sexta-feira, 25 de agosto de 2017


Quando quer saber os horários das celebrações religiosas da sua igreja, um católico procura os “horários de missa”. As paróquias também costumam informar quais são as horas das missas diárias e das missas de dias festivos. Mesmo os casamentos e os funerais católicos acontecem normalmente como parte de uma missa. Para quem é católico, tudo isso é óbvio, mas para alguém “de fora”, essa palavra, “missa”, pode ser um grande mistério.
Afinal, o que significa “missa” e por que os católicos usam essa palavra?

A palavra “missa” provém do latim e, ao pé da letra, significa “enviada”. É usada desde o século VI ou VII para descrever a celebração da Eucaristia, o rito litúrgico central da Igreja.

O termo vem das palavras ditas no encerramento da celebração: em latim, “Ite, missa est”.

A tradução desta frase é algo como “Ide, o envio está feito”, ou, literalmente, “Ide, foi enviada”. S. Tomás de Aquino escreveu um comentário sobre estas palavras e explicou, na Summa Theologiae:

“Daí deriva o nome da missa (…) ‘Ite, missa est’, ou seja, a vítima [Jesus] foi enviada a Deus através do anjo, para que seja aceita por Deus”.
O Papa Bento XVI também abordou essas palavras na sua encíclica Sacramentum Caritatis, mas focou num significado espiritual diferente por trás da frase. Ele escreveu:
“Na antiguidade, ‘missa’ significava simplesmente ‘despedida’. No uso cristão, porém, adquiriu gradualmente um significado mais profundo. A palavra ‘despedida’ chegou a envolver o sentido de ‘missão’. Estas poucas palavras expressam, sucintamente, o caráter missionário da Igreja. O Povo de Deus pode ser ajudado a compreender mais claramente esta dimensão essencial da vida da Igreja entendendo a despedida como ponto de partida”.
Em vez de ver nas palavras do sacerdote ou do diácono uma conclusão da celebração, portanto, o nosso Papa Emérito as vê como um começo.

Bento XVI aprovou ainda as frases “Ite ad Evangelium Domini annuntiandum” (“Ide e anunciai o Evangelho do Senhor”) e “Ite in pace, glorificando vita vestra Dominum” (“Ide em paz, glorificando ao Senhor com a vossa vida”). Ambas as formas se concentram no caráter missionário da celebração Eucarística: os participantes da missa são enviados ao mundo, sustentados pela Eucaristia que acabam de receber.
Vista dessa maneira, a missa não é só uma celebração “solta” no domingo ou num dia da semana, mas um ponto de partida para a jornada vital do testemunho cristão. O sacerdote, representando a Cristo, envia os fiéis ao mundo para serem faróis de luz à vista de todos.

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