sábado, 16 de novembro de 2013


Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Meus pensamentos são de paz e não de aflição,
diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos,
e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes" (Jr 29,11s.14).

O Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum é o penúltimo do Ano Litúrgico, e traz consigo, na Palavra proclamada, acolhida, refletida, rezada e vivida um sabor de despedida, mas também de um maior compromisso de re-ligar = religião, nossa vida com a vida do mundo em que vivemos e onde somos ou formamos um corpo do qual somos os membros e Cristo é a cabeça. Quando faltamos ao corpo, por menor ou mais insignificantes que possamos parecer, mutilamos o mesmo. O corpo, que a Igreja não nossa, mas de Jesus Cristo, torna-se aleijada, com necessidades especiais...

"O evangelho deste domingo parece descrever cenas da vida atual: fala de violência, destruição, tragédias naturais e sociais. Tudo isso não significa o fim do mundo nem é castigo de Deus; antes, é um alerta sobre o nosso comportamento violento em relação aos outros e à natureza. Diante desse quadro sombrio, a eucaristia torna-se fonte de esperança para todos nós na luta pela vida.

Com a palavra de Deus aprendemos que nossos esforços não são inúteis, pois, permanecendo firmes, transformaremos a realidade violenta em realidade de paz, na qual nascerá e brilhará o sol da justiça.

A primeira leitura nos garante que um dia a impunidade acabará (Ler Mal 3,19-20) [...] O que não é de Deus cai. Mais cedo ou mais tarde cai: a mentira é descoberta, a inveja e a maldade sobre os outros recairá sobre nós mesmos; morreremos engolindo nosso próprio veneno preparado para prejudicar e 'puxar o tapete do outro', a ganância, prepotência e arrogância de querer ser mais do que os outros nos darão um belo tombo no tempo em que menos esperarmos [...] O fim de instituições não significa o fim do mundo (Ler Lc 21,5-19) [...] Só Deus não decepciona. As pessoas nos decepcionam porque não são perfeitas, tem seus limites. Daí a necessidade de aprendermos a compreender, acolher o pecador, sem sermos coniventes com seus pecados, mas capazes de perdoar sempre, como nós somos perdoados por Deus.

 Perguntava a uma moça nesta semana, se ela acreditava em Deus, ao que me respondeu Sim, Senhor! Quando perguntei a qual religião pertencia, respondeu: A nenhuma não, Senhor! Só acredito em Deus e não nas religiões que não me dizem nada! O número de pessoas que dizem acreditar em Deus, porém declarando-se sem religião cresce sempre mais e isso me preocupa. Porém não concordo quando a mídia diz que a Igreja Católica perde a cada ano mais fiéis. Para mim, quem deixa a Igreja Católica não é fiel, mas infiel e de infiéis a Igreja não precisa. A pessoa que diz não precisar de religião é individualista, egoísta e descomprometida, acomodada... Certamente não é tão especialista na ação de re-ligar a humanidade a Deus através dos outros. Mutila, isso sim, o Corpo, que é a Igreja de Jesus Cristo, independentemente da profissão religiosa. Mas esse tipo de comportamento individualista começa na Família, colocada de bruços, e dos demais Alicerces em Crise de nossos tempos, a Educação, O Governo e a Religião [...] O povo quer trabalho (não simples emprego) e justiça social (Ler 2Ts 3,7-12),  (que lhe devolva a dignidade roubada por um capitalismo selvagem que necessita de indigentes para sua própria sobrevivência cruel e desumana).

Reunidos pelo Espírito, formamos a assembléia de irmãos e irmãs que desejam se alimentar do Corpo de Cristo, que nos fortalece nos desafios da vivência cristã (Do contrário, além de mutilarmos o Corpo que formamos com nossa ausência, tornar-nos-emos anêmicos espiritualmente, sem o alimento que nos fortalece para enfrentarmos os desafios que o mundo se nos impõem.) (cf. Liturgia Diária de Novembro de 2013 da Paulus, pp. 58-61).


"Levantai vossa cabeça e olhai,
Pois a vossa redenção se aproxima!”(Lc 21,28).



Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler Mal 3,19-20; Sl 97(98); 2Ts 3,7-12 e Lc 21,5-19).


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