sábado, 12 de agosto de 2017


Aconteceu comigo o milagre que levou à canonização de Santa Gianna Beretta Molla.

 Uma festa dupla com direito a banda, momento de oração e valsa comemorará no dia 8 de agosto, no Villa Ventura, 15 anos de um milagre que permitiu o nascimento da, agora adolescente, Gianna Maria Comparini Arcolino e salvou a vida de sua mãe, a terapeuta familiar Elisabete Comparini Arcolino.

Por se tratar de um milagre, não explicado pela ciência e reconhecido pela Igreja Católica, ele também possibilitou que a até então beata italiana Gianna Beretta Molla fosse elevada à condição de Santa Gianna. Na comemoração, além de acompanhar a filha caçula se tornar debutante, Bete celebrará seus 50 anos de idade. As duas terão 65 casais que as acompanharão no momento da valsa. Quinze para Gianna e 50 para Bete.

“Aquilo que parecia impossível... Aquilo que parecia nossa morte... Jesus mudou nossa sorte, somos um milagre... E estamos aqui...”, diz a frase do convite da festa que relembrará toda a história de fé da família. A partir do milagre, Bete e o marido, o palestrante e consultor Carlos César Arcolino, o Kaká, se tornaram divulgadores de Santa Gianna como patrona da família e das gestantes e também fundaram o Tenda, uma comunidade que reúne casais para a partilha e o fortalecimento da família.

Segundo Bete, tudo começou em fevereiro de 2000. Grávida de quatro meses, sua bolsa rompeu e ela precisou ser internada às pressas. No hospital, os médicos informaram que não havia como a criança sobreviver e anunciaram a necessidade de um aborto. “Com 16 semanas de gestação, a criança não consegue continuar se desenvolvendo sem o líquido amniótico, foi o que todos os médicos disseram, mas nós, por sermos católicos e como toda mãe deseja o seu filho, fomos firmes e falávamos que não iríamos fazer o aborto”.

A mãe lembra de ter passado momentos muito difíceis até a chegada do bispo, hoje emérito, Dom Diógenes Silva Matthes no quarto em que estava internada. “Ele estava no hospital por outro motivo e foi abordado por uma amiga nossa que viu o nosso desespero. Ao ir até o quarto, Dom Diógenes lembrou da beata Gianna e pediu sua intercessão. A partir desse momento, que foi no dia 10 de fevereiro até o dia 31 de maio, continuei gerando a Gianna com momentos em que produzia e perdia o líquido”.

Ao tomar a decisão de não fazer o aborto, Bete recebeu alta e permaneceu de repouso os três meses seguintes em casa. “Quando chegou no dia 31 de maio marcamos a cesariana, mas a previsão médica é que ela morreria imediatamente, por morte súbita, sem choro. Caso nascesse viva, ficaria na UTI e se sobrevivesse teria uma vida vegetativa, com sequelas”.

Gianna Maria surpreendeu a todos e chorou ao nascer. Após os exames, nada foi constatado de anormal. Já Bete, por ter gerado uma criança sem o líquido amniótico, teve problemas com a placenta e permaneceu dois dias em coma, com hemorragia.

Salvas de qualquer complicação, a vida da mãe e da filha foram atribuídas a um milagre que em 2002 foi reconhecido pelo papa João Paulo II. Após dois anos, a família viajou para a Itália e acompanhou em Roma a canonização de Santa Gianna, a patrona da família.  Participaram da cerimônia o casal, a caçula Gianna e os irmãos mais velhos: Vinícius, hoje com 24 anos, Isabela, 22, e André, 18. “Essa festa é mais em agradecimento pelas duas vidas que foram salvas por intermédio de Santa Gianna”, disse a mãe, feliz pela oportunidade.

A menina Gianna Maria
Quarta filha do casal, Gianna aproveita a adolescência, com gostos comuns a meninas de sua idade. Gosta de ler Harry Potter, ouvir músicas, acessar redes sociais e participar de grupos de oração e acampamentos da Escola Hallel. Aluna do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Jesus, Maria e José, sonha em ser psicóloga e ainda não pensa em namorar. “Muitos pensam que sou diferente, fazem perguntas, mas para mim é normal. Na verdade, parece algo meio surreal e real ao mesmo tempo”.

Devido a pouca idade na época da canonização, Gianna diz se lembrar pouco da viagem ao Vaticano, porém tem o momento eternizado em fotos e vídeos e planeja um dia retornar à Itália para conhecer onde viveu Santa Gianna. “Tenho Santa Gianna como minha salvadora e sempre que preciso de alguma coisa rezo para ela. É uma mãe para mim”.

Relíquia
A família de Gianna tem em mãos atualmente uma relíquia de Santa Gianna. A peça contém um pedaço do punho da camisola que a médica italiana usava no dia do parto da filha caçula. A gravidez era de risco devido a um problema no útero.  Gianna Beretta Molla morreu sete dias após o parto e antes do nascimento afirmava. “Entre a minha vida e a do meu filho, salvem a criança!”. Ela morreu em abril de 1962.

Depois que foi canonizada, em 2004, Santa Gianna ganhou uma imagem que a representa e a mesma foi confeccionada em Franca.

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