sábado, 19 de janeiro de 2013

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé! “No início do Tempo Comum, depois do Natal e antes da Quaresma, lemos o início da missão de Jesus com o chamado dos discípulos, a proposta do Reino. ‘No ano C, é Lucas quem nos conduz; ele insiste no seguimento radical de Jesus, ensina-nos a orar, a amar, a perdoar, a nos deixar guiar pelo Espírito, a levar em conta as mulheres, a colocar no centro de nossa vida o acolhimento e a preocupação com os pobres...’ (Ione Buyst). Neste segundo domingo, celebramos a manifestação de Deus em Jesus, em Caná da Galileia, no contexto de um casamento e aí Jesus realiza o seu primeiro sinal. ‘Reunidos pelo Espírito, somos convidados a tomar parte no banquete festivo das bodas de Caná, quando Jesus realiza o seu primeiro sinal. Verdadeiro esposo da humanidade, ele nos oferece o bom vinho que a todos alegra. Sintamos a honra de ser participantes das núpcias, sinal da aliança de Deus com seu povo. A comunidade celebrante, noiva de Jesus, nunca será abandonada nem ficará deserta. Na diversidade de dons e carismas, a comunidade Igreja celebra as núpcias com o Cordeiro. A exemplo do profeta Isaías, não podemos nos acomodar enquanto a justiça e a liberdade não florescerem. Jesus é o noivo da comunidade reunida. A diversidade de dons, quando postos em comum, é sinal de riqueza na comunidade. Celebrar a Eucaristia significa renovar o gesto que constitui esta comunidade em povo de Deus. O vinho consagrado, sangue de Cristo e sinal de seu amor pela Igreja, antecipa a festa da nossa assembleia que se torna plena nas núpcias eternas’ (cf. Liturgia Diária de Janeiro de 2013 da Paulus, pp. 58-60). O casamento em Caná é o primeiro dos sete sinais, escolhidos pelo evangelista para revelar Jesus como o Messias e Filho de Deus. É o início da manifestação da glória de Cristo que se plenificará, através de sua entrega na cruz. A água, transformada em vinho, é sinal da vida nova, do vinho novo da salvação, que o Senhor oferece de forma abundante como esposo da humanidade. Os discípulos expressam sua adesão a Jesus, através do acolhimento aos sinais de amor e de salvação. O Senhor permanece fiel à aliança e nos cumula de dons para que possamos colocá-los a serviço da edificação da comunidade, criando relações fraternas. Por meio da fé em Jesus Cristo, formamos um só corpo, no mesmo Espírito. Maria é modelo de fidelidade à aliança, ao plano de amor de Deus, revelado em Cristo. Com solicitude maternal, ela percebe que ‘eles não têm mais vinho’. Sua atitude nos ensina a sermos pessoas sensíveis e comprometidas com as necessidades dos irmãos e das irmãs. Maria não cessa de interceder junto ao Filho para que a humanidade alcance a vida em plenitude. O documento de Aparecida, número 364, convida que ‘fixemos o olhar em Maria e reconheçamos nela a imagem perfeita da discípula missionária. Ela nos exorta a fazer o que Jesus nos diz (cf. Jo 2,5) para que ele possa derramar sua vida, entregando-a. Junto com ela, queremos estar atentos uma vez mais à escuta do Mestre e, ao redor dela, voltarmos a receber com estremecimento o mandato missionário de seu Filho: ‘Vão e façam discípulos todos os povos’ (Mt 28,19). Escutamos Jesus como comunidade de discípulos missionários, que experimentaram o encontro vivo com ele, e queremos compartilhar todos os dias com os demais essa alegria incomparável. O encontro com Cristo proporciona experimentar o melhor vinho que salva e dá sentido à nossa festa. Como verdadeiro esposo, Jesus está sempre presente para oferecer o vinho novo, sinal de seu amor e de sua ação libertadora. Somos chamados a distribuir o vinho que o Senhor nos oferece, entre os convidados, para a grande festa da vida. O nosso anúncio deve irradiar a alegria da festa, do banquete do Reino. [...] Imaginemos esse casamento em Caná. Deve ter sido de um casal pobre. Maria, Jesus e seus Discípulos pobres, foram convidados. Ricos não se misturavam com os pobres. Nem se poderia imaginar que algum pobre fosse convidado à sociedade da época, mais ou menos como é em nossos dias. O vinho era uma bebida nobre e cara, consumida somente em grandes eventos, como núpcias. Os Apóstolos, tendo deixado tudo para seguir o Mestre, aproveitavam de oportunidades como essas, para “tirarem a barriga da miséria”. Eram “bons de copo” e também Jesus bebia com eles, o vinho do casamento. Maria entra em cena: Mãe preocupada; Mulher perspicaz e Discípula confiante no Filho. Do ponto de vista humano, como qualquer mãe, chama a atenção do filho, advertindo-o, quem sabe, de que seus amigos estavam exagerando na bebida. “Eles não tem mais vinho”. Em outras palavras: “peça aos seus amigos, para maneirarem no copo”. Jesus, aparentemente parece grosseiro com a mãe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. Mesmo assim Maria sabe em quem põe sua confiança e vai aos que servem e pronuncia o coração desse Evangelho: “Fazei o que ele vos disser”. E o que Jesus diz? Que participemos do Seu primeiro grande sinal (milagre). Enchamos as talhas de água, que Ele transforma em vinho, o melhor vinho. Nossa participação é apenas água, o resto fica por conta do Senhor. Ainda: Jesus resume seu anúncio evangélico numa única orientação: “Amai-vos como eu vos amo!” E isso não parece ser tão simples assim. Quem ama, se preocupa, promove, fala bem do outro, não inveja ninguém, não engana e nem mente. Eis razões para nossa conversão em nossas relações de Comunidades, Eclesiais, Políticas e Sociais. Conta-se que um casal pobre, preparando-se para o casamento, deixara um barril diante da casa do noivo. Os convidados, conforme costume da época, passavam pelo barril e nele depositavam, ao longo do dia do casamento, sua porção de vinho a ser consumida nas bodas. Ao servir a primeira taça de vinho, o noivo foi ao barril. Qual não foi a surpresa: era pura água. Todos aqueles convidados pensaram a mesma coisa: “Coloquemos água no barril, pois como todos colocarão vinho, ninguém perceberá que colocamos água...” Isso é muito frequente em nossas Comunidades e na Sociedade que vive na hipocrisia das aparências. Tem gente que vai às festas para “tirar a barriga da miséria” e ainda sai com bolsas cheias de docinhos, e há aqueles que não partilham nada, apenas buscam levar vantagem em tudo [...]. Neste domingo celebramos São Sebastião” (cf. Roteiros Homiléticos da CNBB nº 24, pp. 66-71), o Padroeiro de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto. Em nossa Igreja Santo Antoninho, agradecemos nas Missas das 8 e 10 horas meus 23 anos de Ministério Sacerdotal. Já às 11 horas, teremos um belíssimo Concerto de Acordeon com Gilda Montans e Meire Genaro, a quem somos profundamente agradecidos. Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço sempre amigo e fiel. Para meu aniversário de Ordenação Sacerdotal, não espero presentes, mas a oração de uma Ave Maria bem rezada, proveniente do fundo do coração, por minha santificação e fidelidade em minha vocação ao serviço gratuito pelo Reino. Que eu saiba oferecer o melhor vinho que o Senhor me concedeu. Pe. Gilberto Kasper (Ler Is 62,1-5; Sl 95(96); 1 Cor 12,4-11 e Jo 2,1-11).

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