sábado, 2 de setembro de 2017




Ex-Protestante: O Progresso de um Forasteiro Protestante - Como cheguei ao Catolicismo
Duas são as frases que norteiam minha jornada, uma delas é a que diz que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados pelo seu decreto” (Romanos 8.28) e a outra de Aristóteles, onde ele afirma: “Sou amigo de Platão, mas sou mais amigo da Verdade”. Com a primeira, aprendi que com “todas” São Paulo quer dizer, vejam só, TODAS as coisas, o que, claramente, inclui as que não são muito agradáveis. Hoje tenho 28 anos e há mais ou menos 17 anos atrás minha querida Vó, mãe de criação, Jumerci, faleceu. Este trágico evento mudou minha vida do avesso, pois meu avô, por razões diversas promoveu uma mudança de definitiva de cidade levando-me com ele. Então o cenário era de um garoto que há pouco perdera sua mãe de criação e que agora, perde seus amigos, amores, história, casa e até mesmo seu senso de unidade e vai para um lugar inóspito sozinho, sim, pois o recém divorciado avô já de imediato investiu tudo o que tinha em um novo relacionamento por medo de morrer sozinho – e aqui preciso ressaltar que eu o entendo –, inclusive seu tempo com este rapaz. Resultado: ele era um pré-adolescente que acabara de perder [literalmente] tudo e que agora estava morando sozinho.
Está aí a receita da desgraça; em poucos meses ele já estava bebendo; do álcool para o tabaco foi um processo rápido; do tabaco para a maconha outro passo e não demorou muito para chegar ao crack, thinner, cola de sapateiro e até esmalte de unha. Tudo isso trouxe muitos problemas, obviamente, pois aconteceu tudo demasiadamente cedo para este rapaz – o que hoje alguns fazem depois dos 20 ou 30 anos, eu fiz com 13. No entanto, foi nesse cenário aparentemente desastroso que meu coração se abriu com sinceridade “ao Deus que ouvi falar” e, aos 17 anos, me rendi completamente ás graças e misericórdias d’Ele. Tive uma queda neste percurso aos 20 anos, mas desde os 21 que estou completamente limpo ininterruptamente. Algumas perguntas podem ser feitas, naturalmente, como “se minha querida Avó não tivesse falecido, eu teria um encontro com Deus?” Não sei, o que sei é que a vida que eu vivi em toda a sua concretude foi a vida que conheceu nosso Senhor Jesus Cristo. Claro que aqui não estou dizendo que Deus promove as desgraças para que o aceitemos, mas que até mesmo estas situações “cooperam para o [nosso] bem”! Dito d’outro modo, Deus em seu infinito poder e sabedoria, transforma situações ruins em seu inverso para que, de algum modo nós mesmos sejamos os primeiros a aprender com elas e também auxiliar outros que estejam na mesma situação.

via catolicosnabiblia.com.br

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