sábado, 11 de janeiro de 2014

          AINDA EM TEMPO DE NATAL!

Pe. Gilberto Kasper


Mestre em Teologia Moral, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente da Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo Educacional da UNIESP, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Nesta semana vivemos, ainda em tempo de Natal! Entre as Solenidades da Epifania e do Batismo do Senhor, continuam ressoando em nosso interior a sensibilidade e o espírito de fraternidade, que, geralmente as festas natalinas produzem na criatura humana.
Epifania significa a manifestação do Salvador, em nossa realidade humana, atingindo a todos sem discriminação. Este é o grande mistério celebrado, sob diferentes aspectos, pelo Natal e pela Visita dos três Reis Magos ao Menino de Belém, vindos do Oriente, guiados por uma estrela. Esta festa nos convoca a uma comunhão universal com todos os povos, com os diferentes jeitos de adorar a Deus e a buscar a libertação, a dignidade e a paz, a partir dos pobres.
Herodes e as autoridades eclesiásticas daquele tempo não se conformavam com o nascimento do Salvador. Ele colocava em risco tudo aquilo que os mantinha no poder. Ameaçava o prestígio, os cargos, funções e privilégios que, à custa do povo simples, alimentava a inveja e o medo de perder a vida que os embriagava de luxo, soberba, prepotência e arrogância. É parecida a realidade atual, quando fica patente a inveja nas dimensões familiares, pastorais, políticas e sociais. Os “Herodes” de hoje não pensam duas vezes para degolar qualquer pessoa que lhes represente risco de mudança. Esses, naturalmente, não vivem o mistério do Natal, porque a manjedoura de seus corações continua cheia de “coisas”, menos Jesus Cristo!
Com a festa do Batismo do Senhor encerramos o tempo de Natal. Saímos dos evangelhos da infância de Jesus e nos colocamos na vigília de sua vida pública.
Jesus não se comporta como um filho privilegiado de Deus, mas se coloca na fila dos pecadores para receber o batismo de João Batista. É solidário com os menores, os pecadores, os últimos.
Como povo sacerdotal, assembléia de batizados, somos confirmados como filhos amados de Deus com a missão de ser luz (estrela) das nações e alegres anunciadores da boa-nova do Reino. Vivendo a fé recebida em nosso batismo, seremos capazes de apontar, como estrelas, somente para Jesus!


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