domingo, 15 de setembro de 2013



MÊS DA BÍBLIA


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

“Alegrai-vos comigo,
Encontrei o que tinha perdido!” (Lc  15).

            Celebramos o Vigésimo Quarto Domingo Comum do Tempo Litúrgico, neste que é o Mês da Bíblia e que nos propõe o tema tão insistente: “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Lucas” pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB). Duas palavras poderiam resumir a Liturgia da Palavra deste domingo: misericórdia e reconciliação.
          “Apesar de nossas fraquezas e pecados, o Senhor não nos rejeita, mas, com amor e misericórdia, vem-nos ao encontro, como nosso Pai, quando dele nos afastamos. Alcançados e resgatados por seu Filho, somos convidados a abrir os lábios e o coração para o seu louvor.
          A Palavra de Deus nos assegura que Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que o Pai se mostra sempre disposto a perdoar quando a pessoa decide retornar o bom caminho.
          Moisés intercede em favor do povo pecador e Deus continua se mantendo aliado na caminhada. Deus não se cansa de procurar o pecador e o que está perdido.
          A celebração eucarística é a reunião da família de Deus, o qual acolhe na alegria do banquete também as filhas e filhos que estavam dispersos” (cf. Liturgia Diária de Setembro de 2013 da Paulus, pp. 48-51).
          “A página do Livro do Êxito, desenvolve em seu capítulo 32 a descrição da ruptura que o povo provocou em sua relação com Deus e a posterior renovação da aliança. O povo abandona Deus, mas Deus não abandona o povo. Moisés intercede junto a Deus pelo povo. Este texto prefigura, pois, a face do Deus misericordioso, desvelada por Jesus no Novo Testamento e tão belamente simbolizada nas parábolas da ovelha perdida e do filho pródigo. O amor misericordioso se sobrepõe e prevalece acima de todos os demais sentimentos.
          O evangelho deste domingo, pela narrativa de três parábolas, nos leva a refletir sobre a pessoa que se afasta de Deus. É fácil pensar que tais ensinamentos não dizem respeito diretamente a nós, que nos reunimos em comunidade de fé, oração e amor, elevando nossa ação de graças ao Pai.
          Afinal, se com este objetivo nos encontramos, formamos assembléia, não estamos afastados de Deus. Portanto, as três parábolas se referem a outras pessoas, talvez mais pecadoras do que nós... Contudo, se afastarmos esta idéia e voltarmos o pensamento para dentro de nós mesmos e fizermos uma breve retrospectiva de nossa vida de fé, o que descobrimos? Lá bem no fundo, nos vislumbramos como a moeda perdida, a ovelha desgarrada, o filho que sai da casa do pai.
          Na parábola da ovelha, ao encontrá-la, o pastor ‘alegre a põe nos ombros’. Fica bem especificada a liberdade do retorno. A ovelha não é agarrada à força, não está se debatendo. É apanhada com carinho e mansamente se deixa conduzir.
          A pequena história da moeda perdida trás duas ações marcantes da mulher, ao iniciar a busca: acender a luz e procurar cuidadosamente. Se estivermos perdidos, afastados do Pai, somos buscados com cuidado, não de modo brusco ou violento. Seremos reencontrados em Deus com a ajuda da luz que é sua própria Palavra.
          Da conhecida parábola do filho pródigo emerge inúmeros simbolismos. Esta parábola nos dá os sinais que compõem o rico Sacramento da Reconciliação. Os passos de uma boa confissão estão nela contidos. E então percebemos quão rica é a misericórdia de Deus para com quem lhe vira as costas, mas retorna, se converte, volta-se novamente para ele com humildade!
          São Paulo começa a carta a Timóteo com um agradecimento ‘àquele que me deu forças, Cristo Jesus’. A seguir, ele afirma ter encontrado o coração misericordioso de Deus” (cf. Roteiros Homiléticos do Tempo Comum II da CNBB, pp. 22-28).
          Finalmente somos convidados a refletir: a qual personagem, em se tratando da parábola de um Pai Misericordioso com dois filhos mais nos identificamos: ao pródigo, que deixou a casa do pai e voltou anos depois totalmente “rasgado” em sua dignidade, ou ao filho mais velho que não controlou sua inveja porque seu irmão mereceu a misericórdia, sendo acolhido de braços abertos?
          Não poucas vezes, em nossas Famílias, Comunidades de Fé, na Política e na Sociedade, encontramos “Irmãos mais Velhos”: aqueles que se acham “certinhos” e não admitem ou não compreendem a misericórdia de Deus, que permite a quem quer que seja, tenha feito o que o que for, uma nova oportunidade, a verdadeira reconciliação com o próprio Deus, consigo mesmo e com os irmãos!
          Aprendamos a ser mais misericordiosos do que duros juízes em nossas relações com os irmãos! Sintam-se muito abençoados no Senhor que é Vida, Perdão, Misericórdia e Reconciliação. Só quem faz a experiência de perdoar e acolher o perdão sabe o quanto é saborosa a bondade de Deus!
          Com ternura e gratidão, meu abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper

(Ler Ex 32,7-11.13-14; Sl 50(51); 1 Tm 1,12-17 e Lc 15,1-32).

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