sábado, 17 de maio de 2014

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS


Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"Cantai ao Senhor um canto novo,
porque ele fez maravilhas e revelou
sua justiça diante das nações, aleluia!"(Sl 97,1s).

No Quinto Domingo do Tempo Pascal o Ressuscitado apresenta-se como o caminho a ser seguido para chegar ao Pai, a verdade que não escraviza nem ilude e a vida que se doa plenamente a toda a humanidade. Ele nos mostra o caminho a seguir, a verdade a buscar e a vida a defender. A missão exige pessoas disponíveis, e os apóstolos não têm medo de partilhar tarefas com gente disposta a assumi-la. Todos os fiéis formam, assim, o povo constituído em torno de Cristo caminho, verdade e vida. Jesus é o caminho que conduz ao Pai, a verdade que veio do Pai e a vida do Pai em nós. A comunidade, atenta às necessidades, organiza os vários serviços para poder manter-se atualizada. A comunidade é o sacramento vivo da presença de Cristo. A mesa eucarística consolida nossa inserção na vida de Cristo, pedra fundamental de toda construção duradoura.

          O Senhor nos convida a renovar nossa adesão a ele e nosso desejo de comunhão e solidariedade de uns para com os outros.

Jesus liberta o coração dos discípulos infundindo-lhes confiança e segurança para a missão, pois ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Como os discípulos, conhecemos o caminho indicado por Jesus nossa opção radical pelo Evangelho, renovada a cada momento. Jesus, presença do Pai, nos impele a manifestar sua vida em plenitude mediante a fé e o amor solidário.

Confiantes, deixemos que o Senhor oriente a nossa caminhada, como fizeram os primeiros cristãos. Em Cristo ressuscitado, pedra angular do edifício, somos escolhidos e preciosos para Deus; mas também rejeitados, passamos por provações. No caminho de Cristo, partilhamos sua eleição, seu sofrimento para sermos uma nova e santa morada de Deus. Pelo batismo, nos colocamos a serviço do Reino, assumindo assim nosso ministério sacerdotal na fidelidade a Deus.

Os batizados, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo, para que por todas as obras do homem cristão ofereçam sacrifícios espirituais e anunciem os poderes d'Aquele que das trevas os chamou à sua admirável luz (cf. 1Pd 2,4-10). Por isso todos os discípulos de Cristo, perseverando em oração e louvando juntos a Deus (cf. At 2,42-47), ofereçam-se como hóstia viva, santa, agradável a Deus (cf. Rm 12,1). Por toda a parte dêem testemunho de Cristo. E aos que o pedirem dêem as razões da sua esperança da vida eterna (cf. 1Pd 3,15).
Os Apóstolos já não davam mais conta da Ação Querigmática, isto é, Anunciar a Boa Notícia do Ressuscitado! Pediram que as Comunidades de Fé, Oração e Amor indicassem os primeiros Diáconos! Escolheram "sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria..." a fim de colaborarem na construção da Igreja que Cristo sonhou para cada um de nós. Eis o segundo grau do Sacramento da Ordem: O Diaconado! Como são importantes os Diáconos em nossas Comunidades! Não se trata de substitutos de Padres, antes devem além de suas funções próprias que eu prefiro chamar de SERVIÇO: A Proclamação da Palavra, A Preparação da Mesa Eucarística e a Distribuição da Sagrada Comunhão, especialmente aos Enfermos e Idosos, a Promoção da Caridade no zelo para com os mais pobres, as crianças e as viúvas, ser Homens formadores de Líderes nas Comunidades! Tivemos a rica experiência de colaborar na formação da Escola Diaconal São Lourenço da Diocese de Blumenau (SC) sob a orientação do baluarte da Evangelização no Brasil, Dom Angélico Sândalo Bernardino, que dessa primeira turma ordenou 38 Diáconos Permanentes, sempre sob a perspectiva de que fossem os grandes Formadores de Novas Lideranças na Igreja local. Desde que o Concílio Vaticano II resgatou o Diaconado Permanente, a Igreja tem zelado para que estes bons homens não sejam simplesmente "coroinhas ou substitutos de Padres", mas sejam o Evangelho Vivido lá onde Bispos e Padres não têm acesso.

Mas não somente os Ministros Ordenados têm a responsabilidade do Quérigma. O Plano de Ação Pastoral da Arquidiocese de Ribeirão Preto (2011-2015), à luz do Projeto de Ação Missionária - SIM - Ser Igreja em Missão, recorrendo ao Documento de Aparecida e das Diretrizes da Ação Pastoral de Evangelização no Brasil, da 52ª Assembleia Geral da CNBB, tem seu OBJETIVO GERAL que conclama todos os batizados ao protagonismo da Evangelização, valorizando não somente Ministérios Ordenados, porém todos os Ministérios que enriquecem a Igreja particular! “Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia”!

Nem sempre nossos irmãos menos evangelizados aceitam a ministerialidade não ordenada! Percebemos irmãos que pulam a fila para evitar receber a Sagrada Comunhão do Ministro Extraordinário, preferindo recebê-las das mãos do padre. Outros exigem que seja o padre a assistir ao seu matrimônio e não o diácono permanente. A demasiada clericalização de nossas Comunidades traz consigo tais atitudes consequentes de ignorância, na maioria das vezes sem maldade. Mesmo nos Conselhos que formamos, ouvimos frequentemente expressões como: "Se o Padre pedir, farei, do contrário não..." Gosto sempre de pensar que precisamos caminhar com harmonia e muita serenidade para uma Igreja realmente missionária e ministerial, o que exigirá de todos: clérigos ou não três atitudes fundamentais: CONVERSÃO, COERÊNCIA e BOM SENSO!

Rezamos com nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto pelos 23 novos Diáconos Permanentes a serem ordenados por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Moacir Silva, no próximo sábado, dia 24 de maio na cidade de Sertãozinho! Sejam homens formadores de novas lideranças e acolhidos como tal por nosso Clero e por nossas Comunidades!

Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler At 6,1-7; Sl 32(33); 1Pd 2,4-9 e Jo 14,1-12).





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