sábado, 12 de agosto de 2017



Em 6 de agosto, dia em que se celebrou a Festa da Transfiguração, foi instalada uma cruz em um povoado da Planície de Nínive que se salvou da invasão dos terroristas do Estado Islâmico (ISIS). A mídia local assinalou que, depois da celebração da Missa no domingo à tarde, todos os habitantes se dirigiram à entrada da cidade onde foi colocada uma estrutura de ferro, semelhante a um arco, com a cruz no topo. Através de um vídeo, a página do Facebook Amigos do Iraque destacou que na cerimônia de abertura um sacerdote rezou a Ave Maria em aramaico, idioma de Jesus.
Em seguida, o sacerdote e a nova prefeita de Alqosh, Zara Yussif Lara, que se declara católica caldeia, cortaram a fita que estava diante do monumento. Logo após, acenderam as luzes da cruz. Esta celebração coincidiu com a comemoração do terceiro aniversário da invasão do Estado Islâmico na Planície de Nínive que provocou o massacre e o êxodo de milhares de cristãos. A cidade de Alqosh, onde vivem cerca de seis mil cristãos, é a mais próxima do território ocupado na região há três anos pelo ISIS. Segundo contou ao Grupo ACI, o Pe. Luis Montes, missionário do Instituto do Verbo Encarnado (IVE) no Iraque, muitos cristãos que vivem em Alqosh fugiram da cidade por medo de que ela fosse tomada pelo ISIS, mas depois voltaram porque as milícias curdas conseguiram defender esta região. Indicou que inclusive os habitantes receberam muitos refugiados. Desde outubro de 2016, o exército iraquiano conseguiu expulsar o Estado Islâmico de várias aldeias na Planície de Nínive. Em 9 de julho, a cidade de Mosul foi declarada livre do controle dos terroristas, depois de ter sido seu reduto de guerra nos últimos três anos.
Em declarações ao Grupo ACI, Tanneguy Roblin, responsável pela missão da organização de ajuda francesa SOS Chrétiens d’Orient no Iraque, explicou que a libertação desta cidade é importante porque era chave para o retorno dos cristãos a esta região. Entretanto, assinalou que por enquanto eles ainda não estão pensando em voltar para a cidade, porque esta ficou danificada devido os combates. Por sua parte, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) está reconstruindo cerca de 13 mil casas de cristãos que foram destruídas pelos jihadistas.

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