sábado, 13 de dezembro de 2014


COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
GAUDETE – DOMINGO DA ALEGRIA

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Alegrai-vos sempre no Senhor.
De novo eu vos digo: alegrai-vos!
o Senhor está perto” (Fl 4,4s).

          “Celebramos com esperança, otimismo e muita fé o Terceiro Domingo do Advento – Gaudete – DOMINGO DA ALEGRIA! A exemplo do Profeta Isaías, todos devemos nos alegrar, pois o Senhor está próximo. João Batista aparece neste domingo para preparar o caminho de Jesus até nós.
          A Palavra de Deus proclamada neste Domingo nos apresenta o tema da alegria, pois o Espírito do Senhor está sobre nós, nos leva a rezar sem cessar e nos faz reconhecer em João Batista o mensageiro da vinda de Jesus.
A celebração é momento de exultação, pois Deus está em nosso meio. A missão de João Batista é apontar a luz para a humanidade. O desejo de Deus é ver-nos felizes. Mas o que significa, para nós, ser feliz?
          Com nossa ação de graças, reconheçamos que se realizou para nós o anúncio da libertação. Nosso Deus nos associa à alegria da sua vida nova” (cf. Liturgia Diária de Dezembro de 2014 da Paulus, pp. 47-49).
Por tradição, o Terceiro Domingo do Advento é denominado Domingo Gaudete, que significa Domingo da Alegria. Isso, porque a antífona de entrada começa com esta expressão: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor’ (em latim Gaudete in Domino semper). Esta, portanto, é a chave para a compreensão dos textos bíblico-litúrgicos e eucológicos, assim como dos ritos e símbolos do Terceiro Domingo do Advento.
          A alegria de que trata a Liturgia deste domingo liga-se à proximidade da festa da Natividade do Senhor. A percepção de que já atravessamos mais da metade do caminho rumo à Noite Santa do Natal ilumina a celebração da comunidade de fé. Com razão a Oração da Igreja assim se exprime: “Levantai vossa cabeça, pois a vossa redenção se aproxima”. Portanto, o júbilo não se dá somente por que já se aproxima uma data memorável, mas sobretudo, porque as consequências do Mistério que nela se celebra já podem ser sentidas pela Igreja peregrina.
          O Terceiro Domingo do Advento – Gaudete é momento de passagem ou transição para a comunidade que celebra como o fora para os contemporâneos do Batista. Nós, como eles, somos atraídos para a “beira do Jordão”, a fim de permanecer de prontidão, à espera da travessia pascal que se inaugura com a revelação de Deus e se plenifica com a encarnação do Verbo.
          Nesse sentido, nosso olhar recai sobre o que se augura com a celebração Eucarística: “que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam”. A preparação para a celebração da natividade e manifestação do Senhor na carne exige transpor o Jordão, passando pelas águas que nos liberam da maldade, da corrupção, da morte. Dito de outro modo, ao celebrar o Terceiro Domingo do Advento, a Igreja se alegra por estar à “beira” do Jordão, em poder levantar a cabeça e vislumbrar seu destino, que é a comunhão de vida com o Messias, cujas vozes proféticas de todos os tempos e lugares apontam e prenunciam, segundo a inteligência da fé.
          Dar graças, fazer eucaristia, corresponde de fato ao “nosso dever e salvação”, porque é no ato de buscar e reconhecer a presença de Deus, que nos percebemos salvos, mergulhados em sua vida. Damo-nos conta o quanto o Espírito Santo está sobre nós empurrando-nos para que demos testemunho da visita do Messias no mundo, alegrando os tristes, devolvendo a dignidade aos empobrecidos. A ação de graças recomendada por Paulo nos faz reconhecer que tudo quanto fora dito por Deus em promessa, cumpriu-se em seu Filho e se desdobra naqueles e naquelas que o servem e lhe são fiéis. Em suma, nossa fidelidade torna evidente aquele que nos chamou e é fiel no cumprimento de sua Palavra.
AGRADECIMENTO PELA DOAÇÃO NA COLETA PARA A EVANGELIZAÇÃO
          [É o domingo em que deveremos partilhar nossa pobreza, doando generosamente os frutos saborosos de nossos exercícios penitenciais e de abstinência propostos para o rico tempo do Advento! Não devemos dar qualquer “migalha” ou aquilo que nos sobra da compra de presentes de Natal. Recebemos um envelope destinado à Coleta para a Evangelização, que deveremos devolver, contendo o resultado daquilo que deixamos de gastar em favor dos que têm menos do que nós, bem como, para que Jesus Cristo seja conhecido e nosso povo evangelizado de sul a norte de nosso imenso País. Quem não tiver ou esquecer o envelope, coloque na coleta da esmola numa das Celebrações deste Domingo da Alegria sua doação, porque todas as Paróquias e Comunidades endereçarão o que recolherem, à Cúria Metropolitana, que por sua vez dará o destino certo à generosidade de nosso coração. Sejamos, portanto, honestos e justos, porque a Igreja no Brasil sobrevive com nossa corresponsabilidade!]
          Desde o início, a obra de evangelização e o trabalho da Igreja contaram com o apoio espiritual e material de todos os batizados. Motivados pela fé recebida e pela gratidão a Deus, todos os membros da Igreja são chamados a colaborar, de várias formas, para que o dom do Evangelho também chegue a outras pessoas.
          Além de vivenciar concretamente sua corresponsabilidade de batizado pelas obras de evangelização e do sustento de irmãos e irmãs empenhados nestas atividades, a sua participação o tornará mais disponível ao Senhor.
          Esta será a destinação de sua coleta: 45% para a sua Diocese; 20% para as 17 Subsedes da CNBB; e 35% para a CNBB Nacional.
          Deus lhe pague pela contribuição nesta importante coleta!
          O grande convite deste Domingo da AlegriaGAUDETE – é transpirar a esperança de que o Natal do Senhor nos ajude a promovermos maior dignidade entre as pessoas, sendo Anjos uns para os outros. Acendendo a vela rosa de nossas Coroas do Advento, possamos renovar o propósito de testemunharmos uma fé cheia de alegria, com sabor divino.
          Não nos esqueçamos de nossos gestos concretos, oferecendo quem sabe, como presente de Natal uma Bíblia ao invés de presentes perecíveis. A Palavra de Deus semeada no coração dos que amamos e dos que ainda não a conhecem, não perecerá. Ao contrário será alimento de vida a quem a acolher com alegria! Não falar mal de ninguém até o Natal poderá tornar-se um magnífico hábito entre irmãos que amam, ao longo do novo ano que se aproxima. Se não tivermos nada de bom a dizer sobre o outro, é melhor calar!
Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo,
Pe. Gilberto Kasper

(Ler Is 61,1-2.10-11; Sl Lc 1; 1 Ts 5,16-24 e Jo 1,6-8.19-28).

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