sábado, 22 de junho de 2013


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis
que eu sou’!” (cf. Lc 9,20).

          Este Décimo-Segundo Domingo Comum do Tempo Litúrgico tem sabor espiritual, eclesial e pastoral muito especial para nossa Igreja Particular, a Arquidiocese de Ribeirão Preto, enquanto acolhe em posse solene na Catedral Metropolitana de São Sebastião, às 10 horas, o novo Pastor, nosso Oitavo Arcebispo Metropolitano, DOM MOACIR SILVA!
          Escolheu a Catedral Metropolitana para ocupar a Cátedra (Cadeira do Bispo) a partir de onde tem o múnus de anunciar o Evangelho, ensinar o rebanho a ele confiado, santificando-o e presidindo o Mistério de nossa Fé, a Eucaristia e os demais Sacramentos! A Catedral Metropolitana é a Igreja do Bispo, é a Mãe de todas as Igrejas de nossa Arquidiocese. É a Sé Metropolitana de uma Província Eclesiástica que conta com outras sete Dioceses chamadas sufragâneas: Barretos, Catanduva, Franca, Jaboticabal, Jales, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto. Dia 29 de Junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo – Dia do PapaDom Moacir receberá das mãos do Papa Francisco, o Pálio, um colar de lã que lhe é imposto sobre seus ombros, a fim de promover entre as Dioceses que formam nossa Província Eclesiástica, em nome do Santo Padre, a Comunhão, a Unidade, a Missionariedade, o Discipulado, sendo o Pastor que zele pelo rebanho todo, acolhendo-o em seu coração configurado com Cristo, o Bom Pastor! É evidente que não cabemos todos na Catedral. Mas Dom Moacir optou por uma celebração de posse modesta e não “pomposa”. Os Padres, Diáconos, Seminaristas, Religiosos e Religiosas, bem como Representações das 85 Paróquias, Pastorais, Movimentos e Serviços lotarão a mesma. O Presbitério se apresentará ao novo Arcebispo, prometendo-lhe obediência, colegialidade e ternura!  “Permanecei em mim” (Jo 15,4) é seu lema episcopal, ao qual nos queremos unir e sermos uma linda Família Arquidiocesana! Deixará para conhecer seu rebanho ao voltar de Roma, quando agendará encontros por Foranias e Paróquias, para estar mais próximo de todos e de cada um. Como já disse o Papa Francisco: “Vai cheirar as ovelhas lá onde elas estiverem! Será o Pastor no meio de seu rebanho, próximo do povo, especialmente nas periferias de nossa Arquidiocese”. Gesto magnífico e lindo, que nos enche de esperança. Certamente virá conhecer, também, nossa amada Igreja Santo Antoninho!
          Fazemos nossas as palavras do Côn. Nasser Kehdy Netto, nosso Administrador Arquidiocesano, ao acolher nosso novo Arcebispo: “Bem-vindo, Dom Moacir. Já nos queremos bem em Cristo Jesus. O senhor é para nós um presente do Ressuscitado, uma bênção, que vem para unir nossas forças, ser ponto de encontro, confirmar prioridades e impulsionar nosso compromisso. Vamos evangelizar juntos, ser felizes juntos e semear felicidade. Receba o abraço de toda nossa Arquidiocese, padres, diáconos, religiosos e leigos. Bem-vindo!” (IGREJA HOJE – Junho – Ano 2013 – Nº 252, p. 11).
          Jesus é nosso mestre. Nós somos discípulos e discípulas dele. Com ele nos retiramos hoje, como o fazemos todos os domingos, para um momento de descanso, de oração, de escuta da Palavra e, depois, de celebração da Santa ceia, memorial da vitória da Páscoa.
          Isto é obra de Deus, pois ele quer nos firmar seu amor. Por essa razão, nos conduziu para cá e aqui nos reúne. Que nunca nos falte a graça de amar e temer esse Deus tão bom que, em Jesus e no Espírito Santo, sempre nos mostra o caminho para nossa realização humana.
          ‘Esta Eucaristia nos desafia a confessar que Jesus é o Cristo de Deus, fonte do amor e da vida. Nossa fé nos impele a derrubar toda barreira discriminatória e reconhecer que em Cristo somos um. Só assim teremos condições de segui-lo na fidelidade dia a dia. Celebremos em comunhão com todos os migrantes que anseiam por melhores condições de vida.
          Por sua palavra, Deus derrama um espírito de graça e piedade sobre cada um de nós, convidando-nos a nos revestir de Cristo e reconhecer nele o ungido a quem nos cabe seguir.
          Somos chamados a nos compadecer das muitas vítimas da violência. Somos desafiados a professar nossa fé em Jesus e segui-lo com desprendimento. Somos convidados a superar, em Cristo, todas as discriminações’ (cf. Liturgia Diária de Junho de 2013 da Paulus, pp. 73-76).
          É sabido que existem distinções e até discriminações no tratamento social. Como trabalhamos esta questão na Igreja, na comunidade de Cristo? A Palavra hoje nos anuncia ‘a igualdade de todos no sistema do Senhor Jesus. Acabou o regime da lei mosaica que considerava ser judeu um privilégio, por causa da Aliança com Abraão e Moisés. A crucificação de Jesus, em nome desse regime antigo, marcou a chegada de um regime novo. Simplesmente observar a lei de Moisés já não é salvação para quem conhece Jesus, para quem sabe o que ele pregou e como ele deu sua vida por sua nova mensagem e por aqueles que nela acreditassem. Estes constituem o povo da Nova Aliança. São todos iguais perante Deus, como filhos queridos e irmãos de Jesus – filhos como o Filho e coerdeiros de seu Reino, continuadores do projeto que ele iniciou.
          Neste novo sistema, não importa mais ser judeu ou não, escravo ou livre, homem ou mulher, branco ou negro, patrão ou operário, rico ou pobre... Mesmo não tendo chances iguais em termos de competição econômica e ascensão social, todos têm chances iguais no amor de Deus. Ora, este amor deve encarnar-se na comunidade inspirada pelo Evangelho de Jesus, eliminando desigualdade e discriminação. Provocada pelas diferenças econômicas, sociais, culturais etc., a comunidade que está ‘em Cristo’ testemunhará igual e indiscriminado carinho e fraternidade a todos, antecipando a plenitude à ‘paz’ celeste para todos os destinatários do amor do Pai. Programa impossível, utopia? Talvez seja. Mas nem por isso podemos desistir dele, pois é a certeza que nos conduz! Na ‘caridade em Cristo’, o capital já não servirá para uma classe dominar a outra, mas para estar à disposição de todos que trabalham e produzem. A influência e o saber estarão a serviço do povo. O marido não terá mais ‘liberdades’ que a mulher, mas competirá com ela no carinho e dedicação” (cf. Roteiros Homiléticos do Tempo Comum I de 2013 da CNBB, pp. 49-54).
          Somos todos convidados, neste mês de Junho a participar, na medida do possível, das festas juninas. Já celebramos nosso Padroeiro, Santo Antoninho, Pão dos Pobres, dia 13 passado. Amanhã celebramos o nascimento de São João Batista, é a festa popular de São João. Domingo próximo celebraremos a solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, o Dia do Papa! Vivamos neste Ano da Fé não meras devoções sendo mais pedintes do que agradecidos, mas vivamos a exemplo deles uma Fé madura e comprometida com o Reino de Deus, já existente entre nós!
          Estamos também nos aproximando da Jornada Mundial da Juventude, a iniciar-se exatamente daqui a um mês, quando receberemos nosso Pastor maior, o Papa Francisco!
Sejam todos muito abençoados. Com ternura e gratidão, o abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Zc 12,10-11; 13,1; Sl 62(63); Gl 3,26-29 e Lc 9,18-24).






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