da CNBB, pp. 75-81). Ouvem-se frequentemente de bons lábios cristãos algumas frases em relação à santidade, como: “Eu não nasci para ser santo...”. “Não sirvo para ser santo...”. “Não sou santo, logo não tenho culpa...” Gosto de pensar que tais cristãos não compreendem o próprio Batismo. O Batismo torna-nos seres divinizados, ou seja, candidatos à santidade! Não creio que sejam as coisas boas que conseguimos realizar, nem as coisas más que praticamos, por vezes, involuntariamente, que nos conduzem à santidade, porém o esforço empreendido por fazer de tudo para ser bondoso, humilde, servo e anjo para os irmãos, vivendo uma relação de ternura constante. Quem sabe, fazendo uma listinha de esforços diários nos ajude a conquistar a santidade proposta a todos os filhos e filhas de Deus, nascidos do “útero da Igreja, a Pia Batismal!” Já paramos para pensar, com quantos santos convivemos ao longo de nossa vida, mesmo que não reconhecidos, oficialmente, por decretos de beatificações ou canonizações? “Ainda temos presente o dia de Finados, que celebramos na sexta-feira, dia 2 de Novembro, através do qual somos levados a vivenciar a comunhão dos Santos que professamos na fé. Perguntemo-nos: nossa prática de fé e busca de santidade consegue despertar para a vida e a santidade dos irmãos? Onde nosso compromisso com os outros consegue fazer parte de nossa oração e busca de Deus? No dia 28 de Outubro, último domingo, tivemos o segundo turno das eleições em algumas cidades, como na nossa amada Ribeirão Preto. A partir de agora, vivemos, no cotexto municipal, um novo momento político, perante o qual, como comunidade, somos sinal de unidade, pela qual todos são convidados a tomar consciência de que somos parte de um mesmo povo. É hora de superar e esquecer divisões que possam ter ocorrido em tempo de campanha” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 23, pp. 83-90). É hora de reivindicarmos de nossos Governantes uma urgente e ampla Reforma Política, que desde as Diretas Já vem sendo prometida de Eleição em Eleição e nunca acontece. Esta é a hora. Comecemos, desde já, preparando-nos para as próximas eleições, exigindo TODAS as Promessas até nossos dias, ainda não cumpridas! Não deixemos para amanhã, nem mesmo para daqui há pouco: comecemos já nosso esforço por sermos santos, sendo anjos uns dos outros. Só quem é simples e bondoso, sabe o quanto é magnífica a antessala da santidade! Desejando-lhes, por intercessão de Todos os Santos, muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo, Pe. Gilberto Kasper (Ler Ap 7,2-4.9-14; Sl 23(24); 1 Jo 3,1-3 e Mt 5,1-12)

HOMILIA PARA O 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - DIA NACIONAL DA JUVENTUDE!

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE Juventude e Vida Que vida vale a pena ser vivida? Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Estamos no último domingo do mês de outubro, Dia Nacional da Juventude, que tanto se prepara para a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença do Papa. A Igreja propõe aos fiéis uma reflexão sobre sua tarefa missionária. Ela nos fala da missão evangelizadora ad intra e ad extra, isto é, seus destinatários são aqueles que, junto a nós, deixaram de participar ou que se afastaram da Igreja, bem como a missão que acontece em regiões onde existem grandes desafios devido à pobreza, à perseguição ou mesmo indiferença aos valores do evangelho. Na próxima sexta-feira, estaremos celebrando o Dia de Finados, dia de visita aos cemitérios e oração pelos fiéis defuntos. A liturgia do domingo passado apresentou a passagem dos filhos de Zebedeu. Jesus alertou os discípulos sobre a tentação da ambição, dentro da comunidade, e sobre as dificuldades próprias da missão que ele veio cumprir. Continuamos hoje a leitura do Evangelho de Marcos, com a cura do cego Bartimeu, que nos apresenta um modelo de fé. Neste modelo, vemos uma ligação entre o cego e a libertação de todo o povo de Deus, a partir da vida de nossas Comunidades! Podemos verificar que o conhecimento da Palavra de Deus e das promessas que alimentam a vida do povo de Israel leva o cego a reconhecer Jesus. Este fato deve também nos mover a buscar não só conhecer a palavra de Deus, mas a fazer dela um alimento para a fé, para podermos reconhecer a presença e a ação de Jesus hoje, entre os homens e na comunidade dos fiéis. Podemos verificar que a situação adversa do cego não foi empecilho para seu crescimento na fé. A ‘desgraça’ na qual estava mergulhado é a condição para que alimente a esperança e cresça na fé. A fé, portanto, nos é mostrada como capaz de trazer respostas ou desprezada pelo mundo. A liturgia nos apresenta o conteúdo de fé em Jesus como Messias. Facilmente, chamamos Jesus, o Cristo (=messias), porém, cabe perguntar se, na prática, aceitamos o fato de que a fé em Jesus inclui esta restauração da vida do povo, como a cura do cego, a saúde ao doente, a liberdade ao oprimido... A cura do cego mostra a estreita relação entre a fé por ele professada e a história e as esperanças da comunidade, povo de Deus. Isto permite perguntar se nossa fé também está fundada na esperança e na vida do povo, se nossa fé compartilha as esperanças da comunidade, da Igreja. ‘Deus nos chama e reúne para agradecermos o seu amor, manifestado na pessoa de Jesus, que cura nossas cegueiras. O Senhor vence as trevas que impedem nossa caminhada rumo à sociedade fraterna e solidária. O sonho de Deus deve ser o nosso também: uma sociedade sem cegos e coxos mendigando. Somos chamados a extirpar a cegueira do povo para que não se torne vítima de interesses escusos. Jesus, sacerdote por excelência, participa de nossa condição, santificando-a” (cf. Liturgia Diária de Outubro de 2012 da Paulus, pp. 82-85). A partir de Jesus, que caminha para Jerusalém com a missão de restaurar o povo de Deus, somos desafiados a promover a ação restauradora e redentora de Deus e a vencer a acomodação da comunidade, preocupada em repetir ritos ou salvaguardar as leis. Bartimeu nos mostra que a fé cristã não combina com acomodação e individualismo. A fé cristã é essencialmente comunitária. Ela nasce da ação de Deus em favor da vida de seu povo. O lugar do cristão é o caminho da comunidade dos fiéis conduzida por Jesus, lugar onde a presença de Jesus continua a agir, transformando sinais de morte e descrença em sinais de vida e de fé e de esperança real. A Palavra de Deus, neste domingo, pelo relato da cura do cego, nos mostra a fé em Deus como abertura a um projeto, um plano, uma ação de Deus, presente na história. O fiel reconhece, em Jesus, Deus que o acolhe. Pela fé em Jesus, percebe-se alguém participante e testemunha da ação de Deus, agindo na comunidade em favor da vida do povo. A liturgia da Palavra indica renovação e vida nova não somente para as pessoas, mas também para as estruturas e a sociedade. Neste domingo, em alguns municípios como em nossa querida cidade de Ribeirão Preto, realiza-se o 2º turno das eleições. A política sempre é um desafio para a evangelização, pois esta deve se traduzir em valores que nascem da vivência de nossa fé em comunidade” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 23, pp. 70-75). Segundo desabafo de Rubem Alves, “Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham”. Outra é o voto consciente, pensado para o BEM COMUM! Costumamos ouvir frequentemente que “O povo tem o Governo que merece!”. E diante das urnas, neste segundo turno das eleições, somos todos questionados: “Que Governo queremos para nossas cidades? Qual Governo necessitamos? Temos consciência política e liberdade claras para elegermos bem nossos Governantes para os próximos quatro anos? Conhecemos as reais necessidades de todos os cidadãos de nossas cidades, ou apenas as nossas? Conseguimos abrir nossos olhos, como Bartimeu do Evangelho deste domingo, diante das propostas dos Candidatos que desfilaram diante de nós na Campanha que se encerra nesta semana, temperada de determinadas ironias, tentando subestimar nossa capacidade de discernimento?” O voto é livre e precisa ser consciente de que quem for eleito deverá estar a serviço do Bem Comum, sabendo de que cobraremos, conscientemente, cada promessa, mesmo que algumas delas não passam de sofismas viciados. O desencanto de mais de 80 mil abstenções no primeiro turno, precisa ser revertido em esperança, de que todos serão respeitados em sua dignidade, e juntos saberemos cobrar tudo o que ferir o exercício da cidadania em nossa cidade. Depois não adianta reclamar. A liberdade é o bem maior de cada eleitor. Ninguém tem o direito de obrigar, nem de seduzir com promessas particulares a eleitor nenhum. Mas todos terão a obrigação de reivindicar nossos direitos e tudo aquilo que nos foi proposto. Não aceitaremos nada imposto. Não sejamos promíscuos, individualistas, passivos e nem nos deixemos subestimar. Utilizemos as urnas para nos valorizar. Não nos coloquemos à venda. Saibamos confiar em quem realmente deseja servir. Pois “Quem não vive para servir, não serve para governar...”. Desejando-lhes muita luz e bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço amigo, cheio de esperança de que o resultado das eleições seja pelo Bem Comum! Pe. Gilberto Kasper (Ler Jr 31,7-9; Sl 125(126); Hb 5,1-6 e Mc 10,46-52)

Iº SIMPÓSIO TEOLÓGICO SOBRE A DIGNIDADE DA VIDA

P r o g r a m a ç ã o 5 de Novembro de 2012 – (Segunda-Feira) 19h30 às 21h30 Início com a Apresentação da Orquestra Filarmônica de Cravinhos Saudação aos Convidados por Profª Dra. Valéria da Fonseca Castrequini Apresentação do Objetivo do Simpósio por Profº Pe. Gilberto Kasper Conferência com Profº Dr. Vicente Golfeto – “Um olhar sobre o mundo” 6 de Novembro de 2012 – (Terça-Feira) 19h30 às 21h30 Fórum de Debates: O que esperar de um teólogo para a promoção da Dignidade da Vida em nosso tempo? Moderador: Júlio Chiavenato Debatedores: Dr. Régis Vianna, Profª Débora Vendrami, Rodrigo Simões e Mariana Jábali 7 de Novembro de 2012 – (Quarta-Feira) 19h30 às 21h30 Conclusão do Fórum de Debates: Pistas concretas para a promoção da Dignidade da Vida! Debatedores: Miriam Herscoviá Martinez e Marcos Papa Encerramento do Simpósio: Profº Pe. Gilberto Kasper com breve Encenação Teatral! Local: Centro Cultural Palace Ao lado do Theatro Pedro II, Ruas Álvares Cabral com Duque de Caxias, 322 – Ribeirão Preto – SP Inscrições até 30 de Outubro de 2012 pelo site: simposioteologiauniesp@uol.com.br Entrada Franca, porém com Inscrições Limitadas!

TEOLOGIA PARA TODOS

TEOLOGIA PARA TODOS Pe. Gilberto Kasper* Iniciamos no início deste ano um Curso de Bacharel em Teologia para todos, na Associação Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo UNIESP – União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, aprovado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) desde o ano de 2009. Gentilmente convidado pela Diretora Profª Valéria da Fonseca Castrequini, depois do Projeto Pedagógico aprovado pelo saudoso Dom Joviano de Lima Júnior, nosso Arcebispo Metropolitano falecido no dia 21 de Junho deste ano, embora indigno, aceitei coordenar este magnífico Curso. Duas são as razões de aceitarmos a coordenação: o Projeto Pedagógico, além de aprovado pelo MEC foi considerado de excelência por nosso Arcebispo, e o Curso a ser reconhecido, contempla pessoas sem condições econômicas de frequentar uma Faculdade, com Bolsa Integral. O Objetivo de nosso Curso é trazer a Teologia e o fenômeno do campo religioso, para a reflexão dentro do ambiente do ensino de graduação não confessional; formar pesquisadores capazes de compreender cientificamente a teologia cristã e sua relação com outros campos de interpretação teológica, bem como compreender o fenômeno do campo religioso, numa perspectiva inter, pluri, multi e transdisciplinar não confessional. Os interessados serão acolhidos pelo Projeto Social para maiores informações e a própria inscrição, pois desejamos formar a segunda turma para o próximo ano. Já se encontram abertas as inscrições, na Rua Prudente de Morais, 147 com confluência com a Rua Saldanha Marinho, 915 em Ribeirão Preto. As entrevistas também poderão ser agendadas pelo telefone (16) 3977-8000 junto ao Projeto Social da Faculdade de Ribeirão Preto. A primeira turma do Curso de Bacharel em Teologia, realizando um Momento de Reflexão Sobre a Dignidade da Vida Humana, em maio último, com a participação de 16 Representantes de Diferentes Denominações Religiosas ou Sem Religião, e um público de mais 300 pessoas, foi solicitada a preparar o Iº Simpósio Teológico sobre a Dignidade da Vida, que acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de Novembro das 19h30 às 21h30 no Centro Cultural Palace, ao lado do Theatro Pedro II, Ruas Álvares Cabral com Duque de Caxias, 322. O Simpósio contará com a abertura da Orquestra Filarmônica de Cravinhos e três momentos de interessantes debates sobre o que se espera do Teólogo sobre a Dignidade da Vida em nosso tempo. A participação é gratuita. Basta que os interessados se inscrevam pelo E-mail: simposioteologiauniesp@uol.com.br até o dia 30 de Outubro próximo. Aos que participarem dos três momentos, será oferecido um Certificado. O evento contará, além de uma centena de Convidados, com a representação de 20 Denominações Religiosas e Sem Religião para uma profunda reflexão, através de excelente Debate com Especialistas renomados, sobre a Dignidade da Vida. É possível dialogarmos e apresentarmos nossos esforços comuns por um mundo mais digno e humano! Sintam-se todos convidados e façam logo suas inscrições, uma vez que o espaço é limitado. Desde já a presença de cada um será a riqueza de nosso Simpósio Teológico sobre a Dignidade da Vida. *pe.kasper@gmail.com

A CONCEPÇÃO DA VIDA HUMANA

A CONCEPÇÃO DA VIDA HUMANA Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. O problema básico, que envolve a saúde, é a concepção que se tem da vida humana. Alguém pode desqualificar minhas considerações alegando que eu não entendo de medicina, ou seja, que eu não tenho diploma médico, enquanto eu posso desqualificá-lo, com a mesma razão, garantindo que ele não entende de vida humana. Isso equivale a dizer que seu diploma médico não o credencia a pronunciar-se sobre a natureza do ser humano. O Papa Paulo VI, retratando uma História de dois mil anos, assegurou a todo o mundo, num discurso à ONU, que a Igreja é mestra em humanidade. Tem algo importante e indispensável a dizer. Não se pode tratar de medicina sem uma concepção a respeito do homem. Mata-se muito mais o ser humano pela ideia, que pela violência com que se elimina sua vida terrestre. É sabido que, para se pronunciar acerca das qualidades gastronômicas de um bolo, não é preciso saber fazê-lo, como para degustar um bom vinho e se pronunciar a respeito dele, não se exige que se esteja em condições de fabricá-lo. Não me cabe, nem me arrisco, dar receitas para as diferentes doenças, - apesar de o provérbio garantir que de poeta e médico todos tem um pouco – mas não posso omitir-me, como pessoa humana e, principalmente, como ministro ordenado para um rebanho, cujos cuidados me foram confiados por Cristo, de me pronunciar sobre a situação geral da saúde e sobre as medidas que neste campo se tomam. O primeiro questionamento, que me incumbe fazer, é que a nossa farmacologia está baseada na concepção de que o homem não é mais que um ser natural, composto dos mesmos elementos, que constam nos fármacos. Impressionou-me um artigo que alguém, que se apresentou como médico, escreveu por ocasião da morte do Papa João Paulo II. Estranhava ele as homenagens a esse homem que, segundo afirmava, não era mais que um dos tantos chefes de religiões, existentes no mundo, e que ele não era mais que um composto de células, que se encontravam em todos os seres humanos de modo igual. Ele dizia, com palavras científicas, o que nós costumamos expressar dizendo que ele era apenas “carne e osso”. A visão antropológica cristã rebate essa concepção e garante duas vertentes básicas: vê o ser humano, ao mesmo tempo, a partir da natureza e a partir de Deus. É, em outras palavras, um ser natural aberto à transcendência. Pondo em discussão a categoria de natureza, retoma-se e aprofunda-se, hoje, a questão da bioética e da biotecnologia. O ser humano é e deve ser visto em sua dupla referência: como imagem e semelhança de Deus e, como ser vivo, ligado à matéria. No momento em que eliminarmos a dimensão da transcendência, a dimensão pessoal do ser humano e o próprio conceito de pessoa desaparecem.

HOMILIA PARA O 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM DE 2012

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DA OBRA PONTIFÍCIA DA INFÂNCIA MISSIONÁRIA “Brasil missionário, partilha tua fé”. Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Estamos no penúltimo domingo de outubro, Dia Mundial das Missões, da Obra Pontifícia da Infância Missionária, quando fazemos a coleta para as missões. É importante relembrar a participação e o compromisso missionário de todos os membros da Igreja. ‘Na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário’. Em conformidade com o lema de Aparecida, todo discípulo é necessariamente missionário: ‘Discípulos missionários em Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida’. Nossa coleta seja generosa, signifique sim, a partilha de nossa pobreza, porém doação consciente e não aquilo que nos sobra. Nossa oferta só agradará a Deus, se for parte de nós mesmos em favor dos que necessitam de nossa benevolência para a evangelização. Pensemos em nossos Padres Missionários Maciel (no Japão), Acássio e Marcus Vinícius (em Manaus), bem como de todos aqueles que usufruírem de nossa pequena parcela, mas que somada será um alívio na nobre Missão de todos que se despem do conforto para anunciar Jesus Cristo além-fronteiras. Abramos mão de algo em favor de nossos irmãos corajosos, o que será agradável aos olhos de Deus e recompensa provinda de Seu Coração misericordioso. Na Liturgia deste 29º domingo, vemos novamente um anúncio da Paixão e celebramos o verdadeiro significado do poder e do reinado de Cristo, que se traduz em serviço. Jesus inverte a lógica humana e explicita a lógica de Deus, pela qual os últimos são os primeiros; os que se elevam são humilhados; quem se humilha é exaltado; os que querem ser grandes devem se tornar servidores de todos. ‘O serviço generoso e gratuito é o norte do cristão, mas há sempre o risco de preferirmos o prestígio e escolhermos ser servidos. Esta liturgia nos convida ao compromisso com o projeto de Jesus, que nos dá lição de doação e nos revela sua missão. Neste domingo das missões, celebremos em comunhão com todo o Brasil missionário, chamado a partilhar o dom da fé. Jesus veio para servir a humanidade e por ela dar a vida. Apresentando o exemplo do servo sofredor, a palavra de Deus nos convida a permanecer firmes na fé e no serviço fraterno e humilde ao povo necessitado. O servo de Javé é pessoa justa que ofereceu a vida em expiação. Mesmo glorificado, Jesus continua nosso intercessor. Jesus nos propõe algo difícil: servir, e não buscar ser servidos. Com o pão e o vinho (deste domingo), apresentemos a Deus a vida e os desafios dos missionários (nossa oferta generosa, a Coleta das Missões), que atuam nas mais diversas realidades em nosso país e no mundo’ (cf. Liturgia Diária de Outubro de 2012 da Paulus, pp. 65-68). A Palavra deste domingo questiona diretamente a lógica humana do poder e reprova, tenazmente, toda forma de soberba, opressão ou carreirismo discriminatório. Provoca as instâncias que exercem poder sobre o significado de sua existência: existem para o serviço a ser prestado ou para si mesmas? Para o cristão, ser grande significa colocar-se a serviço; trabalhar em prol dos outros. A autoridade provém da humildade. Diante de toda concepção mundana de poder, a Liturgia nos propõe pelo menos duas dimensões do exemplo de Jesus. A primeira: a do Servo de Javé, que carrega a culpa de outros para torná-los justos. Isso reporta ao evangelho, quando Jesus afirma que o ‘Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate para muitos’ (cf. v. 45). A segunda: o que motiva a atitude desse servo. Ela aparece na segunda leitura, na qual Cristo é o sumo sacerdote que se compadece das fraquezas dos seres humanos e se permite ser um de nós, provado como nós. Não são, portanto, o poder e o destaque que tornam alguém grande aos olhos de Deus, mas o quanto cada um é capaz de compadecer-se do outro e colocar-se a serviço dele (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB n. 23, pp. 65-69). A Palavra de Deus deste domingo nos orienta claramente e destina-se a pessoas públicas, que se colocam a serviço por livre vontade, escolhidas, nomeadas ou eleitas. O certo é que tais pessoas aceitam servir, o que implica que saibam o que significa de verdade ser SERVO! O serviço a que se refere o Evangelho deste domingo é endereçado a grupos de pessoas no nível social, eclesial e político. Elegemos 22 Vereadores para nossa cidade de Ribeirão Preto que tem aproximadamente 620 mil habitantes. Oxalá saibamos estar atentos, exercendo nossa cidadania em relação à Câmara de Vereadores. A Casa de Leis, não é a Casa dos Vereadores, antes é a Casa do Povo. Uma vez eleitos, são obrigados a tratar o povo com respeito, dignidade, transparência, verdade e justiça. Nenhum Vereador tem o direito de virar as costas a quem quer que procure a Câmara. E os que já o fizeram, legislando apenas para os que consideram seus “eleitores”, tratem de mudar e converterem-se em SERVORES DO POVO TODO, abominando a ideia de que sua autoridade lhes dá o direito de sentirem-se os donos da verdade, da vontade e do próprio Povo. É urgente que o povo seja mais politizado, participativo, atento e usufrua de sua dignidade e cidadania não poucas vezes subestimada, surrada e ferida. Ninguém seja excluído da mesa començal dos direitos de um cidadão, filho de uma cidade que se diz a Capital da Cultura, do Agronegócio, mas que descuida da maioria de seus cidadãos em suas necessidades básicas. Nosso povo não precisa de honrarias, privilégios, nomes de ruas e praças: precisa urgentemente de cuidados básicos, que lhe devolvam a dignidade, o orgulho e a esperança de dias melhores. Teremos um Segundo Turno para eleger o Executivo de nossa cidade. Não continuemos “desencantados” como na Campanha do Primeiro Turno. Não nos deixemos iludir, muito menos subestimar em nossa capacidade de discernir. Estejamos atentos às propostas mais contundentes, reais, concretas e justas para os próximos anos de nossa cidade. Costumo pensar que a capacidade de alguém que se dispõe a servir não se mede pelos ataques ao adversário. Quem perde saliva e tempo falando mal do outro, é incapaz de propostas concretas e reais de governo. Isso serve também para nós, ministros ordenados: não existe atitude mais feia, do que assumir a liderança de uma comunidade e rasgar sua história que lá encontra. Falar mal do colega que sucede é mais feio ainda. Quem chega, deve ter a capacidade de amar e acolher quem e o que encontra já em andamento. Do contrário não passa de alguém em busca de poder, prestígio e honra. Isso não é nada humano, é antes feio. Daí meu exercício comigo mesmo e diário: transformar sempre: Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo, Padre Gilberto Kasper (Ler Is 53,10-11; Sl 32(33); Hb 4,14-16 e Mc 10,35-45)

Registro da dormição da Virgem Maria nos escritos do primeiro século

Registro da dormição da Virgem Maria nos escritos do primeiro século confirmam dogma Católico 17 outubro 2012 Autor: Bíblia Católica | Postado em: História da Igreja 66 Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, matanças e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja. Por essa razão muitos dos escritos produzidos pelos primeiros cristãos foram queimados ou destruídos de outra forma. Sendo assim, a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade. Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados no cristianismo. A data de 3 de outubro é consagrada ao Areopagita, enquanto o outro santo, o primeiro bispo de Paris, é festejado no dia 9 deste mês. O Dionísio homenageado ao dia 3 foi convertido pelo apóstolo Paulo (At 17,34) durante a sua pregação aos gregos no Areópago, daí ter sido agregado ao seu nome o apelido de Areopagita. O Areópago era o tribunal supremo de Atenas, na Grécia, onde eram decididas as leis e regras gerais de conduta do povo. Só pertenciam a ele cidadãos nascidos na cidade, com posses, cultura e prestígio na comunidade. Dionísio era um desses areopagitas. Nascido na Grécia, no seio de uma nobre família pagã, estudou filosofia e astronomia em Atenas. Em seguida, foi para o Egito finalizar os estudos da matemática. Ao regressar a Atenas, foi nomeado juiz. Até ele chegou o apóstolo Paulo, quando acusado ante o tribunal em que se encontrava Dionísio. Dionísio, ao assistir à eloqüente pregação de Paulo, foi o primeiro a converter-se. Por isso conseguiu para si inimigos poderosos entre a elite pagã que comandava a cidade. Foi então que são Paulo acolheu o areopagita entre seus primeiros discípulos. Logo em seguida, Dionísio foi consagrado pelo próprio apóstolo como bispo de Atenas. Nessa condição, ele fez muitas viagens a terras estrangeiras, para pregar e aprender a cultura dos outros povos. Segundo se narra, nessas jornadas teria conhecido pessoalmente são Pedro, são Tiago, são Lucas e outros apóstolos. Além de os registros antigos fazerem referência sobre ele na dormição e Assunção da Virgem Maria, a mãe do Filho de Deus. Em Atenas, seus opositores na política conseguiram sua condenação à morte pelo fogo, mas ele se salvou, viajando para encontrar-se com o papa, ou bispo de Roma. Depois, só temos a informação do Martirológio Romano, na qual consta que são Dionísio Areopagita morreu sob a perseguição contra os cristãos no ano 95. Dionísio o Areopagita (+ 96dC), sobre a Dormição da Deípara: “Pois até mesmo entre os nossos hierarcas inspirados, quando, como tu sabes, nós juntamente com ele [um presbítero ateniense chamado Hierotheos] e muitos de nossos santos irmãos se reuniram para contemplar aquele corpo mortal [de Maria], Fonte da Vida, que recebeu o Deus encarnado, e Tiago, irmão de Deus [isto é, Tiago de Jerusalém] estava lá, e Pedro, o chefe maior dos escritores sagrados, e então, depois de terem contemplado isso, todos os hierarcas ali presentes celebraram, segundo o poder de cada um a bondade onipotente da fraqueza Divina [ou seja, que Deus se fizesse homem]”. “Naquela ocasião, eu digo, ele [isto é, Hierotheos] ultrapassou todos os Iniciados com exceção dos escritores divinos, sim, ele estava completamente transportado, completamente absorto, e ficou tão emocionado através da comunhão com aqueles mistérios que ele estava comemorando, que todos os que o ouviram, viram e conheceram (ou melhor, não o conheceram) considerou que ele foi arrebatado por Deus e um hinografo divino”. (Dionísio o Areopagita -Sobre os Nomes Divinos 3:2)

EDUCADORES E EDUCANDOS

Pe. Gilberto Kasper O mês de outubro é marcado pelo Dia da Criança (Educando) e do Professor (Educador). O que costumamos chamar de “Educação de Berço” já não existe mais. Se até mesmo o leite materno é terceirizado no quarto mês de vida da criança, imaginem a educação! Os Educadores acolhem que tipo de Educandos? Crianças repletas de estímulos que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridas na era digital. Pais de famílias oriundas da pobreza, que trabalham tanto, que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida. Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fosse escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os educandos de hoje repletos de estímulos. Estímulos de que? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. O que tínhamos nós, os mais velhos, há anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria! Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para que o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir a piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria. Cantávamos o Hino Nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos, ao contrário de hoje, ler, escrever e fazer contas com fluência, sem brincar com celulares durante as aulas. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª série – não havia aprovação progressiva. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Não nos prometiam recompensas para passarmos de ano. A recompensa era o sabor da conquista pessoal. Nossa Senhora Aparecida, Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil proteja nossas crianças e Santa Teresa de Jesus, Doutora, incentive nossos Professores!

HOMILIA PARA O 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM - MÊS MISSIONÁRIO

“BRASIL MISSIONÁRIO, PARTILHA A TUA FÉ!” Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “Estamos no segundo final de semana do mês de outubro, Mês dedicado às Missões e ao Rosário. A leitura do evangelho deste domingo traz presente a dimensão vocacional. Quem pode ser salvo? Perguntam, com espanto, os discípulos. Todos aqueles que aderem a Deus e a seu Reino, o considerando como sua verdadeira e maior riqueza. ‘Em comparação com ele (a sabedoria a que se refere a 1ª leitura), julguei sem valor a riqueza’ (cf. Sb 7,8), pois ‘uma riqueza incalculável está nas suas mãos’ (v. 11b). Na segunda leitura, continuamos a ouvir a Carta aos Hebreus, iniciada no domingo passado, a qual se estenderá até a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Neste domingo, refletimos sobre a profundidade da Palavra. ‘Assim como fez o homem rico, Jesus nos dirige sua palavra viva, que nos convida a abandonar tudo o que não condiz com o evangelho a fim de sermos seguidores dele. Nem a todos o Senhor pede o abandono de tudo para segui-lo, mas a todos mostra que o acúmulo e o enriquecimento ilícito não combinam com os valores do reino por ele pregado. Deixemo-nos tocar e julgar pela palavra de Deus, a qual não se reduz a leis e regras a serem cumpridas. Ela nos fornece sabedoria para discernirmos o que é importante e o que deve ser deixado de lado, no seguimento de Jesus. Precisamos da sabedoria divina para discernir os valores importantes. Os passos do discipulado cristão são: viver os mandamentos de Deus, partilhar os bens e seguir Jesus. A Carta aos Hebreus nos mostra a importância e o valor da palavra de Deus para as comunidades” (cf. Liturgia Diária de Outubro de 2012 da Paulus, pp. 49-52).’ Embora não se esgote nisso, três ideias podem nortear a reflexão deste domingo: 1º) o seguimento de Jesus (quer na vocação de todo batizado, quer na vocação específica) requer desapego e disponibilidade (isto é, colocá-lo em primeiro lugar); 2º) sábio é aquele que prefere a sabedoria de Deus em lugar de todos os bens e promessas humanas; 3º) a consequência do desprendimento dos bens é a partilha. ‘Penso que há uma grande diferença entre ser sábio e ser sabido. O sabido é quem possui grande quantidade de informações, títulos, diplomas, bens perecíveis, prestígios, funções e cargos, sem saber administrá-los ou achando que é a pessoa mais feliz e reconhecida do mundo por isso. Pobre coitado! Esvazia-se de Deus, para endeusar-se sobre os outros. Como isso é frequente em nossas Comunidades Eclesiais, Políticas e Sociais. É vazio e oco do essencial. Julga os outros sem piedade, pensando ser o melhor, porque demonstra ser ‘certinho e cumpridor das regras, pelos menos aquelas que o determinam melhor sobre os demais. Coisa feia, quando percebemos tais atitudes, sobretudo em ministros ordenados, políticos, artistas e representantes do Povo. Confinado num pedaço de madeira no dia em que seu nome ecoar na eternidade, deixará tudo para trás. E vazio de Deus não terá como transcender à eternidade feliz, o fim último de todas as criaturas humanas! Já o sábio, tendo ou não ‘muitas coisas’, pede sua participação na sabedoria divina. Sabe administrar todos os dons e qualidades que lhe são concedidos, gratuitamente, pelo Criador de tudo. Não se importa com elogios, não necessita de reconhecimentos e nem de títulos e prestígio. Há maior prestígio do que o elogio vindo do coração misericordioso do Senhor? Façamos a Leitura Orante da página do Livro da Sabedoria deste domingo, que nos orienta tão claramente sobre esta questão. Quem não mergulhar nas profundezas do apelo de Deus nesta página, ainda está longe do Reino. E tudo aquilo ou aquele que não é de Deus cai. Um dia cai.’ ‘Que se deve fazer para receber a vida eterna?’. Eis uma pergunta que cada um de nós também faz, em seu coração, com estas ou outras palavras semelhantes. Jesus responde que, inicialmente, se deve viver conforme os mandamentos, porém, o simples cumprimento das obrigações não é suficiente, é exigida do coração uma opção que assuma o Reino de Deus e o seguimento como a maior riqueza da vida; exatamente como ilustra a parábola do tesouro encontrado no campo (cf. Mt 13,44-46). Cabe-nos o questionamento a respeito da importância que atribuímos ao Reino e ao seguimento. A ‘formula’ para calcularmos essa importância é através do desapego. O que seríamos capazes de renunciar, em função do Reino? O ensinamento de Jesus aqui não é tanto sobre o desprezo dos bens, como se eles não tivessem valor em si mesmos, mas o de que o Reino deve ser colocado em primeiro lugar por todo aquele que quiser ganhar a vida eterna. Quais as coisas que se antepõem ao Reino, na sociedade de hoje? Quais delas se fazem presentes em minha vida pessoal e se antepõem ao Reino? Na dimensão da partilha, destacada nos textos deste domingo, vê-se a certeza de que o desapego, em nome do seguimento de Jesus, não é em vão, mas produz ‘cem vezes mais’ (cf. v.30). A partilha garante ‘um tesouro no céu’ (cf. v.21). Diante dessa Palavra, nos confrontamos com o egoísmo e materialismo do mundo de hoje, misturados ao individualismo, ao acúmulo de bens e ao vazio da laicização (um mundo que nega o valor, como palavra digna de crédito, da religião institucionalizada). Cabe aos cristãos de hoje reassumirem, com coragem, a prioridade do Reino sobre todos os desvalores egoístas e apegados do mundo atual. Cabe-lhes testemunharem a Sabedoria da Palavra de Deus que é ‘viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes’ (cf. Hb 4,12). Seremos perseguidos (cf. Mc 10,30), mas receberemos a vida eterna e cem vezes mais felicidade do que a recebida na lógica do mundo do egoísmo e do apego” (cf. Roteiros Homiléticos n. 23 da CNBB, pp. 58-64). “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3). Existe uma diferença entre ser Pobre em espírito e Pobre de espírito. O pobre em espírito sempre tem espaço para o amor de Deus em seu coração, e faz a experiência de Sua Sabedoria e Misericórdia em suas relações. Já o pobre de espírito é aquele autossuficiente, arrogante, prepotente, que pensa bastar-se a si mesmo. Para muitos de nós sermos os ricos fadados à miséria eterna, porque vazios de Deus, só nos falta mesmo o dinheiro, pois até pose de ricos já temos. Quem não sonha em ser rico, tendo sempre mais coisas do que possui? Eis o convite à nossa conversão: “estarmos nus e descobertos aos olhos de Deus; sendo do jeito que somos de verdade” (cf. Hb 4,13b). Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço sempre fiel e amigo, Padre Gilberto Kasper (Ler Sb 7,7-11; Sl 89(90); Hb 4,12-13 e Mc 10,17-30)

Coração Imaculado

“Coração Imaculado de Maria, Vós que fizestes plenamente a vontade de Deus Pai, Vós que tornastes possível a minha salvação ao conceberdes o Filho de Deus, quero consagrar-me inteiramente a Vós. Consagro-Vos meus pensamentos, desejos, intenções e ações. Consagro-Vos meu olhar, meu ouvir, meu sentir e meu falar. Consagro-Vos meu coração e todo o meu ser, para que eu possa me sentir seguro (a) e protegido (a). Consagro-Vos meus familiares, parentes e amigos. Consagro-Vos meus inimigos na esperança de reatarmos nossos relacionamentos. Consagro-Vos todas as pessoas falecidas que passaram por minha vida. Mãe querida, abençoa e acolha a todos nós em Vosso Imaculado Coração, para que nos aproximemos cada vez mais do Vosso Filho Jesus. Consagro-Vos todas as pessoas do mundo, na esperança de alcançarmos a paz e de ver todos os corações arrependidos, convertidos e acolhendo o Evangelho de Cristo. Incomparável Mãe ajuda-me a reconhecer e confessar os meus pecados para a salvação de minha alma e para poder receber dignamente Jesus Cristo na Eucaristia. Mãe amada, que eu receba as graças que preciso em minha vida. Não as que eu quero, mas as que a Senhora sabe que eu realmente preciso. Conduza-me sempre no caminho da salvação e acolhei-me na hora de minha morte. Amém. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!”

O EXERCÍCIO DA CIDADANIA – O VOTO

O EXERCÍCIO DA CIDADANIA – O VOTO Pe. Gilberto Kasper pe.kasper@gmail.com Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista. A pessoa é considerada, segundo a Doutrina Social da Igreja, não como um apêndice da sociedade, uma célula de um órgão maior, mas como alguém que tem uma prioridade absoluta. A prioridade da pessoa é dada pela sua própria consciência: o exercício da cidadania – o voto livre! Rubem Alves afirma que “Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão!”. As eleições se aproximam e certamente já sabemos em quem votar. Seria uma calamidade, se ainda tivéssemos dúvidas. Muitas vezes somos cobrados, porque não indicamos, publicamente, os candidatos a serem eleitos no próximo domingo. A Igreja Católica não se arroga o direito de “obrigar” ou impor esse ou aquele candidato, porque respeita um dos valores fundamentais da Pessoa: a Liberdade. Procuramos, sim, colaborar na formação de consciência política crítica, sem, entretanto, “barganhar” candidaturas. Não me parece coerente com o que pregamos, já que nem Deus impõe nada, mas propõem. A orientação é de que se observe a primeira eleição com a conquista da Ficha Limpa. Particularmente, e sem escrúpulo nenhum, penso que não deveríamos eleger Candidatos que já serviram por mais de dois mandatos seguidos. É preciso arejar, pensar em perspectivas, oportunidades e esperanças novas. Quem realmente serviu o povo sem a pretensão de pensar-se insubstituível, contribuirá com o Bem Comum de nossa Cidade, mesmo sem exercer o que gosto de chamar de Serviço, embora digam serem Cargos, Funções e Mandatos. Afinal, nosso Governo ou está a serviço de seu povo, ou não é digno de nosso voto. O verdadeiro pluralismo democrático consiste na convivência de várias identidades culturais, no respeito pela diversidade. O serviço dos eleitos nas urnas que já se instalam, é de promover o Bem Comum oferecendo os meios para o desenvolvimento das pessoas e das agregações sociais que nascem das pessoas. Saibamos votar com lucidez, liberdade e esperança de uma cidade mais humana, menos violenta, com saúde, educação, infraestrutura cada vez mais a serviço da dignidade dos filhos que necessitam de oportunidades e que sejam respeitados em sua capacidade de eleições, e não subestimados com mais ilusões.

Uma Fé Missionária

Uma Fé Missionária Outubro, mês das missões. No Ano da Fé. Se a Fé é algo transcendente, incompreensível aos olhos humanos, maior do que podemos e do que produzimos, é ela que impulsiona os seguidores de Cristo a levar adiante a proposta de Deus de vida para todos, algo sem limites. Fé missionária! Mas as coisas devem estar em seu lugar e definidas: é verdade que “ninguém vai ao Cristo se não for atraído pelo Pai”; é verdade, também, que o Pai nos atrai pela Palavra proclamada e acolhida - por alguém -, pelo testemunho experimentado, pela história de vida de cada um de nós, por circunstâncias às vezes inesperadas e não explicadas... A fé não é ingênua, nem conclusão humana, é dom gratuito de Deus, mas entra para fazer parte da vida do crente; é vida nova, nova maneira de ver, apreciar, agir... E ela não é invasiva, manipuladora, opressora; ela é proposta de vida para o amor, proposta de rumo novo em vista à esperança, impulso de vitalidade para se levar aos outros aquilo que se vive. Não me passou despercebida a indignação do senhor Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, em suas considerações na edição de 24 de agosto, do Jornal Folha de São Paulo, A3, sob o título “Oração da vitória”, sobre a atitude dos atletas brasileiros de vôlei, ouro na Olimpíada recém realizada, de se ajoelhar em “ostensiva prece de agradecimento” ao que ele chama de “hipotético sujeito poderoso suficiente para fraudar uma competição olímpica”. Diz ele que “professar uma religião em público não é crime nenhum, embora costume ser desagradável para quem está em volta”. Acrescenta que “crescente parcela dos cristãos não se contenta com a prática privada; para eles é importante a ostentação... ela tem valor de proselitismo.” “No caso das Olimpíadas, a publicidade é irregular por que... deixa em situação constrangedora todos os que não partilham a mesma crença...” “A oração fere a liberdade constitucional de consciência e crença dos jogadores”. “O que os atletas fizeram foi sequestrar aquele privilegiado espaço publicitário para promover atividades sectárias que só beneficiam seus fins particulares, em detrimento de todos os demais cidadãos brasileiros”. Amplia o raciocínio o autor: “no que diz respeito aos poderes públicos, somos todos, sim, cristãos à força...” Quanto aos atletas, diz que “a seleção olímpica deixa de representar a mim e aos milhões de brasileiros não cristãos”. Para ele “aí está um dos aspectos mais corrosivos da religião: priorizando pretensos seres metafísicos em detrimento dos humanos de verdade, ela só causa sofrimento”. São afirmações que fazem pensar, mesmo parecendo ter muito de suposição, exagero e racionalização da própria atitude. Tanto quanto me causou agradável surpresa e contentamento ver os atletas ajoelhar-se e agradecer Àquele que é a fonte da vida, o Pai do Senhor Jesus e de todos nós, um Deus pessoal, o que não os eximiu de terem se preparado ao máximo para a competição, percebo que se deve mais e mais estar atento para que fé não seja só reação emocional, ou apenas sentimentalismo, ou acomodação, ou fuga dos problemas. Nem seja algo como verniz exterior, só casca, só aparência. E que a decisão de viver a fé e levar vida a todos não seja proselitismo, imposição ou desrespeito ao que os outros pensam ou deixam de pensar, mas oportunidade de favorecer vida a todos. Que nossas autênticas atitudes de fé missionária favoreçam à vida, ao crescimento das pessoas, à dignidade de todos, ao reino que vai se estabelecendo contando com nossa generosa, embora frágil colaboração! Sejamos missionários de fé profunda, feliz e provocadora. E com muita alegria e convicção de estar vivendo e fazendo o melhor! Pe. Nasser Kehdy Netto, administrador arquidiocesano

HOMILIA PARA O 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - OUTUBRO - MÊS MISSIONÁRIO

“Brasil missionário, partilha tua fé”! Meus queridos Amigos e irmãos na Fé! “Estamos no início do mês de outubro, mês missionário, do Rosário e também um mês político, pois, nas eleições para prefeito (a) e vereadores (as), escolheremos aqueles (as) que governarão nossas cidades, nos próximos quatro anos. Quantas vezes já ouvimos falar que a Igreja não deve se meter na política e sim cuidar da religião, das coisas de Deus, o que nos parece certo, se entendermos por política as diferentes concepções e maneiras de se governar, próprias dos partidos políticos (em demasia, aliás). No entanto, se política for a arte de governar uma cidade, nação ou estado, então, como cidadãos, temos não só o direito, mas também o dever de participar. Por isso, votar é, antes de tudo, a participação de todo cidadão, seja ele cristão ou não, visando à construção de uma sociedade menos injusta e mais igualitária. Sem dúvida, a luz do evangelho é fundamental nesta luta de participação democrática. As leituras do 27º Domingo do Tempo Comum apresentam uma temática sempre atual: a união matrimonial. Fruto do amor de um homem e uma mulher, o matrimônio aparece como projeto de Deus para o ser humano na busca da realização e da felicidade. Esse amor fiel, construído e fundamentado na doação e na entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus para com o ser humano. Os textos bíblicos situam o debate em seu verdadeiro horizonte, trazendo a intenção originária do Criador. Essa forma enfatiza a fidelidade no matrimônio, proibindo explicitamente o divórcio. O adultério é a ruptura de uma relação que deve ser concebida não como um simples contrato legal, mas como uma disposição de vida, uma aliança estável, à semelhança daquela que o mesmo Deus fez com seu povo, alimentada pelo amor e não pela lei. ‘O ser humano foi criado para a comunhão com os outros. A família, comunidade primeira da sociedade, é querida e abençoada por Deus. Solidário conosco e nosso irmão, Jesus nos instrui sobre o profundo sentido do matrimônio. Formamos família que vive a prática do amor fraterno e busca tornar novas as relações entre homens e mulheres, superando preconceitos e atitudes de dominação. Os seres humanos foram criados para viver em harmonia uns com os outros. Ao se encarnar, Jesus tornou-se solidário com a humanidade, participando da mesma sorte. O projeto inicial de Deus é homem e mulher vivendo o amor e o benquerer’ (Cf. Liturgia Diária de Outubro de 2012 da Paulus, pp. 30-33). A liturgia proposta para este domingo é uma reafirmação da vocação de todo ser humano: o amor. Sem ele a vida não deixa de ser uma experiência de solidão que condena qualquer um à triste experiência da morte. Como diz São Paulo: ‘sem o amor, nada sou’. Atualmente, a constante mudança dos valores em nossa sociedade, apresentada principalmente pelos meios de comunicação social, dificulta a fidelidade dos esposos. Em muitos casos, uma simples dificuldade já serve de motivo para a separação. Existem uniões que já começam praticamente pensadas para durarem determinado tempo: sem o sacramento, com separação de bens... A separação será sempre o fracasso do amor. Só o amor eterno, manifestado em um compromisso indissolúvel, está de acordo com o que o Criador nos ensinou, respeitando desta forma seu verdadeiro projeto” (Cf. Roteiros Homiléticos da CNBB, nº 23, pp. 43-50). É interessante observar como o Evangelho de Marcos, em sua primeira parte trata da fidelidade, do verdadeiro matrimônio e das consequências do adultério. Deus faz aliança conosco. O matrimônio também é uma aliança, que naturalmente implica em fidelidade! Quando rompemos a fidelidade, cometemos adultério. Sou até mais ousado, em pensar, que facilmente nos “prostituímos”, traindo a aliança de Deus conosco! Isso acontece quando mentimos, fingimos e maliciamos pessoas, comportamentos, atitudes, eventos... Depois que Jesus, em casa, orienta seus discípulos sobre o tema da necessária fidelidade em toda relação humana, acolhe as crianças: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o reino de Deus é dos que são como elas”. Dois pensamentos merecem nossa atenção. As características da criança que perdemos, tornando-nos adultos: sinceridade, espontaneidade e pureza. Quando crescemos tornamo-nos mentirosos, fingidos e maliciosos. Eis o convite a recuperarmos as características das crianças. A outra questão a ser levada em conta, é que de cada separação, divórcio ou infidelidade, quem mais sofre as consequências do desamor, são as crianças. Os filhos de um casal que, muitas vezes, não passam de um cruel acidente, susto ou simplesmente um detalhe! Pode haver maior irresponsabilidade, egoísmo, desumanidade e insensibilidade? Depois nos perguntamos por que o mundo está tão enfermo, violento, deprimido e desencantado! Ou levamos a sério o amor com sabor divino que nos é permitido viver, ou não ousemos brincar de criaturas humanas, porque nem os animais são tão selvagens como nossa arrogância e prepotência, de queremos ser deuses sobre os outros! Inicia-se neste domingo até o dia 28 de outubro em Roma, o Sínodo dos Bispos sobre “A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã”! E do próximo dia 11 de Outubro até 24 de Novembro de 2013, o Papa Bento XVI proclamou, para toda a Igreja, um “Ano da Fé”. Começará no dia 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e aniversário de vinte e cinco anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Em nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto, convidados por nosso Administrador Arquidiocesano, Côn. Nasser Kehdy Netto, faremos o lançamento do ANO DA FÉ na Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, dia 12 de Outubro. Em nossa Igreja Santo Antoninho, celebraremos este marco em comunhão e no exercício da unidade com toda a Igreja, durante a Celebração Eucarística das 19 horas da próxima sexta-feira, renovando nossa fé, no momento em que mergulharemos no “útero da Igreja”, a Bacia Batismal, nossa querida irmãzinha Maria Fernanda! Celebraremos, também pedindo a proteção de nossa Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil para todas nossas crianças, especialmente as que têm pais separados, ou que por eles foram abandonadas! Neste domingo, levaremos os envelopes para a Coleta das Missões. Seja nossa partilha consciente e generosa. Não deixemos para colocar nossa oferta no Dia Mundial das Missões, 21 de Outubro próximo. Naquele domingo devolveremos nossos envelopes, contendo o resultado do esforço que fizermos ao longo desses dias, partilhando de nossa pobreza, com os Missionários e Missionárias do Mundo todo, que com inúmeras dificuldades dependem de nossa oferta generosa, para poder anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Seja esta a nossa Coleta mais consciente, porque realizada no Ano da Fé! Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão o abraço amigo, Padre Gilberto Kasper (Ler Gn 2,18-24; Sl 127(128); Hb 2,9-11 e Mc 10,2-16)

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